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Santo Alberto

Nasceu na Itália no ano de 1150. Foi dizendo ‘sim’ a vontade do Senhor. Tornou-se religioso na Ordem Agostiniana, depois padre e superior de uma Comunidade. De ‘sim’ em ‘sim’ foi caminhando na vontade do Senhor, que o queria servindo a Igreja de Cristo e ao povo de Deus no Episcopado. Foi enviado como missionário para a Terra Santa, em Jerusalém.
Homem de oração, de vida sacramental, mariano. Apaixonado por Deus, por sua Igreja, pela verdade e pelo mistério pascal.
Entre os cristãos e não-cristãos haviam aqueles que o perseguia, até que no dia da Exaltação da Santa Cruz, ele estava com todo o Clero, e foi apunhalado por um fanático anti-cristão.
Morreu perdoando e unindo o seu sangue ao Sangue de Cristo.

São João Batista de La Salle, presbítero

João Batista nasceu em Reims, em 1651, da nobre e abastada família dos La Salle. Foi brilhante aluno na Sorbona de Paris. Em 1678, sacerdote e cônego, pode ser considerado com justiça um dos maiores inovadores da escola moderna. Numa época em que até a cultura elementar constituía privilégio de poucos felizardos, João Batista compreendeu a urgência de organizar uma instrução adequada aos meninos das classes sociais mais pobres. Renunciou, portanto, à vida de cônego, convenceu do seu programa doze jovens de boa vontade e em 1684 fundou a congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs.

O santo fundador entendera que a educação dos jovens era verdadeira obrigação para todos. Normalmente nas escolas daquele tempo só eram recebidos os jovens destinados à política, à diplomacia e à chefia. João Batista sustentou o princípio da gratuidade e da universalidade da instrução. Seus métodos revolucionários naturalmente encontraram a hostilidade de muitos.

Na escola continuavam falando em latim e dando peso a matérias tradicionais. Nas escolas populares dos Irmãos adotou-se logo a língua materna e se introduziu ensinamento de caráter elementar e profissionalizante, que compreendia a leitura, a escrita, a ortografia, a matemática e o catecismo. As classes eram divididas em seções baseando-se no nível de desenvolvimento dos alunos: os mais adiantados deviam ajudar os colegas menos dotados. Mas as escolas lassallianas tinham sobretudo endereço profissional, para encaminhar os moços do povo a emprego bem remunerado.

Desenho industrial e exercícios práticos com vários instrumentos de trabalho tiveram o lugar que mereciam no calendário escolar. Porém, todo dia de aula devia ser iniciado com meia hora de religião, premissa sempre irrevogável em todas as escolas dos Irmãos, espalhadas por toda a terra. No começo da árdua missão, João Batista de La Salle pôde contar com o entusiasmo de doze voluntários que haviam aceito, como ele, vestir o hábito religioso e dedicar-se à instituição de escolas populares. Quando morreu, em 7 de abril de 1719, em Rouen, a nova congregação era composta de duzentos membros distribuídos em 22 casas.

Eram autênticos mestres, munidos de sólida cultura e também das virtudes que formam a bagagem do educador: a prudência, a sabedoria, a paciência, a bondade, o zelo, a piedade e a generosidade. Um dos educadores mais iluminados da Igreja, precursor dos métodos pedagógicos modernos, João Batista de La Salle foi canonizado em 1900.

São Marcelino

Ocupou um cargo eminente no Império Romano entre os séculos IV e V, tanto que o imperador Honório o enviou para a África, em Cartago, devido a uma confusão com os donatistas, que ensinavam que a eficácia dos sacramentos dependia da santidade dos ministros.

Marcelino se aconselhou com seu amigo, Santo Agostinho, que era bispo de Hipona. E juntos, buscaram o bem comum e a paz para aquela cidade.

O santo de hoje foi mártir. Os donatistas vendo nele um entrave para os interesses pessoais, mandaram assassiná-lo. Pai de família, São Marcelino é exemplo para quem quer doar-se pela verdade e pela justiça.

Vicente Ferrer, presbítero

“Beba a água do mestre Vicente”, diz-se na Espanha para se incutir o silêncio. É alusão ao conselho que o santo deu a uma mulher casada que lhe pedia orientação para ter harmonia com o marido muito briguento: “Quando ele chegar do trabalho encha a boca de água e fique assim com a boca cheia por mais tempo que puder’’. Evidentemente durante todo o tempo que estava com a boca cheia não podia responder aos insultos do marido.

Essa anedota torna um tanto simpática a figura humana deste grande reformador dos costumes, que mereceu dos contemporâneos o apelido de anjo do Apocalipse, porque nas suas práticas costumava ameaçar com flagelos e tribulações. Vicente nasceu em Valência em 1350. Aos dezessete anos já havia terminado filosofia e teologia e foi logo incluído no corpo docente.

Entrando no convento dos dominicanos de Valência, foi ordenado sacerdote em 1378, data que coincide com o grande cisma do Ocidente até 1417. A grave confusão dividiu os cristãos em duas obediências: a de Roma e a de Avignon. Era inevitável que também espíritos corretos, como Vicente Ferrer, se encontrassem do lado do papa ilegítimo. Fez tudo o que podia para restituir à Igreja a unidade. Percorreu quase toda a Europa, pregando com sua robusta voz, e um fato um tanto milagroso costumava acontecer em suas pregações: falava em sua língua materna e os fiéis de outras línguas o entendiam.

Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja

Considerado o homem mais douto de seu tempo, Santo Isidoro foi um precursor em muitos campos, tanto no eclesiástico quanto no civil, podendo ser considerado um dos pais da Idade Média.

Isidoro nasceu na cidade de Cartagena (Espanha), filho de Severiano e Teodora, ambos de alta nobreza e virtude. De modo que os quatro filhos do casal, foram elevado à honra dos altares. Foram eles São Leandro, que o precedeu na Sé de Sevilha, São Fulgêncio, bispo de Ecija, e Santa Florentina, da qual se diz que governou 40 conventos e mil monjas.

Embora sendo um dos autores mais lidos e plagiados de seu tempo, esse grande Doutor da Igreja não teve um biógrafo contemporâneo. Assim, sua vida, além dos traços gerais conservados pela tradição, tem que ser adivinhada em seus inúmeros escritos.

O que é certo é que Isidoro foi de uma inteligente muito privilegiada, memória fabulosa, e muito aplicado ao estudo e à leitura. Em 579 seu irmão Leandro foi nomeado arcebispo de Sevilha, mas um ano depois, com seu irmão Fulgêncio, foi desterrado por combater a heresia ariana.

Essa perseguição terminou com a morte do ímpio rei Leovigildo. Fanático ariano, ele não recusou dar a morte ao seu próprio filho, Santo Ermenegildo, por este ter-se convertido à Igreja Católica, Apostólica, Romana. Ascendeu ao trono o outro filho, Recaredo que, como seu irmão,também abjurou à heresia ariana.

Retornando às suas dioceses seus dois irmãos, Isidoro retirou-se para um mosteiro onde continuou seus estudos, chegando a dominar perfeitamente o latim, o grego e o hebreu. Dedicou-se também a formar uma biblioteca, a qual dificilmente encontra similar em toda a Idade Média.

Isidoro, além de sábio, era um eminente organizador. Dando-se conta de que a legislação que regulava a vida monástica era falha e obscura em muitos pontos, escreveu para os vários mosteiros da Espanha uma Regla de los Monjes, onde tudo é claro, simples, metódico.

São Ricardo, santificou nos mosteiros

Com alegria contemplamos a vida de santidade do nosso irmão da fé São Ricardo, que hoje brilha no Céu como intercessor de todos os irmãos que peregrinam na Igreja terrestre.

Nascido em 1197, era pobre, teve dificuldade de estudar e perdeu muito cedo seus pais. No seu tempo, Ricardo começou a ver a ignorância e superstição; ambição dos nobres; luxo do clero; regalismo do trono e decadência da vida monástica. Diante de sua realidade, não se entregou a murmurações e desânimos, mas como professor e reitor da Universidade de Oxford decidiu-se pela santidade, a fim de ser instrumento de renovação da Igreja na Inglaterra.

Unido aos frades franciscanos e dominicanos, Ricardo fez de tudo, – como leigo, sacerdote e bispo ordenado pelo Papa – para reverter a resistência do rei que não queria a sua ordenação e, de toda situação triste que acabava atingindo duramente o povo.

São Ricardo, até entrar na Casa do Pai com 56 anos, por dois anos coordenou sua diocese clandestinamente, visitando pobres, doentes e fazendo de tudo para evangelizar e ajudar na santificação dos mosteiros, clero e nobres ingleses, isto principalmente depois que o rei se dobrou sob ameaça de excomunhão do Papa.

São Francisco de Paula, eremita

São Francisco de Paula nasceu na região da Calábria, Itália, numa cidade chamada Paula. Seus pais se chamavam Viena de Fuscaldo e Giácomo Daléssio. O casal tinha muita devoção a São Francisco de Assis. Por isso, os dois sempre pediam a seu santo de devoção a graça de terem um filho. O casal foi atendido em suas orações. Assim, no dia 27 de março de 1416 o filho deles nasceu e recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao santo de Assis.

O chamado de Deus
Aos 12 anos, o pequeno Francisco foi levado para o Convento de São Marcos. O menino permaneceu lá durante 1 ano, mas não se sentiu tocado pelo tipo de vida que levavam lá. Assim, voltou para sua cidade. Depois disso, Francisco e seus pais fizeram uma bela viagem visitando lugares santos da Itália. Nessa viagem, o jovem São Francisco de Paula ficou tocado pela graça.

Ao visitar o Monte Cassino (Mosteiro fundado por São Bento), o jovem conheceu a história do patriarca São Bento e se sentiu chamado para a vida de eremita. Assim, ele pediu a seus pais que o deixassem viver isolado, numa vida de rigores, oração e penitência. Sofrendo por um lado e alegrando-se por outro, os pais de São Francisco de Paula permitiram.

O jovem e fundador São Francisco de Paula
O jovem São Francisco de Paula passou a morar isolado numa gruta no deserto. Fazia grandes sacrifícios, orações e jejuns, aos quais ele chamava de quaresmas. Num desses momentos de profunda oração, o próprio Arcanjo São Miguel lhe fez uma visita, entregando a Francisco uma espécie de ostensório, no qual se via escrita a palavra Caridade.

Francisco uniu esta palavra a dois outros lemas que tinha adotado em sua vida: humildade e penitência. Daí em diante, começou a pensar na fundação de uma ordem religiosa. A inspiração foi tomando corpo em seu coração e ele decidiu pedir autorização ao Papa. O Papa concedeu. Assim, tendo somente 19 anos, São Francisco de Paula começou a fundação da ordem que ele chamou de Ordem dos Mínimos.

E este nome tinha um alcance muito claro em toda a filosofia de vida da nova ordem. Para poderem entrar na Ordem dos Mínimos, seria preciso tornar-se pequeno, o menor entre todos, o último, atendendo ao que disse Jesus: os últimos serão os primeiros. O nome, aliás, foi sugerido pelo Papa Alexandre VI, em 1435.

Construção do mosteiro na cidade de Paula
O Jovem São Francisco de Paula começou, então, a construir um mosteiro numa colina que ficava não muito distante de sua cidade natal, Paula. Nesse tempo, Deus lhe tinha dado o dom dos milagres. Por isso, sua fama crescia. Os habitantes de Paula vinham ajudá-lo em todas as necessidades da construção.

Depois disso, a Ordem dos Mínimos cresceu. São Francisco de Paula fundou mosteiros em vários outros lugares como na Cicília, na França e na Calábria. Como o movimento que ele iniciou crescia, ele fundou também um mosteiro para mulheres que seguiam as regras da Ordem dos Mínimos.

Milagres de São Francisco de Paula
Vários milagres são relatados na história de São Francisco de Paula. O mais extraordinário é a ressurreição de um sobrinho seu chamado Nicolas. Ele tinha o dom da cura. Por isso, o povo o procurava incessantemente em suas enfermidades. Inúmeras curas são relatadas pela intercessão de São Francisco de Paula. E as curas, através de sua intercessão, continuaram após sua morte. Além disso, ele tinha também o dom de profetizar e o dom da Palavra, que arrebatava a todos em suas pregações.

São Hugo

O santo de hoje nasceu em Castelo Novo, na França, no ano de 1053. Fez toda uma caminhada de formação, tornou-se sacerdote e depois foi levado ao Papa Gregório VII para ser ordenado bispo.

Ele disse o seu “sim”. Assumiu o bispado em Grenoble e se deparou com uma realidade do Clero, leigos e famílias, que precisavam de uma renovação no Espírito Santo.

Na oração, na penitência, no sacrifício, nas vigílias, junto com outros irmãos, ele foi sendo esse sinal de formação e muitas pessoas foram abraçando e retomando o Evangelho.

Passado algum tempo, Hugo retirou-se para um mosteiro beneditino, mas por obediência a um pedido do Papa, retornou à diocese.

Homem zeloso pela comunhão da Igreja, participou do Concílio em Viena e combateu toda mentalidade que buscava um “cisma” na Igreja, e com outros bispos semeou a paz, fruto da Verdade.

De tantos sacrifícios que fez, oferecendo pela Igreja e pela salvação das almas, ficou muitas vezes doente, mas não desistia. Diante de sua debilidade física, o Papa Inocêncio II o dispensou. Passado um tempo, com quase 80 anos, veio a falecer.

Santa Balbina, virgem e mártir de Roma

Esta jovem foi incluída oficialmente no calendário dos santos a partir do século IX, por causa de seu suposto “martírio e de sua fé corajosa”.

Sua alegada vida nos foi trazida através de lendas, principalmente, pelo teatro medieval. Está nas obras de Alejandro, que viveu no século XVI e na obra ss. Balbinae et Hermetis, uma espécie de apêndice do primeiro.

Segundo as duas histórias mitológicas, Balbina era “filha de Quirino (militar e tribuno). Converteu- se à fé cristã e foi batizada pelo papa Alexandre (o santo), jurando voto de virgindade”.

Por causa de sua “riqueza e nobreza espirituais”, muitos jovens a pediram em matrimônio, mas ela “manteve seu voto incorruptível e livre de qualquer mácula”.

Estando gravemente enferma, o pai a levou ao papa, que estava encarcerado, e ela “se curou”.

Em 132, mais provavelmente no dia 31 de março, foi “arrastada com o pai por ordem do imperador Adriano e, com barbaridade, cortaram- lhe a cabeça. Devido a sua bravura diante da morte e por ter morrido em nome da fé, foi elevada, pelos hagiógrafos, à categoria de mártir e santa, sendo- lhe dedicada uma Basílica Menor em Roma (Basílica de Santa Balbina)”.

São João Clímaco

Nasceu na Palestina em 579, dentro de uma família cristã que passou para ele muitos valores, possibilitando a ele uma ótima formação literária.

Clímaco desde cedo foi discernindo sua vocação à vida religiosa. Diante do testemunho de muitos cristãos que optavam por ir ao Monte Sinai, e ali no mosteiro viviam uma radicalidade, ele deixou os bens materiais e levou os bens espirituais para o Sinai. Ali, com outros irmãos, deixou-se orientar por pessoas com mais experiência, fazendo um caminho pessoal e comunitário de santidade.

Foi atacado diversas vezes por satanás, vivendo um verdadeiro combate espiritual.

São João Clímaco buscou corresponder ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios, intercessões e participação nas Santas Missas.

Perseverou até o fim da vida, partindo para a glória aos 70 anos de idade.

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