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4ª-feira da Semana Santa da Páscoa

1ª Leitura – Is 50,4-9a
Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
(3º canto do Servo do Senhor)
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-9a
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã
e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem
e as faces para me arrancarem a barba:
não desviei o rosto
de bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
8A meu lado está quem me justifica;
alguém me fará objeções? Vejamos.
Quem é meu adversário? Aproxime-se.
9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador;
quem é que me vai condenar?
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 68, 8-10. 21bcd-22. 31. 33-34 (R. 14cb)
R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
neste tempo favorável, Senhor Deus.

8Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *
e o meu rosto se cobriu de confusão;
9eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
10Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *
me devoram como fogo abrasador;
e os insultos de infiéis que vos ultrajam *
recaíram todos eles sobre mim!R.

21bO insulto me partiu o coração;+
21cEu esperei que alguém de mim tivesse pena;*
21dprocurei quem me aliviasse e não achei!
22Deram-me fel como se fosse um alimento, *
em minha sede ofereceram-me vinagre!R.

31Cantando eu louvarei o vosso nome *
e agradecido exultarei de alegria!
33Humildes, vede isto e alegrai-vos: +
o vosso coração reviverá, *
se procurardes o Senhor continuamente!
34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *
e não despreza o clamor de seus cativos.R.

Evangelho – Mt 26,14-25
O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que o trair.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 26,14-25
Naquele tempo:
14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.
17No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?’
18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’.’
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.
20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
21Enquanto comiam, Jesus disse:
‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’
22Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
‘Senhor, será que sou eu?’
23Jesus respondeu:
‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.
24O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!’
25Então Judas, o traidor, perguntou:
‘Mestre, serei eu?’
Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’
Palavra da Salvação.

Santo Alberto

Nasceu na Itália no ano de 1150. Foi dizendo ‘sim’ a vontade do Senhor. Tornou-se religioso na Ordem Agostiniana, depois padre e superior de uma Comunidade. De ‘sim’ em ‘sim’ foi caminhando na vontade do Senhor, que o queria servindo a Igreja de Cristo e ao povo de Deus no Episcopado. Foi enviado como missionário para a Terra Santa, em Jerusalém.
Homem de oração, de vida sacramental, mariano. Apaixonado por Deus, por sua Igreja, pela verdade e pelo mistério pascal.
Entre os cristãos e não-cristãos haviam aqueles que o perseguia, até que no dia da Exaltação da Santa Cruz, ele estava com todo o Clero, e foi apunhalado por um fanático anti-cristão.
Morreu perdoando e unindo o seu sangue ao Sangue de Cristo.

3ª-feira da Semana Santa da Páscoa

1ª Leitura – Is 49,1-6
Eu te farei luz das nações, para que
minha salvação chegue até aos confins da terra.
(2º canto do Servo do Senhor)
Leitura do Livro do Profeta Isaías 49,1-6
1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção:
o Senhor chamou-me antes de eu nascer,
desde o ventre de minha mãe
ele tinha na mente o meu nome;
2fez de minha palavra uma espada afiada,
protegeu-me à sombra de sua mão
e fez de mim uma flecha aguçada,
escondida em sua aljava,
3e disse-me: ‘Tu és o meu Servo,
Israel, em quem serei glorificado’.
4E eu disse: ‘Trabalhei em vão,
gastei minhas forças sem fruto, inutilmente;
entretanto o Senhor me fará justiça
e o meu Deus me dará recompensa’.
5E agora diz-me o Senhor
– ele que me preparou desde o nascimento
para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele
e faça Israel unir-se a ele;
aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: ‘Não basta seres meu Servo
para restaurar as tribos de Jacó
e reconduzir os remanescentes de Israel:
eu te farei luz das nações,
para que minha salvação
chegue até aos confins da terra’.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 70, 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15)
R. Minha boca anunciará vossa justiça.

1Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:*
que eu não seja envergonhado para sempre!
2Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!*
Escutai a minha voz, vinde salvar-me!R.

3Sede uma rocha protetora para mim,*
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
4aLibertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.R.

5Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,*
em vós confio desde a minha juventude!
6aSois meu apoio desde antes que eu nascesse,
6bdesde o seio maternal, o meu amparo.R.

15Minha boca anunciará todos os dias*
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
17Vós me ensinastes desde a minha juventude,*
e até hoje canto as vossas maravilhas.R.

Evangelho – Jo 13,21-33.36-38
Um de vós me entregará…
O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,21-33.36-38
Naquele tempo:
Estando à mesa com seus discípulos,
21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou:
‘Em verdade, em verdade vos digo,
um de vós me entregará.’
22Desconcertados,
os discípulos olhavam uns para os outros,
pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
23Um deles, a quem Jesus amava,
estava recostado ao lado de Jesus.
24Simão Pedro fez-lhe um sinal
para que ele procurasse saber
de quem Jesus estava falando.
25Então, o discípulo,
reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe:
‘Senhor, quem é?’
26Jesus respondeu:
‘É aquele a quem eu der o pedaço de pão
passado no molho.’
Então Jesus molhou um pedaço de pão
e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.
27Depois do pedaço de pão,
Satanás entrou em Judas.
Então Jesus lhe disse:
‘O que tens a fazer, executa-o depressa.’
28Nenhum dos presentes compreendeu
por que Jesus lhe disse isso.
29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam
que Jesus lhe queria dizer:
‘Compra o que precisamos para a festa’,
ou que desse alguma coisa aos pobres.
30Depois de receber o pedaço de pão,
Judas saiu imediatamente.
Era noite.
31Depois que Judas saiu,
disse Jesus:
‘Agora foi glorificado o Filho do Homem,
e Deus foi glorificado nele.
32Se Deus foi glorificado nele,
também Deus o glorificará em si mesmo,
e o glorificará logo.
33Filhinhos,
por pouco tempo estou ainda convosco.
Vós me procurareis,
e agora vos digo, como eu disse também aos judeus:
‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’.
36Simão Pedro perguntou:
‘Senhor, para onde vais?’
Jesus respondeu-lhe:
‘Para onde eu vou,
tu não me podes seguir agora,
mas me seguirás mais tarde.’
37Pedro disse:
‘Senhor, por que não posso seguir-te agora?
Eu darei a minha vida por ti!’
38Respondeu Jesus:
‘Darás a tua vida por mim?
Em verdade, em verdade te digo:
o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.’
Palavra da Salvação.

São João Batista de La Salle, presbítero

João Batista nasceu em Reims, em 1651, da nobre e abastada família dos La Salle. Foi brilhante aluno na Sorbona de Paris. Em 1678, sacerdote e cônego, pode ser considerado com justiça um dos maiores inovadores da escola moderna. Numa época em que até a cultura elementar constituía privilégio de poucos felizardos, João Batista compreendeu a urgência de organizar uma instrução adequada aos meninos das classes sociais mais pobres. Renunciou, portanto, à vida de cônego, convenceu do seu programa doze jovens de boa vontade e em 1684 fundou a congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs.

O santo fundador entendera que a educação dos jovens era verdadeira obrigação para todos. Normalmente nas escolas daquele tempo só eram recebidos os jovens destinados à política, à diplomacia e à chefia. João Batista sustentou o princípio da gratuidade e da universalidade da instrução. Seus métodos revolucionários naturalmente encontraram a hostilidade de muitos.

Na escola continuavam falando em latim e dando peso a matérias tradicionais. Nas escolas populares dos Irmãos adotou-se logo a língua materna e se introduziu ensinamento de caráter elementar e profissionalizante, que compreendia a leitura, a escrita, a ortografia, a matemática e o catecismo. As classes eram divididas em seções baseando-se no nível de desenvolvimento dos alunos: os mais adiantados deviam ajudar os colegas menos dotados. Mas as escolas lassallianas tinham sobretudo endereço profissional, para encaminhar os moços do povo a emprego bem remunerado.

Desenho industrial e exercícios práticos com vários instrumentos de trabalho tiveram o lugar que mereciam no calendário escolar. Porém, todo dia de aula devia ser iniciado com meia hora de religião, premissa sempre irrevogável em todas as escolas dos Irmãos, espalhadas por toda a terra. No começo da árdua missão, João Batista de La Salle pôde contar com o entusiasmo de doze voluntários que haviam aceito, como ele, vestir o hábito religioso e dedicar-se à instituição de escolas populares. Quando morreu, em 7 de abril de 1719, em Rouen, a nova congregação era composta de duzentos membros distribuídos em 22 casas.

Eram autênticos mestres, munidos de sólida cultura e também das virtudes que formam a bagagem do educador: a prudência, a sabedoria, a paciência, a bondade, o zelo, a piedade e a generosidade. Um dos educadores mais iluminados da Igreja, precursor dos métodos pedagógicos modernos, João Batista de La Salle foi canonizado em 1900.

2ª-feira da Semana Santa da Páscoa

1ª Leitura – Is 42,1-7
Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.
(1º canto do Servo do Senhor).
Leitura do Livro do Profeta Isaías 42,1-7
1’Eis o meu servo – eu o recebo;
eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma;
pus meu espírito sobre ele,
ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz,
nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada
nem apaga um pavio que ainda fumega;
mas promoverá o julgamento para obter a verdade.
4Não esmorecerá nem se deixará abater,
enquanto não estabelecer a justiça na terra;
os países distantes esperam seus ensinamentos.’
5Isto diz o Senhor Deus,
que criou o céu e o estendeu,
firmou a terra e tudo que dela germina,
que dá a respiração aos seus habitantes
e o sopro da vida ao que nela se move:
6’Eu, o Senhor, te chamei para a justiça
e te tomei pela mão;
eu te formei e te constituí como o centro
de aliança do povo, luz das nações,
7para abrires os olhos dos cegos,
tirar os cativos da prisão,
livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 26, 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a)
R. O Senhor é minha luz e salvação.

1O Senhor é minha luz e salvação; *
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida; *
perante quem eu tremerei?R.

2Quando avançam os malvados contra mim, *
querendo devorar-me,
são eles, inimigos e opressores, *
que tropeçam e sucumbem.R.

3Se contra mim um exército se armar, *
não temerá meu coração;
se contra mim uma batalha estourar, *
mesmo assim confiarei.R.

13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver *
na terra dos viventes.
14Espera no Senhor e tem coragem, * R.

Evangelho – Jo 12,1-11
Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,1-11
1Seis dias antes da Páscoa,
Jesus foi para Betânia,
onde morava Lázaro,
que ele havia ressuscitado dos mortos.
2Ali ofereceram a Jesus um jantar;
Marta servia
e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3Maria, tomando quase meio litro de perfume
de nardo puro e muito caro,
ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.
A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.
4Então, falou Judas Iscariotes,
um dos seus discípulos,
aquele que o havia de entregar:
5’Por que não se vendeu este perfume
por trezentas moedas de prata,
para as dar aos pobres?’
6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres,
mas porque era ladrão;
ele tomava conta da bolsa comum
e roubava o que se depositava nela.
7Jesus, porém, disse:
‘Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.
8Pobres, sempre os tereis convosco,
enquanto a mim, nem sempre me tereis.’
9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia,
foram para lá,
não só por causa de Jesus,
mas também para verem Lázaro,
que Jesus havia ressuscitado dos mortos.
10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro,
11porque, por causa dele,
muitos deixavam os judeus
e acreditavam em Jesus.
Palavra do Senhor.

São Marcelino

Ocupou um cargo eminente no Império Romano entre os séculos IV e V, tanto que o imperador Honório o enviou para a África, em Cartago, devido a uma confusão com os donatistas, que ensinavam que a eficácia dos sacramentos dependia da santidade dos ministros.

Marcelino se aconselhou com seu amigo, Santo Agostinho, que era bispo de Hipona. E juntos, buscaram o bem comum e a paz para aquela cidade.

O santo de hoje foi mártir. Os donatistas vendo nele um entrave para os interesses pessoais, mandaram assassiná-lo. Pai de família, São Marcelino é exemplo para quem quer doar-se pela verdade e pela justiça.

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor da Quaresma

1ª Leitura – Is 50,4-7
Não desviei meu rosto das bofetadas e
cusparadas; sei que não serei humilhado.
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7
4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para me baterem e
as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 21,8-9.17-18a.19-20.23-24 (R.2a)
R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

8Riem de mim todos aqueles que me vêem,*
torcem os lábios e sacodem a cabeça:
9’Ao Senhor se confiou, ele o liberte*
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!’R.

17Cães numerosos me rodeiam furiosos,*
e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e os meus pés
18e eu posso contar todos os meus ossos.*
Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.

19Eles repartem entre si as minhas vestes*
e sorteiam entre si a minha túnica.
20Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*
ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

23Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*
e no meio da assembléia hei de louvar-vos!
24Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
glorificai-o, descendentes de Jacó,*
e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

2ª Leitura – Fl 2,6-11
Humilhou-se a si mesmo; por isso,
Deus o exaltou acima de tudo.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11
6Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
7mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
8humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
11e toda lingua proclame: ‘Jesus Cristo é o Senhor’,
para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

Evangelho – Mt 26,14-27,66
+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66
O que me dareis se vos entregar Jesus?
Naquele tempo:
14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.

Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

17No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?’
18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’.’
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.

Um de vós vai me trair.

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
21Enquanto comiam, Jesus disse:
‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’
22Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
‘Senhor, será que sou eu?’
23Jesus respondeu:
‘Quem vai me trair é aquele
que comigo põe a mão no prato.
24O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!’
25Então Judas, o traidor, perguntou:
‘Mestre, serei eu?’
Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’

Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o, distribuiu-o aos discípulos,
e disse: ‘Tomai e comei, isto é o meu corpo.’
27Em seguida, tomou um cálice,
deu graças e entregou-lhes, dizendo:
‘Bebei dele todos.
28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos,
para remissão dos pecados.
29Eu vos digo: de hoje em diante
não beberei deste fruto da videira,
até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo
no Reino do meu Pai.’
30Depois de terem cantado salmos,
foram para o monte das Oliveiras.

Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

31Então Jesus disse aos discípulos:
‘Esta noite,
vós ficareis decepcionados por minha causa.
Pois assim diz a Escritura: ‘Ferirei o pastor
e as ovelhas do rebanho se dispersarão.’
32Mas, depois de ressuscitar,
eu irei à vossa frente para a Galiléia.’
33Disse Pedro a Jesus:
‘Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa,
eu jamais ficarei.’
34Jesus lhe declarou:
‘Em verdade eu te digo, que, esta noite,
antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.’
35Pedro respondeu:
‘Ainda que eu tenha de morrer contigo,
mesmo assim não te negarei.’
E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

Começou a ficar triste e angustiado.

36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,
e disse: ‘Sentai-vos aqui,
enquanto eu vou até ali para rezar!’
37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,
e começou a ficar triste e angustiado.
38Então Jesus lhes disse:
‘Minha alma está triste até á morte.
Ficai aqui e vigiai comigo!’
39Jesus foi um pouco mais adiante,
prostrou-se com o rosto por terra e rezou:
‘Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice.
Contudo, não seja feito como eu quero,
mas sim como tu queres.’
40Voltando para junto dos discípulos,
Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:
‘Vós não fostes capazes de fazer
uma hora de vigília comigo?
41Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação;
pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.’
42Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:
‘Meu Pai, se este cálice não pode passar
sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!’
43Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo,
porque seus olhos estavam pesados de sono.
44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira
vez, repetindo as mesmas palavras.
45Então voltou para junto dos discípulos e disse:
‘Agora podeis dormir e descansar.
Eis que chegou a hora
e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
46Levantai-vos! Vamos!
Aquele que me vai trair, já está chegando.’

Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
com uma grande multidão armada de espadas e paus.
Vinham a mandado dos sumos sacerdotes
e dos anciãos do povo.
48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
‘Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!’
49Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:
‘Salve, Mestre!’ E beijou-o.
50Jesus lhe disse:
‘Amigo, a que vieste?’
Então os outros avançaram
lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus
estendeu a mão, puxou a espada,
e feriu o servo do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha.
52Jesus, porém, lhe disse:
‘Guarda a espada na bainha!
pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.
53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai
e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?
54Então, como se cumpririam as Escrituras,
que dizem que isso deve acontecer?
55E, naquela hora, Jesus disse à multidão:
‘Vós viestes com espadas e paus para me prender,
como se eu fosse um assaltante.
Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,
e vós não me prendestes.’
56Porém, tudo isto aconteceu
para se cumprir o que os profetas escreveram.
Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram.

Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso.

57Aqueles que prenderam Jesus
levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,
onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.
58Pedro seguiu Jesus de longe
até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote.
Entrou e sentou-se com os guardas
para ver como terminaria tudo aquilo.
59Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio
procuravam um falso testemunho contra Jesus,
a fim de condená-lo à morte.
60E nada encontraram,
embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
Por fim, vieram duas testemunhas,
61que afirmaram: ‘Este homem declarou:
‘posso destruir o Templo de Deus
e construí-lo de novo em três dias’.’
62Então o Sumo Sacerdote levantou-se
e perguntou a Jesus: ‘Nada tens a responder
ao que estes testemunham contra ti?’
63Jesus, porém, continuava calado.
E o Sumo Sacerdote lhe disse:
‘Eu te conjuro pelo Deus vivo
que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.’
64Jesus respondeu: ‘Tu o dizes.
Além disso, eu vos digo que de agora em diante
vereis o Filho do Homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu.’
65Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes
e disse: ‘Blasfemou!
Que necessidade temos ainda de testemunhas?
Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.
66Que vos parece?’ Responderam: ‘É réu de morte!’
67Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam.
Outros lhe deram bordoadas,
68dizendo: ‘Faze-nos uma profecia, Cristo,
quem foi que te bateu?’

Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

69Pedro estava sentado fora, no pátio.
Uma criada chegou perto dele e disse:
‘Tu também estavas com Jesus, o Galileu!’
70Mas ele negou diante de todos:
‘Não sei o que tu estás dizendo’.
71E saiu para a entrada do pátio.
Então uma outra criada viu Pedro
e disse aos que estavam ali:
‘Este também estava com Jesus, o Nazareno.’
72Pedro negou outra vez, jurando:
‘Nem conheço esse homem!’
73Pouco depois, os que estavam ali
aproximaram-se de Pedro e disseram:
‘É claro que tu também és um deles,
pois o teu modo de falar te denuncia.’
74Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo
que não conhecia esse homem!’
E nesse instante o galo cantou.
75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:
‘Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.’
E saindo dali, chorou amargamente.

Entregaram Jesus a Pilatos, o governador.

27,1De manhã cedo,
todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
convocaram um conselho contra Jesus,
para condená-lo à morte.
2Eles o amarraram, levaram-no
e o entregaram a Pilatos, o governador.

Não é lícito colocá-las no tesouro porque é preço de sangue.

3Então Judas, o traidor,
ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido
e foi devolver as trinta moedas de prata
aos sumos sacerdotes e aos anciãos,
4dizendo:
‘Pequei, entregando à morte um homem inocente.’
Eles responderam: ‘O que temos nós com isso?
O problema é teu.’
5Judas jogou as moedas no santuário,
saiu e foi se enforcar.
6Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:
‘É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,
porque é preço de sangue.’
7Então discutiram em conselho
e compraram com elas o Campo do Oleiro,
para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.
8É por isso que aquele campo até hoje
é chamado de ‘Campo de Sangue’.
9Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias:
‘Eles pegaram as trinta moedas de prata
– preço do Precioso,
preço com que os filhos de Israel o avaliaram –
10e as deram em troca do Campo do Oleiro,
conforme o Senhor me ordenou!’

Tu és o rei dos judeus?

11Jesus foi posto diante do governador,
e este o interrogou:
‘Tu és o rei dos judeus?’
Jesus declarou: ‘É como dizes’,
12e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13Então Pilatos perguntou:
‘Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?’
14Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
15Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
‘Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?’
18Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
‘Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele.’
20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
21O governador tornou a perguntar:
‘Qual dos dois quereis que eu solte?’
Eles gritaram: ‘Barrabás.’
22Pilatos perguntou: ‘Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?’
Todos gritaram: ‘Seja crucificado!’
23Pilatos falou: ‘Mas, que mal ele fez?’
Eles, porém, gritaram com mais força:
‘Seja crucificado!’
24Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
‘Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!’
25O povo todo respondeu:
‘Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos’.
26Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

Salve, rei dos judeus!

27Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
29depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo:’Salve, rei dos judeus!’
30Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

Com ele também crucificaram dois ladrões.

32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer ‘lugar da caveira’.
34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
35Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36E ficaram ali sentados, montando guarda.
37Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
‘Este é Jesus, o Rei dos Judeus.’
38Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
40’Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!’
41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
42’A outros salvou… a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel… Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
43Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.’
44Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Eli, Eli, lamá sabactâni?

45Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
‘Eli, Eli, lamá sabactâni?’,
que quer dizer: ‘Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?’
47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
‘Ele está chamando Elias!’
48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
49Outros, porém, disseram:
‘Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!’
50Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
52Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
54O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
‘Ele era mesmo Filho de Deus!’
55Grande número de mulheres estava alí, olhando de longe.
Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia,
prestando-lhe serviços.
56Entre elas estavam Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José,
e a mãe dos filhos de Zebedeu.

José colocou o corpo de Jesus em um túmulo novo.

57Ao entardecer,
veio um homem rico de Arimatéia, chamado José,
que também se tornara discípulo de Jesus.
58Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.
59José, tomando o corpo,
envolveu-o num lençol limpo,
60e o colocou em um túmulo novo,
que havia mandado escavar na rocha.
Em seguida, rolou uma grande pedra
para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
61Maria Madalena e a outra Maria
estavam ali sentadas, diante do sepulcro.

Tendes uma guarda. Ide, guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

62No dia seguinte,
como era o dia depois da preparação para o sábado,
os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com
Pilatos,
63e disseram: ‘Senhor, nós nos lembramos
de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:
‘Depois de três dias eu ressuscitarei!’
64Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia,
para não acontecer que os discípulos venham roubar o
corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’
pois essa última impostura seria pior do que a
primeira.’
65Pilatos respondeu: ‘Tendes uma guarda.
Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.’
66Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:
lacraram a pedra e montaram guarda.
Palavra da Salvação

Evangelho – Procissão – Mt 21,1-11
Bendito o que vem em nome do Senhor.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,1-11
Naquele tempo:
1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém
e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.
Então Jesus enviou dois discípulos,
2dizendo-lhes: ‘Ide até o povoado que está ali na
frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada,
e com ela um jumentinho.
Desamarrai-a e trazei-os a mim!
3Se alguém vos disser alguma coisa, direis:
‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’.’
4Isso aconteceu para se cumprir
o que foi dito pelo profeta:
5’Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,
manso e montado num jumento,
num jumentinho, num potro de jumenta.’
6Então os discípulos foram
e fizeram como Jesus lhes havia mandado.
7Trouxeram a jumenta e o jumentinho
e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.
8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,
enquanto outros cortavam ramos das árvores,
e os espalhavam pelo caminho.
9As multidões que iam na frente de Jesus
e os que o seguiam, gritavam:
‘Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana no mais alto dos céus!’
10Quando Jesus entrou em Jerusalém
a cidade inteira se agitou, e diziam:
‘Quem é este homem?’
11E as multidões respondiam:
‘Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.’
Palavra da Salvação.

Leituras Facultativas:

Evangelho – Mt 27,11-54
Tu és o rei dos judeus?
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54
Naquele tempo:
11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos,
e este o interrogou:
‘Tu és o rei dos judeus?’
Jesus declarou: ‘É como dizes’,
12e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13Então Pilatos perguntou:
‘Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?’
14Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
15Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
‘Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?’
18Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
‘Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele.’
20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
21O governador tornou a perguntar:
‘Qual dos dois quereis que eu solte?’
Eles gritaram: ‘Barrabás.’
22Pilatos perguntou: ‘Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?’
Todos gritaram: ‘Seja crucificado!’
23Pilatos falou: ‘Mas, que mal ele fez?’
Eles, porém, gritaram com mais força:
‘Seja crucificado!’
24Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
‘Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!’
25O povo todo respondeu:
‘Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos’.
26Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

Salve, rei dos judeus!

27Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
29depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo:’Salve, rei dos judeus!’
30Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

Com ele também crucificaram dois ladrões.

32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer ‘lugar de caveira’.
34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis bebeR.
35Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36E ficaram ali sentados, montando guarda.
37Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
‘Este é Jesus, o Rei dos Judeus.’
38Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.

Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
40’Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!’
41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
42’A outros salvou… a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel… Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
43Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.’
44Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.

Eli, Eli, lamá sabactâni?

45Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
‘Eli, Eli, lamá sabactâni?’,
que quer dizer: ‘Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?’
47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
‘Ele está chamando Elias!’
48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
49Outros, porém, disseram:
‘Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!’
50Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
52Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
54O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
‘Ele era mesmo Filho de Deus!’
Palavra da Salvação.

Vicente Ferrer, presbítero

“Beba a água do mestre Vicente”, diz-se na Espanha para se incutir o silêncio. É alusão ao conselho que o santo deu a uma mulher casada que lhe pedia orientação para ter harmonia com o marido muito briguento: “Quando ele chegar do trabalho encha a boca de água e fique assim com a boca cheia por mais tempo que puder’’. Evidentemente durante todo o tempo que estava com a boca cheia não podia responder aos insultos do marido.

Essa anedota torna um tanto simpática a figura humana deste grande reformador dos costumes, que mereceu dos contemporâneos o apelido de anjo do Apocalipse, porque nas suas práticas costumava ameaçar com flagelos e tribulações. Vicente nasceu em Valência em 1350. Aos dezessete anos já havia terminado filosofia e teologia e foi logo incluído no corpo docente.

Entrando no convento dos dominicanos de Valência, foi ordenado sacerdote em 1378, data que coincide com o grande cisma do Ocidente até 1417. A grave confusão dividiu os cristãos em duas obediências: a de Roma e a de Avignon. Era inevitável que também espíritos corretos, como Vicente Ferrer, se encontrassem do lado do papa ilegítimo. Fez tudo o que podia para restituir à Igreja a unidade. Percorreu quase toda a Europa, pregando com sua robusta voz, e um fato um tanto milagroso costumava acontecer em suas pregações: falava em sua língua materna e os fiéis de outras línguas o entendiam.

Sábado da 5ª Semana da Quaresma

1ª Leitura – Ez 37,21-28
Farei deles uma nação única.
Leitura da Profecia de Ezequiel 37,21-28
21Assim diz o Senhor Deus:
‘Eu mesmo vou tomar os israelitas
do meio das nações para onde foram,
vou recolhê-los de toda a parte
e reconduzi-los para a sua terra.
22Farei deles uma nação única no país,
nos montes de Israel,
e apenas um rei reinará sobre todos eles.
Nunca mais formarão duas nações,
nem tornarão a dividir-se em dois reinos.
23Não se mancharão mais com os seus ídolos
e nunca mais cometerão infames abominações.
Eu os libertarei de todo o pecado
que cometeram em sua infidelidade,
e os purificarei.
Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
24Meu servo Davi reinará sobre eles,
e haverá para todos eles um único pastor.
Viverão segundo meus preceitos
e guardarão minhas leis, pondo-as em prática.
25Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó,
onde moraram vossos pais;
ali habitarão para sempre, também eles,
com seus filhos e netos,
e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre.
26Farei com eles uma aliança de paz,
será uma aliança eterna.
Eu os estabelecerei e multiplicarei,
e no meio deles colocarei meu santuário para sempre.
27Minha morada estará junto deles.
Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel,
por estar o meu santuário no meio deles para sempre.’
Palavra do Senhor.

Salmo – Jr 31, 10. 11-12ab. 13 (R. Cf. 10d)
R. O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

10Ouvi, nações, a palavra do Senhor *
e anunciai-a nas ilhas mais distantes:
‘Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, *
e o guardará qual pastor a seu rebanho!’R.

11Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó *
e o libertou do poder do prepotente.
12aVoltarão para o monte de Sião, +
entre brados e cantos de alegria *
12bafluirão para as bênçãos do Senhor:R.

13Então a virgem dançará alegremente, *
também o jovem e o velho exultarão;
mudarei em alegria o seu luto, *
serei consolo e conforto após a guerra.R.

Evangelho – Jo 11,45-56
E também para reunir na unidade
os filhos de Deus dispersos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 11,45-56
Naquele tempo:
45Muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria
e viram o que Jesus fizera, creram nele.
46Alguns, porém, foram ter com os fariseus
e contaram o que Jesus tinha feito.
47Então os sumos sacerdotes e os fariseus
reuniram o Conselho e disseram:
‘O que faremos?
Este homem realiza muitos sinais.
48Se deixamos que ele continue assim,
todos vão acreditar nele,
e virão os romanos
e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação.’
49Um deles, chamado Caifás,
sumo sacerdote em função naquele ano, disse:
‘Vós não entendeis nada.
50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo
do que perecer a nação inteira?’
51Caifás não falou isso por si mesmo.
Sendo sumo sacerdote em função naquele ano,
profetizou que Jesus iria morrer pela nação.
52E não só pela nação,
mas também para reunir os filhos de Deus dispersos.
53A partir desse dia, as autoridades
judaicas tomaram a decisão de matar Jesus.
54Por isso,
Jesus não andava mais em público no meio dos judeus.
Retirou-se para uma região perto do deserto,
para a cidade chamada Efraim.
Ali permaneceu com os seus discípulos.
55A Páscoa dos judeus estava próxima.
Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém
para se purificar antes da Páscoa.
56Procuravam Jesus
e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si:
‘O que vos parece?
Será que ele não vem para a festa?’
Palavra da Salvação.

Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja

Considerado o homem mais douto de seu tempo, Santo Isidoro foi um precursor em muitos campos, tanto no eclesiástico quanto no civil, podendo ser considerado um dos pais da Idade Média.

Isidoro nasceu na cidade de Cartagena (Espanha), filho de Severiano e Teodora, ambos de alta nobreza e virtude. De modo que os quatro filhos do casal, foram elevado à honra dos altares. Foram eles São Leandro, que o precedeu na Sé de Sevilha, São Fulgêncio, bispo de Ecija, e Santa Florentina, da qual se diz que governou 40 conventos e mil monjas.

Embora sendo um dos autores mais lidos e plagiados de seu tempo, esse grande Doutor da Igreja não teve um biógrafo contemporâneo. Assim, sua vida, além dos traços gerais conservados pela tradição, tem que ser adivinhada em seus inúmeros escritos.

O que é certo é que Isidoro foi de uma inteligente muito privilegiada, memória fabulosa, e muito aplicado ao estudo e à leitura. Em 579 seu irmão Leandro foi nomeado arcebispo de Sevilha, mas um ano depois, com seu irmão Fulgêncio, foi desterrado por combater a heresia ariana.

Essa perseguição terminou com a morte do ímpio rei Leovigildo. Fanático ariano, ele não recusou dar a morte ao seu próprio filho, Santo Ermenegildo, por este ter-se convertido à Igreja Católica, Apostólica, Romana. Ascendeu ao trono o outro filho, Recaredo que, como seu irmão,também abjurou à heresia ariana.

Retornando às suas dioceses seus dois irmãos, Isidoro retirou-se para um mosteiro onde continuou seus estudos, chegando a dominar perfeitamente o latim, o grego e o hebreu. Dedicou-se também a formar uma biblioteca, a qual dificilmente encontra similar em toda a Idade Média.

Isidoro, além de sábio, era um eminente organizador. Dando-se conta de que a legislação que regulava a vida monástica era falha e obscura em muitos pontos, escreveu para os vários mosteiros da Espanha uma Regla de los Monjes, onde tudo é claro, simples, metódico.

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