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São João Bosco, Confessor

Dom Bosco, SDB, (Castelnuovo Don Bosco, 16 de agosto de 1815 — Turim, 31 de janeiro de 1888) foi um sacerdote católico italiano, fundador da Pia Sociedade São Francisco de Sales e proclamado santo em 1934. Nasceu Giovanni Melchior Bosco e foi aclamado por São João Paulo II como o “Pai e Mestre da Juventude”. Dom Bosco é o padroeiro da capital federal do Brasil, Brasília.

Seguidor da espiritualidade e filosofia de Francisco de Sales, Bosco era um fervoroso devoto de Maria, mãe de Jesus, sob o título de Maria Auxiliadora. Mais tarde, dedicou seus trabalhos a Sales, quando fundou os salesianos de Dom Bosco, com sede em Turim [1]. Juntamente com Maria Domenica Mazzarello, ele fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, uma congregação religiosa de freiras dedicada ao cuidado e educação de meninas pobres. Ele ensinou São Domingos Sávio, de quem escreveu uma biografia que ajudou o menino a ser canonizado.

Em 18 de abril de 1869, um ano após a construção da Basílica de Maria Auxiliadora em Turim, Dom Bosco estabeleceu a Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), conectando-a a compromissos facilmente cumpridos pela maioria das pessoas, com a espiritualidade e a comunidade. missão da Congregação Salesiana (CG 24 SDB, 1996, NR. 80). A ADMA foi fundada para promover a veneração do Santíssimo Sacramento e Maria Auxiliadora.

Em 1876, Bosco fundou um movimento de leigos, a Associação de Cooperadores Salesianos, com a mesma missão educativa para os pobres [2]. Em 1875, ele começou a publicar o Boletim Salesiano [3]. O Boletim permaneceu em publicação contínua e atualmente é publicado em 50 edições diferentes e em 30 idiomas.

Bosco estabeleceu uma rede de organizações e centros para continuar seu trabalho. Após sua beatificação em 1929, ele foi canonizado como santo na Igreja Católica Romana pelo Papa Pio XI em 1934.

Santa Jacinta Mariscotti, Virgem

Após levar vida frívola e mundana mesmo no convento, Jacinta de Mariscotti converteu-se radicalmente, transformando-se em grande santa, dotada dos dons de milagres e de profecia.

Clarice de Mariscotti – como se chamava Jacinta antes de entrar em religião – era filha de Marcantonio Mariscotti e Otávia Orsini, condessa de Vignanello, localidade próxima de Viterbo, onde a santa nasceu provavelmente no dia 16 de março de 1585.

De seus pais muito virtuosos recebeu profunda formação religiosa, correspondendo aos anseios paternos. Entretanto, atingindo a adolescência, Clarice tornou-se vaidosa e mundana, querendo só se divertir. Sua preocupação passou a ser seus vestidos, adornos, e entretenimentos.

Tal situação fez com que o pai se preocupasse muito com salvação da filha. Como remédio, resolveu mandar a vaidosa para o convento da Ordem Terceira Regular Franciscana, onde estava sua irmã mais velha, que lá era um exemplo de virtude. Clarice obedeceu de má vontade.

Nessa Ordem tomou o nome de Jacinta. Infelizmente ela não deixou o mundo atrás de si, mas o trouxe para o convento. Julgando as celas das freiras muito pequenas e pobres, mandou construir uma especial para si, de acordo com a sua posição social, e ornou-a com luxo principesco, colocando cortinas, tapetes, objetos de ouro e de prata e mármores. Com tédio e má vontade participava dos atos comuns do convento.

Ora, algum tempo depois, estava passando pelo convento o Pe. Antônio Biochetti, virtuoso sacerdote, muito enérgico e categórico. Foi ele instado a atender a a irmã Jacinta, que estava doente. Mas, entrando naquele quarto luxuoso que mais parecia o de um palácio que de um convento, recusou-se a atender a confissão da freira, dizendo que o Paraíso não era feito para os soberbos

Jacinta, desesperada, chorando amargamente perguntou-lhe: “Então, não há mais salvação para mim?”. “Sim – respondeu o religioso – contanto que deixe esses vãos adornos, essas vestimentas suntuosas, e se torne humilde, piedosa, esqueça o mundo e pense só nas coisas do Céu”.

No dia seguinte, tendo Jacinta trocado sua roupa de seda por um pobre hábito, fez sua confissão geral com tantas lágrimas e gemidos que manifestavam um verdadeiro arrependimento. Depois foi ao refeitório e aplicou-se forte disciplina em frente às irmãs, pedindo perdão pelos maus exemplos que lhes havia dado.

Sua conversão foi radical: trocou sua cama por um feixe de lenha tendo uma pedra como travesseiro. Mortificava-se dia e noite, tomando tão ásperas disciplinas, que o piso de sua cela ficava manchado de sangue. Em memória das chagas do Divino Salvador, fez nos pés, mãos e no lado chagas que ela reabria freqüentemente, e que só deixou cicatrizar por obediência. Prática esta que, numa vocação especial de penitência, pode-se compreender, embora não seja para ser imitada. Sua alimentação passou a ser pão e água. Durante a Quaresma e o Advento, vivia de verduras e raízes apenas cozidos na água.

São Sulpício Severo, Bispo e Confessor

Quase tudo o que sabemos da vida de Severo vem de umas poucas alusões feitas em suas próprias obras, algumas passagens em cartas de seu amigo Paulino, bispo de Nola, e uma curta biografia escrita na De Viris Illustribus de Genádio de Massilia.

Nascido de pais nobres na Aquitânia, Severo teve uma educação privilegiada. Ele estudou jurisprudência e tinha um certo renome como um eloquente advogado e este conhecimento do direito romano aparece em partes de sua obra. Ele se casou com a filha de uma rica família consular, que morreu cedo e sem filhos.

Nesta época, Severo acabou sob a poderosa influência de Martinho, bispo de Tours, por quem ele foi convencido a doar sua riqueza aos pobres e dedicar sua vida às boas obras e à meditação. Estas escolhas acabaram provocando conflito com o pai de Severo, mas ele foi encorajado por sua madrasta. Usando as palavras de seu amigo, Paulino, ele rompeu com seu pai, seguiu Cristo e colocou os ensinamentos do “pescador” muito acima de seus “conhecimentos de Cícero”. Ele não passou de presbítero na igreja. Sua ordenação foi citada por Genádio, mas nenhum detalhe de suas atividades como sacerdote chegou até nossos dias. Conta-se também que, já idoso, teria abraçado o pelagianismo, mas que se arrependeu e impôs a si mesmo uma severa punição, que durou muito tempo. Ele passou a vida toda em Tolosa e redondezas.

Em muitos aspectos, duas pessoas não poderiam ser mais diferentes do que Severo, o acadêmico e orador, versado nos clássicos, e Martinho, o duro bispo panoniano, ignorante, desconfiado da cultura, campeão da vida monástica, vidente e realizador de milagres. Ainda assim, o espírito do rude santo subjugou o do lapidado acadêmico e as obras de Severo só são importantes por que elas refletem as ideias, a influência e as aspirações de Martinho, o mais importante clérigo da Gália.

Santo Tomás de Aquino, Confessor e Doutor da Igreja

Tomás de Aquino nasceu no castelo de Rocaseca, Aquino, Nápolis no ano de 1225, filho do conde Landulf de Aquino e da condessa Teodora de Theate. Fez seus estudos básicos na abadia beneditina de Monte Cassino. Completou seus estudos superiores na Universidade de Nápolis. Aos 18 anos, contrariando a vontade dos familiares, ingressou na Ordem dos Pregadores de São Domingos (Dominicanos). De 1245 a 1248 estudou em Paris sob o magistério de Santo Alberto Magno. De 1253 até 1259 foi professor na Sorbonne. Volta à Itália para desempenhar o cargo de mestre em teologia na corte pontifícia de Agnani, Orvieto.
Ele era antes de tudo intelectual. Conhecido como “doctor angelicus”. Imerso nos estudos, seguidamente perdia a noção do tempo. Sem dúvida, seus escritos constituem um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católicas. Seus pensamentos continuam exercendo grande influência nos estudos dos seminários católicos até hoje. Entre seus muitos escritos encontramos: A Suma Teológica, Os Comentários à Sagrada Escritura, Comentários ao Mestre das sentenças, De Trinitate, De Veritatem, Suma contra os gentios, Quaestiones disputate, Comentários ao Credo, ao Pai Nosso, e à Ave-Maria, além dos sermões sobre os mistérios e as festividades do Senhor. Segundo Dante “Tomás foi homem muito cortês, de bom trato para conversar e suave no falar”.

Santa Ângela de Merici, Virgem

Ângela Mérici nasceu em Desenzano del Garda, Norte da Itália, em 1470. Foi no período da Reforma da Igreja, no combate à doutrina luterana, e do Renascimento. Seus pais eram camponeses e muito religiosos. Desde pequena ela demonstrava inclinação à vida religiosa, dando preferência a leituras sobre a vida de santos.

Provações
Ângela foi provada na vida desde a infância, ao ficar órfã de pai e mãe, e também perder sua irmãzinha, com quem tinha muita ligação. Foi adotada por um tio, que vivia em outra cidade, mas que também acabou falecendo. Assim, ela volta à sua terra natal. Aos treze anos de idade, passando ainda por muito sofrimento, ingressou num convento da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Experiência de vida e vida religiosa
Conhecendo bem os males que a Renascença estava fazendo às famílias, funda a congregação das Irmãs Ursulinas, sob inspiração de Nossa Senhora. O nome era para homenagear Santa Úrsula, martirizada no século IV, que com um pequeno grupo de moças, foi morta defendendo a virgindade, a castidade e a religião católica. As irmãs da nova Comunidade se dedicavam à educação, principalmente das jovens, preparando-as para se tornarem mães de família com raízes e fortes bases cristãs.

Sensibilidade humana
Ângela começa a perceber que, naquele momento da vida local, as meninas estavam perdidas, sem ter alguém para educá-las e orientá-las sobre os perigos morais, intelectuais, e sobre as novas ideias que faziam com que as pessoas se afastassem de Deus, da fé e da Igreja. Para derrotar as ideias pagãs era necessário restaurar as famílias. Desta forma, Ângela se torna portadora de mensagens inovadoras para a época.

Sábia conselheira
Apesar de ter somente o curso primário, Ângela foi conselheira de bispos, sacerdotes, governadores e doutores. Os conhecimentos adquiridos através dos seus sofrimentos, de sua total entrega à Deus e da vida de penitência meditativa lhe proporcionaram, pela graça do Divino Espírito Santo, o dom do conselho.

São Timóteo, Mártir

Timóteo nasceu na cidade de Listra, na Ásia. Sua mãe, Eunice, era judia. Seu pai, porém, era grego e pagão. Por força da fé de Eunice, Timóteo foi educado na fé judaica. Esta ligação com o judaísmo certamente ajudou na conversão de Timóteo, de sua mãe e até de sua avó Loide, como lemos na segunda carta de Paulo a Timóteo, 1, 5. Aconteceu quando São Paulo esteve em Listra. Ao ouvirem a pregação de Paulo afirmando que o Messias esperado dos judeus veio na pessoa de Jesus Cristo, aderiram à fé cristã. Na ocasião, Timóteo tinha apenas vinte anos. Deste momento em diante, passou a seguir Paulo como discípulo.

Braço direito de São Paulo
São Timóteo foi discípulo, amigo, irmão, braço direito de São Paulo e Apóstolo. Seu nome aparece 24 vezes no Novo Testamento, no livro dos Atos dos Apóstolos e nas cartas de Paulo. Aliás, São Paulo endereçou duas cartas específicas a Timóteo. Elas formam páginas brilhantes do Novo Testamento. Por várias vezes, como lemos nas cartas, São Paulo enviou Timóteo como seu representante aos lugares onde não poderia ir. Viveu as alegrias da pregação e a perseguição por causa de Cristo. Por Jesus, sofreu, foi preso e açoitado juntamente com São Paulo e outros Apóstolos.

Missionário
Através do Novo Testamento sabemos que São Timóteo acompanhou o Apóstolo Paulo nas viagens a Tessalônica, Filipos, Corinto, Éfeso, Atenas e Roma. Ele estava em missão muito provavelmente na cidade de Éfeso quando Paulo escreveu sua primeira carta endereçada a ele (1Tim 1, 3). Paulo cita Timóteo nas saudações de várias de suas cartas: Filipenses 1, 1; 2 Coríntios 1, 1; Colossenses 1, 1; 1 Tessalonicenses 1, 1 e também 2Tessalonicenses 1, 1. Através das cartas sabemos que Timóteo permaneceu ao lado de Paulo quando este esteve preso em Roma.

Jovem de aparência frágil
Timóteo era jovem quando assumiu a missão e, provavelmente, de aparência frágil e tímida. Paulo, porém, confiava plenamente neste jovem Apóstolo, a ponto de lhe escrever: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade”. (1 Tim 4,12). Quando enviou Timóteo à comunidade de Corinto, Paulo o apresentou dessa maneira: “Eu vos enviei Timóteo, meu filho muito amado e fiel no Senhor. Ele vos recordará as minhas normas de conduta, tais como as ensino por toda parte, em todas as igrejas”. (1Cor 4,17)

Fidelidade a toda prova
O Apóstolo Paulo ficou preso em Cesaréia Marítima, Israel, durante dois anos. Tudo indica que São Timóteo permaneceu preso também com Paulo. Passados os dois anos, Timóteo foi solto e Paulo foi levado transferido Roma. Mesmo estando em liberdade, Timóteo acompanhou seu Mestre e o auxiliou sobremaneira em Roma. Depois, foi enviado por Paulo a Éfeso.

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ DE MEDJUGORJE EM 25 DE JANEIRO DE 2020

“Queridos filhos!
Hoje EU os chamo a rezar ainda mais, até que vocês sintam a santidade do perdão em seu coração. Deve haver santidade nas famílias, filhinhos, porque não há futuro para o mundo sem amor e santidade – porque na santidade e alegria, vocês dão a si mesmos a DEUS Criador que os ama com amor imensurável. Por isso, ELE Me envia a vocês.
Obrigada por terem correspondido ao MEU apelo.”

Conversão de São Paulo Apóstolo

São Paulo, buscava identificar cristãos, prendê-los e acabar com o Cristianismo
O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o [Santo Estevão] apedrejam, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’. Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão’. Trêmulo e atônito, disse Saulo: ‘Senhor, que queres que eu faça?’ respondeu-lhe o Senhor: ‘Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer’”.

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos.

São Francisco de Sales, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja

Francisco de Sales, em francês: François de Sales (Thorens-Glières, 21 de agosto de 1567 — Lyon, 28 de dezembro de 1622), foi um sacerdote católico saboiano.

Foi bispo de Genebra do século XVII e declarado santo e Doutor da Igreja pela Igreja Católica. Ficou famoso por sua profunda fé e por sua abordagem gentil aos conflitos religiosos que inflamaram sua diocese durante a Reforma Protestante. Escreveu também muitas obras sobre direção e formação espiritual, particularmente a “Introdução à Vida Devota” e ao “Tratado do Amor de Deus”.
Em dezembro de 1622, Sales teve que viajar com a corte de Carlos Emanuel I, o duque de Saboia, acompanhando o tour de Natal através de seus domínios. Ao chegar em Lyon, Francisco escolheu se hospedar na choupana do jardineiro do mosteiro visitandino da cidade. Ali sofreu um derrame que acabou provocando-lhe a morte em 28 de dezembro de 1622.[6]

Apesar da resistência da população de Lyon, o corpo de Sales foi levado para Annecy, onde foi enterrado no dia 24 de janeiro de 1623 na igreja do Mosteiro da Visitação, que ele havia fundado com Chantal, que também estava enterrada ali. Os restos dos dois eram venerados ali até a Revolução Francesa,[10] quando foram desenterrados e destruídos.

Contudo, o coração de Francisco de Sales permaneceu em Lyon para apaziguar o clamor popular, mas acabou sendo levado para Veneza durante a Revolução Francesa e lá permanece objeto de veneração até hoje.

Santo Ildefonso, Bispo e Confessor

Ildefonso de Toledo (em latim: Hildefonsus Toletanus) foi arcebispo de Toledo, entre 657 e 667. É considerado santo pela Igreja Católica.

Julga-se que descendesse da família real visigótica. Fez uso dos seus bens para edificar um mosteiro feminino, e mais tarde fez-se, ele mesmo, monge, antes de se tornar arcebispo de Toledo, posição que serviu durante dez anos, sob o reinado de Recesvinto. O seu nome deriva do gótico Hildefuns, donde derivou mais tarde também o nome Afonso.

Escreveu contra os hereges, defendendo a doutrina da Imaculada Conceição, que doze séculos mais tarde se converteria em dogma oficial do Catolicismo.

Ildefonso de Toledo: segundo os escritos foi por intercessão de Nossa Senhora, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade.

Ildefonso nasceu no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. Seria membro da família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal.

Pouco depois de tornar-se diácono, herdou enorme fortuna devido à morte dos pais. Utilizou a sua fortuna a favor dos pobres e fundou um mosteiro para religiosas. O seu trabalho era tão reconhecido que após a morte do abade de seu mosteiro, foi eleito por unanimidade para sucedê-lo.

Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo, sendo o responsável pela unificação da liturgia espanhola.

Mais tarde, quando da morte de seu tio e bispo de Toledo, Eugênio II, contra sua vontade foi eleito para o cargo. Chegou a fugir para não ter que aceitar o cargo de Bispo, sendo convencido pelo rei dos visigodos que o procurou pessoalmente. Depois disso,Ildefonso de Toledo desempenhou a função com reconhecida e admirada disciplina nos preceitos do cristianismo, a mesma que exigia e obtinha de seus comandados.

Nessa época Ildefonso de Toledo escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto. Exerceu uma enorme influência na Alta Idade Média com seus livros exegéticos, dogmáticos, monásticos e litúrgicos.

Entre suas experiências de religiosidade constam várias aparições. Além de ter visto Nossa Senhora rodeada de virgens, entoando hinos religiosos, recebeu também a “visita” de Santa Leocádia, no dia de sua festa, 09 de dezembro. Ildefonso de Toledo tentava localizar as relíquias da Santa e esta terá indicado o local exato onde seu corpo fora sepultado.

Ildefonso de Toledo morreu em 23 de janeiro de 667, sendo enterrado na igreja de Santa Leocádia. Os seus restos mortais foram transferidos para Zamora.

Santo Ildefonso recebeu o título de doutor da Igreja e é tido pela Igreja como o último Padre do Ocidente. Dessa maneira são chamados os grandes homens da Igreja que entre os séculos dois e sete eram considerados como “Pais” tanto no Oriente como no Ocidente, porque foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentando as heresias com o seu saber, carisma e iluminação. São aos responsáveis pela fixação das Tradições e Ritos da Igreja.

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