Mensagem da Rainha da Paz em 25 de Julho de 2018

Queridos filhos!

“DEUS ME chamou para levá-los a ELE porque ELE é a sua força. Por isso, EU estou chamando vocês para rezarem a ELE e para confiarem NELE, porque ELE é o seu refúgio de todo o mal que espreita e carrega almas para longe da graça e da alegria para as quais vocês foram chamados. Filhinhos, vivam o CÉU aqui na terra pois isso será bom para vocês, e que os Mandamentos de DEUS sejam a luz no seu caminho. EU estou com vocês e EU amo vocês todos com Meu Amor Maternal. Obrigada por terem respondido ao MEU Chamado.”

Mensagem de Nossa Senhora Rainha da Paz em 25 de Julho de 2018

Viajantes que esquecem sua meta   

Li uma história em que um escritor famoso viajava num trem quando o fiscal lhe pede a passagem. O escritor a procura nos bolsos, mas não o encontra. O fiscal vendo a aflição do homem diz-lhe que está tudo bem, reconhecendo o célebre escritor. “Está bem para você, jovem, – replica o escritor – mas, para mim, como faço agora para saber para onde estou sendo levado?”. A situação do escritor é a mesma que muitos de nós experimentamos. Passamos pelos dias, desinteressados de nos preocupar com o fim último e o porquê da nossa existência. Em nossos dias, perguntamos como: “Que sentido nos faz continuar a correr?”, “O que realmente merece ser tratado como prioridade?”, “Para mim que valor tem a morte?”, estão cada vez mais distantes dos nossos pensamentos. 


Poderíamos dizer que cada vez mais as pessoas são, hoje, “como viajantes que esquecem sua meta”. Se nasce porque  se nasce, se sorri porque se sorri, se chora porque se chora, se morre porque se morre. E tudo acaba ali, em um viver inconcebível e superficial. “Ninguém está mais perdido do que aquele que não sabe onde se encontra: não sabe de onde vem nem para onde vai” (Sta. Faustina) 

 

Você sabe onde se encontra? Sabe de onde vem? Para onde vai? Que representa a morte para você? A morte não é o fim. É só passagem, a porta para uma experiência muito mais intensa com o Amor de Deus. Gosto da seguinte comparação: o bebê quando está na barriga da mãe considera este o melhor lugar para estar. Passar pela estreita porta do nascimento lhe causa dor. Ele chora, mas depois que está nos braços da mãe amamentado por ela e contemplando o seu rosto, seu último pensamento seria o de retornar à barriga da mãe. Assim também nós consideramos esta vida o melhor lugar para estar. Como essa vida é maravilhosa! Que maravilha esse mundo que Deus criou! Passar pela porta estreita da morte nos causa dor. Choramos. Choram os que nos amam. Mas depois que estivermos nos braços de Deus, vivendo com plenitude a amizade iniciada nesta vida, contemplando o Seu rosto, nosso último pensamento será o de retornar para a vida terrena. A experiência com o Amor de Deus nesta vida é o segredo para perdermos o medo da morte. Peça agora a graça de viver essa amizade com Deus. Ele te ama. Deseja que você O encontre. 

 

A amizade iniciada nesta vida cheia de limitações será plena na vida eterna. A voz de Deus será ouvida claramente. O seu rosto será visto plenamente. Poderemos dizer: “Sua voz é cheia de doçura, tudo nele é encanto. Assim é o meu Amado, assim é o meu Amigo.” (Ct 5,16) 

 

Tásia Maria Montenegro Santiago 

Fundadora da Comunidade Católica Rainha da Paz 

TEMPO, UM DOM PRA FAZER RENDER.

Sem dúvida todos já ouvimos a famosa expressão: “o tempo passa voando!”. Temos a sensação de que, por mais que se corra para dar conta de fazer tudo o que se tem para fazer, ainda assim, não dá tempo.  Alguns até lamentam-se do dia não ter mais de 24 horas… O ponteiro continua no seu compassado e “impiedoso” ritmo, onde o tempo por ninguém espera.

Surge então uma pergunta óbvia: “Como temos gasto nosso tempo? Como tenho vivido este breve espaço de tempo chamado vida?” Geralmente temos dificuldade de perceber o que é, de fato, essencial para nós. Imaginemos que alguém ouça do seu médico que sua vida durará, no máximo, dois meses. Com o que você acha que ele vai gastar o tempo dele? Provavelmente irá ficar mais tempo com aqueles que ele ama, não irá carregar mágoas dos outros, pois sabe que lhe resta pouco tempo; fará uma sincera retrospectiva de sua vida e de seus atos para se desculpar com aqueles que magoou e perdoar aqueles que lhe magoaram. Guardará, no seu dia, um tempo muito especial dedicado ao Senhor, pois deseja que Ele lhe encontre o mais preparado possível. Isso pra dizer que essa pessoa buscará ficar com o que é essencial para sua vida, não ficará no que é efêmero.

Longe de uma visão pessimista o que desejo mostrar é que corremos atrás e gastamos muitas forças com coisas que logo passarão. No fim de nossas vidas olharemos para trás e a única coisa que poderemos é constatar o como gastamos nosso tempo. E isso é vital para definir nossa eternidade. Quem deseja ir para o céu tem que começar a caminhar já aqui nesta vida sendo um cidadão do céu com os pés no chão de nossa realidade. Buscando amar a Deus e aos outros com um amor efetivo e usando bem o preciso dom que é o tempo.

Como amar com o amor de Deus

Eu sempre me perguntei como era possível amar com o Amor de Deus, pois

no meu entendimento qualquer atitude de

amor que tenhamos, por mais que nos custe, é esforço nosso. Então semp

re perguntava a Deus o que Ele queria dizer

quando através de pregadores ou da oração me pedia pra amar com o Seu amor. E

sempre lhe pedia o entendimento

desta questã

o.

Com o passar do tempo fui entendendo o quanto nosso amor é limitado e o

quanto somos incapazes de amar o nosso

irmã

o.

E ao descobrir essa miséria, comum a todo ser humano, tive a graça de

compreender o que é

͞

Amar com o Amor

de Deus

͟

: é fazer aquilo que por nós mesmos não faríamos, mas que o Senhor estand

o em nosso lugar faria.

É muito difícil para nós, nos darmos ou nos sacrificarmos por Deus e p

elo próximo, mas é

pr

óprio de Jesus se dar e se

sacrificar por mim e por você, logo, amar com o Amor de Deus é amar com

o Jesus amou, é nas várias situações de nossa

vida que exigem de nós o Amor, fazermos não o que queremos, mas o que

o Senhor faria.

Tenhamos a coragem de amarmos verdadeiramente, amar da forma mais plena, amar com o Amor

de Deus!

͞

Amar como Jesus amou

Sonhar como Jesus sonhou

Pensar como Jesus pensou

Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia

Sorrir como Jesus sorria

E ao chegar ao fim do dia eu sei que dormiria muito mais feliz

͟

Francisco Edson do Carmo Filho

Discípulo da Comunidade Católica Rainha da Paz

DEUS É SEMPRE DEUS

No texto do livro dos Atos dos Apóstolos no capítulo 16, 25-34, narra o episódio onde Paulo e Silas, depois de terem sido presos e açoitados com varas, foram levados à cela mais escura e ainda com os pés presos. Já imaginou coisa semelhante com você? Depois de ter anunciado o Evangelho, de ter feito o bem a uma pessoa tendo expulsado dela um demônio, justamente por causa disso, ser preso e açoitado… O que passaria em nossa cabeça estando lá na prisão?  

Talvez, elencássemos todos os motivos do mundo para esbravejar, para murmurar, para repensar se valia a pena continuar anunciando o Evangelho. Queremos ser sempre bem 27acolhidos, reconhecidos, aceitos e bem quistos nos lugares e com as pessoas às quais anunciamos o Evangelho. Porém, o Evangelho nem sempre será bem acolhido pelas pessoas. Encontraremos muita resistência ao falarmos de Jesus. E foi o que aconteceu com Paulo e Silas. No entanto, eles não perderam o ânimo. Por certo, tinham o coração inteiramente inflamado de amor por Jesus a ponto de ver nessa situação não um motivo para desistir, mas de provar o seu amor por Ele e unir-se mais estreitamente Àquele que amavam. 

Paulo e Silas tinham o coração tamanho amor que encontraram motivos para louvar ao Senhor. E não perderam tempo. À meia-noite começaram a entoar um grande e poderoso louvor. Oh! Como é agradável e forte o louvor que um coração eleva no meio do sofrimento! Esse louvor é capaz de quebrar as cadeias, de abrir as prisões, de libertar os cativos. Por isso, mesmo quando tudo estiver absurdamente ao contrário do que você imaginava, faça como os apóstolos que, com o coração apaixonado por Cristo, entoaram louvores. 

Foi tal o poder do louvor que eles e os outros prisioneiros foram libertos e puderam sair da prisão. Porém, é importantíssimo que se diga, ainda que não tivesse acontecido nada disso. Ainda que as correntes que prendiam os apóstolos não tivessem sido abertas, ainda que eles permanecessem presos, ainda assim, Deus é Deus. O Senhor continua sendo Deus ainda que o milagre não aconteça. Eles não louvaram para serem libertos das prisões. Eles louvavam reconhecendo o amor de Deus mesmo naquela situação, louvavam por se assemelharem ao Cristo em seus sofrimentos. Era um louvor desinteressado dos milagres. Era uma expressão de amor de seus corações.  

Portanto, meus irmãos, mesmo em situações adversas aprendamos o louvor. E ainda, mesmo que nada mude, Deus é digno do nosso louvor.  

A humildade é o fruto que só pode ser colhido na árvore da humilhação

Em sua Palavra o Senhor Deus nos diz que ͞Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores manjares da terra…͟ (Is 15, 19) Docilidade e obediência. Essas são as duas atitudes de Jesus diante da vontade do Pai. Essas duas atitudes também foram encontradas em Maria, Mãe de Jesus. Docilidade e obediência são atitudes que o Senhor espera encontrar em nós e que de nossa parte devem ser cultivadas sempre. Devemos ser dóceis e obedientes, não por causa dos manjares nem por medo do castigo, mas por amor a Deus que é sempre amor. Essas duas atitudes servem para nós como cura e remédio, principalmente, contra o grande mal que assola a humanidade: o orgulho. Jesus no Evangelho nos diz que: ͞Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado͟ (Mt 23, 12). Portanto, para se cultivar a docilidade e obediência necessitamos da virtude da humildade. Ela é a capacidade que Jesus nos oferece para sermos agradáveis a Deus. Certa vez dizia-me o Senhor em oração: ͞A humildade é o fruto que só pode ser colhido na árvore da humilhação͟. Queremos ser humildes, mas não admitimos ser humilhados, portanto, se estivermos dispostos a fazer a vontade de Deus que nos pede docilidade e obediência, precisamos estar abertos à humildade. Mas lembremo-nos, sejamos dóceis, obedientes e humildes, não por medo, mas por amor àqueles que sempre foram dóceis, obedientes e humildes: Jesus e Maria.

MERECER OU NÃO MERECER? ESSA NÃO É A QUESTÃO!

Vejamos que interessante perceber o que aconteceu com aquele irmão mais velho da parábola do filho pródigo no Evangelho. As atitudes dele e como ele reagiu à volta do seu irmão para casa do pai. A primeira atitude é que parece que ele desconhece completamente o coração misericordioso de seu pai. Ele não teve a capacidade de alegrar-se com seu irmão que voltara. Zangado, ele dizia ao pai que sempre estivera com ele e que não era como seu irmão que saíra de casa esbanjando seus bens. No entanto, esse ͞estar com ele͟ não significava comunhão, partilha de vida e intimidade com seu pai. As atitudes dele não se assemelhavam às do seu pai. Será que nós não nos assemelhamos com esse irmão mais velho da parábola quando vemos como Deus agiu com outra pessoa, como ele demonstrou misericórdia com ela e nós, com nossa mentalidade legalista e ͞meritocrática͟, achamos que não devia ser assim? Que a pessoa merecia mesmo era uma punição, um castigo. O irmão mais velho achava que se o outro havia pecado, merecia castigo e não festa. Enquanto ele, que nunca saíra de casa, é que mereceriareconhecimento e festa. Porém, desconhecia a gratuidade do amor misericordioso. É justamente assim que Deus nos ama. Todos queremos que Deus use de misericórdia conosco mesmo diante de nossos piores pecados, mas temos dificuldade de aceitar que Deus faça o mesmo com outros que também erram. A ideia de que se sou ͞bonzinho͟ mereço misericórdia e se não sou ͞bonzinho͟ e erro mereço castigo, não se coaduna com o nosso Deus que é pleno em misericórdia. Era essa atitude de Jesus que os fariseus não conseguiam entender. Deus não nos ama porque merecemos! O fascinante desafio do cristianismo não é amar o que é amável, é amar o não amável. Se o filho mais velho tivesse os mesmos sentimentos de seu pai, ele, assim que soubesse que seu irmão havia chegado, correria para dentro de casa e cheio de alegria, abraçaria seu irmão. Festejaria o seu retorno. O desafio de hoje é alegrar-se em acolher os que não merecem. Recebê-los com um abraço fraterno, ir ao encontro deles e, pondo neles anel, sandálias e roupas novas, agir como o Pai agiu conosco quando fizemos o papel do filho pródigo que voltava arrependido e foi recebido com festa.

Que a oração seja vida para vocês.

“Queridos filhos, hoje os convido a oração; que a oração seja vida para vocês. Somente assim os seus corações se preencherão com a paz e a felicidade. Deus estará perto, e vocês O sentirão em seus corações como um amigo. Falarão com Ele como alguém que conhecem e, filhos, terão necessidade de testemunhar, pois Jesus estará em seus corações e vocês estarão unidos a Ele. Eu estou com vocês e amos a todos com meu amor maternal. Obrigado por terem atendido ao meu chamado. ”

(Mensagem da Rainha da Paz dada à Marija Pavlovic em 25 de Setembro de 2016)

En route pour Cracovie! A caminho da Cracóvia!

Com um grupo de franceses de nossa Diocese de Grenoble-Vienne, partimos da França (de ônibus) no dia 17 de Junho, para atravessar a Europa. Fizemos três paradas: uma em Strasbourg, uma em Heilbronn e outra em Berlin. Em cada uma delas, pudemos provar e conhecer mais sobre a política e história da Europa.

Juventude Rainha da Paz a caminho da Cracóvia.

Chegamos na Polônia por volta de 1h da manhã do dia 19 e fizemos uma primeira parada em Torun, após dois dias de viagem no ônibus e noites mal dormidas, fomos recebidous com uma acolhida calorosa do povo polonês. Sorrisos largos, sopinha quente pra ajudar a aquecer (porque mesmo no verão a Polônia tem temperaturas baixas durante a noite) e, logo na chegada ao País da JMJ 2016, descobrimos que o frio polonês, a guerra e o Comunismo nunca esfriaram o coração dos poloneses, assim como nunca endureceu o coração de nosso querido e amado baluarte São João Paulo II.

Estar na Polônia e conviver com o povo polonês nos faz compreender melhor o coração de João Paulo II. A simpatia nas ruas, a bondade na acolhida, a generosidade, a cultura e a boa (muito boa!) comida polonesa apaixonaram corações brasileiros e franceses durante essa semana missionária.

Chegamos à Diocese de Olsztyn no mesmo dia 19. Olsztyn acolheu 3 dioceses francesas, um grupo russo, um alemão, um austríaco, e um grupo da Lituânia. Entre os dias 21 e 24 vivemos uma semana de oração, lazer e descoberta da região Norte da Polônia, conhecida como região dos lagos, e que belos Lagos!!

Conhecemos a cidade de Frombork, extremo norte da Polônia e conhecemos o mar Báltico. Houve mesmo quem se arriscasse a tomar banho nas águas geladas do mar que separa a Polônia de países como a Rússia, a Suécia , a Dinamarca, a Lituânia, a Estônia, etc… Deu frio só de pensar né? Para os menos corajosos como eu, nos contentamos em tirar nossos sapatos, colocar as calças em modo pescador e GO, C’EST PARTI, vamos à água molhar os pés!!

Entre dias ensolarados e noites frias vivemos momentos inesquecíveis ao lado de jovens poloneses voluntários que nos ajudaram a descobrir mais sobre nossa diocese em Olsztyn.

Pra terminar gostaria de fazer dois destaques, primeiro as famílias de acolhida. Fiquei hospedada em um família com dois filhos pequenos, com meu inglês à 30% , meu polonês à 3% (porque aprendi algumas palavrinhas), eu descobri que eles não pertenciam à mesma paróquia que havia nos acolhido. A paróquia deles acolheu uma outra diocese francesa, diocese de Clément, com 80 jovens. Perguntei então porque eu estava na casa deles já que meu grupo era de outra paróquia. E para a minha surpresa eles dizem: “Haviam muitas famílias querendo acolher e apenas 80 jovens, então nós pedimos na outra paróquia”. Dá pra entender melhor como esse povo aprendeu a dividir, a acolher? Como diria São João Paulo II, o amor lhes explicou tudo!!

Juventude Rainha da Paz a caminho da Cracóvia.

Outro destaque é o nosso grupo, Diocese de Grenoble-Vienne, 300 jovens que partiram em 4 ônibus e 19 carros, 7 padres, um diácono, uma religiosa e nosso querido Bispo Dom Guy, que nos acompanharam durante todo o percurso. Catequese nos ônibus e temas diários como Eucaristia, Missa, Confissão e Misericórdia, grupos de partilha e oração, transformaram nossa viagem em uma verdadeira peregrinação !

Me toca e impressiona a simplicidade de Dom Guy que fez a viagem no ônibus com os jovens, sentou na grama para fazer piquenique como todos nós, e quando o cansaço chegou, continuou o trajeto até Olsztyn com os jovens do Rallye (de carro). É muito bom ver a disponibilidade dos padres para confessar, tirar dúvidas, aconselhar e catequizar durante todos os dias da Semana Missionária.

Escrevo essa pequena partilha à caminho de Cracóvia, isso mesmo, estamos à caminho de Cracóvia, que grande alegria! A Polônia é um país católico!! Viva a Polônia!!!

Jamilly de Castro Rodrigues

Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz

Missão França