São Francisco de Assis

Viver e falar de santidade nos dias de hoje tem se tornado algo distante da realidade, uma meta alta demais para se atingir, voltada apenas para as pessoas virtuosas, impecáveis e de grande espiritualidade. Ser santo hoje parece não ser algo atrativo para as pessoas, porém, falar de santidade é falar de bem aventuranças, é falar de pessoas plenamente felizes, não de pessoas perfeitas e certinhas. Quem não deseja ser feliz nesta vida, viver uma vida realizada?
Os santos foram aqueles homens e mulheres que viveram a vida na terra, sem estar privados de pecar, mas que tiveram tamanha experiência com o amor de Deus que decidiram viver uma nova vida, configurada a Cristo na doação, na missão, na pobreza e na radicalidade. Eles tiveram erros e falhas, mas não pararam nelas. Foram aqueles que viveram uma vida conduzida por Cristo até as últimas conseqüências.
Vamos falar de um jovem, que é um grande exemplo de santidade nos dias de hoje: São Francisco de Assis. Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico comerciante de tecidos e lhe ensinou a arte do comércio; seu filho logo seguiria os passos de seu pai. Era um jovem alegre, amante da música e das festas e, com muito dinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes, noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade. Enfim, Francisco era o líder da juventude de sua cidade. Depois de comerciante, tornou-se cavaleiro.
Ao ter sua experiência com Deus, Francisco se tornou um grande amante da pobreza, doou sua vida em favor dos pobres, dos mendigos e leprosos. Numa época de opulência das riquezas, São Francisco se torna um grande sinal de contradição, amando a menor das criaturas, despojando-se de tudo, até de suas próprias roupas para dar aos pobres. Não quis ter nada, deu tudo para receber o Tudo! Fundou a ordem do Frades Mendicantes que revolucionou a Igreja de sua época e ainda hoje atraí muitos devotos.
Sua intensa vida missionária e vida fraterna são heranças que São Francisco deixou para a comunidade Rainha da Paz. Em um episódio de sua vida, atraído por Jesus e por Seu chamado, decidiu deixar tudo, deixar a casa de seus pais, deixar os seus bens, as riquezas e os prazeres desta terra para seguir ao Senhor por um caminho totalmente novo, jamais desbravado por outros. No meio do comércio de Assis, Francisco despojou-se de suas roupas, ficou completamente nu; as devolveu ao seu pai Bernardone e seguiu sua missão.
“Não se sentindo com direito a nada, o Irmão coloca-se aos pés de todos, como o menor de todos. Para o Irmão a humildade não consiste em desprezar a si mesmo, mas considerar todos os outros como ‘senhores’, para ser servidor deles, para lançar-se a seus pés e lavá-los, para servi-los à mesa.” (LARRAÑAGA, 2000, p.80). Este foi o sentido da vida missionária de São Francisco: fazer-se servo de todos, colocar os irmãos, especialmente os mais pobres, os mendigos e os leprosos no primeiro lugar, não por forças humanas, mas pela força que vinha do Senhor. E se fazendo servo de todos, nos ensina a ser pai, irmão e mães uns dos outros. Assim ele fazia também com seus irmãos de ordem franciscana.
O exemplo de São Francisco deve ser seguido por cada um de nós. Somos chamados a ser missionários, aqueles que se tornam servos uns dos outros com alegria. Em um mundo que tem se tornado cada vez mais individualista, devemos ser testemunhos de doação, de esvaziamento de si. Existem pobres que podem estar ao nosso lado, não só os pobres de bens materiais, mas os pobres de amor, esperando nossa palavra de conforto, nosso anúncio do amor de Deus.
O testemunho de São Francisco nos ensina a não sermos gananciosos, a não nos entregarmos às concupiscências do poder, do prazer e do possuir, mas a amarmos a pobreza, para nos enriquecermos com o que vem de Deus. Somente quem sai de si mesmo, com a graça de Deus é capaz de se dar ao outro e não se sentir anulado, nem menor, mas, sim, a pessoa mais livre e mais feliz. Torna-se testemunho de missão e de vida fraterna.
Que São Francisco interceda por nós e nos ajude a sermos cristãos que crescem na doação e na oferta. Que tenhamos a força para nos despojarmos de tudo o que nos afasta do Senhor e alcançarmos a perfeição da caridade. Que sejamos santos, a exemplo de São Francisco!

OS DEZ SEGREDOS DE MEDJUGORJE

Em Medjugorje, Nossa Senhora está confiando aos videntes 10 segredos.

Ela disse: “Meus filhos! Vocês não sabem do que se trata, mas, quando vierem a saber, será tarde! Retornem à oração! Nada é mais importante do que ela. ”

Alguns dos segredos se referem ao futuro do mundo e da Igreja e virão como a advertências ou castigos à humanidade, por causa de seus pecados. Outros são de caráter pessoal e se referem à pessoa dos videntes e à Paróquia de Medjugorje. Miriana, Ivanka e Maria Páv-lo-vi-tchi não têm segredos particulares. Até agora, todos permanecem ocultos e serão revelados apenas quando Nossa Senhora o permitir. Os primeiros 2 segredos estão relacionados com Medjugorje . São um aviso destinado aos fiéis dessa Paróquia.

Os três primeiros segredos virão como forma de advertência. O 9º e o 10º segredos contêm castigos muito graves. Por isso, Nossa Senhora pede que nos convertamos sem demora. Todos os segredos realizar-se-ão e já têm data fixa para acontecerem, podendo, no entanto, ser atenuados por meio da oração e do jejum. Miriana já sabe exatamente as datas e o que vai acontecer. Nossa Senhora disse que é preciso rezar e jejuar para aplacar a cólera de Deus.

Uma parte do 7º segredo, muito ruim, foi cancelada, graças às orações e jejuns feitos pelos fiéis. Nossa Senhora disse que os fiéis já têm sinais suficientes e que devem ser sinais para os ateus. Nossa Senhora escolheu Miriana para revelar os segredos, quando Ela autorizar.

A Virgem Santíssima entregou uma folha à vidente, em que estão escritos os 10 Segredos. A folha é visível, tangível. Fragmentos desse documento foram analisados por um laboratório europeu e descobriu-se que o mesmo é feito com matéria desconhecida na Terra. Miriana não teme que alguém veja o documento e descubra os segredos antes de autorizado por Nossa Senhora, pois somente ela Miriana consegue ler ali os Segredos. As demais pessoas vêem nele escrito um trecho da Bíblia, uma mensagem, um cântico, etc.

No momento indicado por Nossa Senhora, 10 dias antes de acontecer o primeiro segredo, Miriana e Pe. Pétar, escolhido por Miriana para a divulgação dos segredos, jejuarão 7 dias. Quando faltarem apenas 3 dias, ele poderá ler na folha o registro referente apenas àquele segredo e poderá anunciar ao mundo o que é e onde vai acontecer. A mesma coisa acontecerá com relação aos demais segredos. Os segredos virão como que em cadeia, com curto espaço de tempo entre a realização de um e de outro. O que faz Nossa Senhora sofrer e chorar é pensar em seus filhos ateus e no que os espera se não se converterem e também naqueles que vivem para ganhar dinheiro. Por todos esses Seus filhos a Virgem convida-nos a rezar sem descanso.

No dia 25.10.85, Nossa Senhora apareceu a Miriana, ocasião em que lhe fez ver a primeira advertência, isto é, o primeiro segredo. Miriana chorou e perguntou a Nossa Senhora: Virá assim tão depressa? Mas como pode Deus ter um coração tão duro? E Nossa Senhora disse:

“Tudo acontecerá, mas Deus não tem um coração duro. Vocês não devem temer, pois Eu estou aqui”.

Nossa Senhora também falou que, após a realização dos Segredos, o poder de satanás será destruído. Numa entrevista concedida em 28 de dezembro de 1986, Ivanka disse que gostaria de não conhecer os segredos, mas, como os conhece, aceita como uma cruz que deve carregar, como uma espécie de penitência, conhecendo tudo e tendo que guardá-los consigo. Quando Nossa Senhora fala com os videntes sobre os Segredos, geralmente eles ficam muito apreensivos, mudam as feições e, às vezes, até choram. Os videntes dizem que, se nós conhecêssemos os Segredos, entraríamos em pânico.

À medida que os videntes recebem o 10º segredo, Nossa Senhora deixa de aparecer-lhes diariamente, mas promete-lhes uma aparição anual, até o final da vida deles.

Miriana, Ivanka e Iácov já conhecem os 10 segredos.

Miriana tem sua aparição anual do dia 18 de março, data do seu aniversário, mas ela diz que a aparição nesse dia não é por causa de seu aniversário. Que nós saberemos mais tarde o porquê desta data.

Ivanka tem sua aparição anual no dia 25 de junho de cada ano, dia do aniversário das aparições.

Iácov tem a aparição anual no dia de Natal, 25 de dezembro.

Os demais videntes, Ívan, Vítisca e Maria Páv-lo-vi-tchi, receberam, até agora, 9 segredos.

Para estes, as aparições ocorrem ainda diariamente, onde quer que se encontrem.  Parte de uma mensagem dada por Nossa Senhora a Miriana, em 28.01.87:

“Desejaria que o Senhor Me permitisse esclarecer, ao menos em parte, os segredos, mas já são muitas as graças que Ele lhes oferece. Pensem o quanto é pouco o que vocês oferecem a Ele. Quando foi a última vez que vocês renunciaram a qualquer coisa pelo Senhor? Não desejo censurá-los no futuro; desejo, ao invés, convidá-los, ainda uma vez, à oração, ao jejum, à penitência…”.

 O grande sinal

No início das Aparições, os videntes, acusados de mentirosos e de inventores de tudo aquilo, pediram a Nossa Senhora que Se deixasse ver por todos ou desse um sinal para que os outros cressem neles.

A Virgem prometeu-lhes deixar um SINAL na Colina das Aparições, no local desta imagem, onde, no dia 25 de junho de 1981, Ela, primeira vez, conversou com o grupo completo dos 6 videntes. Será um grande sinal visível, palpável, permanente e indestrutível. Quando ele aparecer, vão ocorrer muitas curas e milagres. Os videntes sabem qual a data em que será deixado e já o contemplaram, em visão; dizem ser muito belo. Esse sinal será deixado por causa dos ateus, para servir-lhes de ajuda à sua fé. Nossa Senhora disse que aproveitássemos esse tempo que antecede o Sinal para converter-nos e aprofundar a nossa fé, porque, depois do Sinal, será tarde demais. Infelizes dos que esperam o Sinal para converter-se.

Vítisca repete as palavras de Nossa Senhora sobre o sinal permanente e indestrutível que Ela deixará no Podbrdo: Convertam-se, não esperem o Sinal; quando vier, será tarde demais. A vidente diz o que pode sobre o Grande Sinal (para ela é o terceiro segredo). Está certa de que ele ocorrerá durante a sua vida, antes que cessem as aparições diárias ao último dos videntes. A Gospa não explicou o sentido daquele ”tarde demais”, mas é claro que cada um poderá ainda voltar-se a Deus e ser salvo, disse Vìtisca. O que significa então aquele tarde demais? O que acontecerá na Terra, quando o peso gigantesco dos nossos pecados com os seus frutos de morte cair sobre nossos ombros? Por isso, Vítisca diz que a Gospa insiste em dizer-nos que este é o tempo das grandes graças e, assim, devemos aproveitar, sem esperar para depois.

Em 24 de junho de 1983, Nossa Senhora concedeu a seguinte mensagem sobre o Grande Sinal:

“O Sinal virá, mas não devem-se preocupar. A única coisa que gostaria de dizer é: Convertam-se! Deem-no a conhecer, o quanto antes, a todos os meus filhos. Para salvá-los, nenhuma dor, nenhum sofrimento é-Me demais. Pedirei ao meu Filho que não castigue o mundo, mas, suplico-lhes, convertam-se! Vocês não podem imaginar o que acontecerá nem o que o Pai Eterno enviará à Terra. Por isso, convertam-se! Renunciem a tudo, façam penitência. Falem do meu reconhecimento a todos os meus filhos que rezam e jejuam. Levo tudo ao meu divino Filho para obter um abrandamento da sua justiça contra os pecados da humanidade. Agradeço às pessoas que aceitam e rezam. Perseverem e ajudem-Me a converter o mundo. ”

Depois deste sinal, os incrédulos sentirão um grande sofrimento interior, um terrível remorso de consciência. Muitos acreditarão que Deus existe, mas não se converterão mais. A conversão requer tempo, precisa acontecer agora, que é tempo de graça, diz Nossa Senhora. Tudo quanto Nossa Senhora diz em Medjugorje, recorda as verdades contidas nas Sagradas Escrituras. Ela pede que leiamos, diariamente, alguns trechos das Sagradas Escrituras e procuremos vivenciá-los durante o dia. Nossa senhora disse que não queria Igreja aqui, mas apenas uma pequena capela. Ela disse que Igrejas já existem muitas, Ela prefere os corações.

FONTE: http://servosdarainha.org.br/mediugorie/os-segredos/

Verônica Rodrigues de Almeida

Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz

PELAS MÃOS DE MARIA, SER TEU, SENHOR!

Tau Rainha da Paz

Maria, sob o título de Rainha da Paz, é muito importante para a Comunidade, tanto para os membros pertencentes a Vocação, como para os membros pertencentes a Obra, aos grupos de oração.

Entrando um pouco na história da Comunidade, podemos ver que Maria esteve desde o início do nascimento do Carisma, mesmo ainda quando ele não era conhecido como tal. Desde a escolha do nome do grupo de terça-feira na igreja de Nossa Senhora do Patrocínio até o ser essencialmente mariano, tudo tem o toque providencial de suas mãos maternas, e acreditamos que foi Maria que alcançou do Pai a fundação deste Carisma. Portanto, fomos gerados por ela. Ela se nos apresentou como a Rainha da Paz, a Gospa de Medjugorje. Dessa forma, estamos profundamente ligados a espiritualidade mariana de Medjugorje. Suas mensagens, as cinco pedrinhas, seus apelos, tudo isso nos fala profundamente ao coração.

Tanto os membros da Vocação como os da Obra, todos são chamados por Deus a reproduzirem as feições de Sua Mãe, Maria. Isto porque quando se ama alguém nos tornamos semelhantes àquilo que amamos. Maria, então, torna-se para nós força inspiradora, estímulo para a vida de santidade, impulso para viver a vontade do Senhor. Por amá-la, vamos, aos poucos, nos identificando com ela, assumindo suas mesmas atitudes, sendo modelados por suas ternas mãos. Imitá-la, portanto, é a forma mais eficaz para agradar a Deus.

Nosso amor por Maria é demonstrado também por nosso amor e fidelidade ao rosário, pela vivência de pias devoções que aprendemos, por novenas, procissões, etc., porém, não permanece circunscrito a essas demonstrações de amor. Faz-se necessário encarnar em nossa vida as virtudes de Maria. Este ‘encarnar’ pode-se entender como imitar as atitudes (interiores e exteriores) de Maria. Ela possui todas as virtudes, e é modelo para nós de tudo que precisamos alcançar: se há a necessidade de mais obediência, olhe-se para a toda obediente; se há a necessidade de mansidão, olhe para a que possuiu o coração mais manso.

UM AMOR QUE SE EXTERNA

Nosso amor por Maria não pode ser secreto, reservado apenas para nós mesmos. Deve ser externado, pois, como a Palavra diz, a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12, 34a).Neste contexto, o rosário surge como uma das formas mais belas e fortes de demonstrar nosso amor por Maria. A recitação do rosário para nós, é mais do que algo devocional, é demonstração de amor. Ao caminhar na contemplação de cada mistério da vida de Cristo, o fazemos na companhia de Maria. Ela nos vai ensinando como rezar, como contemplar.

O rosário também se torna arma poderosa no combate contra o inimigo, contra as tentações. Torna-se consolo nas dificuldades, arrimo das tempestades, força nas lutas que travamos rumo à santidade. Com ele revelamos ao mundo que somos parte daquela bendita geração que proclama Maria bem-aventurada. Por isso, temos o cuidado e o zelo de sempre portar conosco um terço. Não como amuleto para dar sorte ou coisas do gênero. Nada disso! Mas como uma constante lembrança da sua presença materna conosco, como um lembrete da necessidade de rezar, como uma arma sempre ao alcance da mão para combatermos onde estivermos.

SOPRO DE MEDJUGORJE

Recebemos uma grande influência de Medjugorje. Maria, Rainha da Paz, é para nós o título ou o nome com oqual reconhecemos mais intimamente nossa Mãe. Maria, como uma sábia mãe, consciente de que precisamos exercitar e alimentar nossa alma para conseguirmos caminhar para santidade, nos deu exercícios espirituais para que crescêssemos e fortalecêssemos nosso coração. Esses exercícios são as ‘cinco pedrinhas’. A vivência fiel das cinco pedrinhas é uma forma concreta de demonstrarmos nossa unidade com o que Maria ensina e pede em Medjugorje e, especificamente, para com nosso Carisma.

JEJUM – Nas quartas e sextas-feiras a pão e água, com o coração.

“Queridos filhos,…O melhor jejum é a pão e água. Através do jejum e da oração, podem-se parar guerras, suspender as leis da natureza. A caridade não pode substituir o jejum. Aqueles que não são capazes de jejuar, podem alguma vez substituí-lo com oração, caridade e uma confissão, mas todos, exceto os doentes, devem jejuar”.(Trecho da Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorie, de Julho 1982)

ROSÁRIO – rezado diariamente.

“Gostaria que as pessoas, no dia de hoje, rezassem Comigo. E que rezem o máximo possível! Que, além disso, jejuem nas quartas-feiras e nas sextas-feiras; que, todos os dias, recitem pelo menos o rosário: os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos.” (14.08.84)

CONFISSÃO – mensalmente.

“Era o dia 2 de agosto de 1981. Nesse dia, Nossa Senhora apareceu a Maria Pavlovic; e disse-lhe para, mais tarde,dirigir-se ao campo, onde a encontraria. Com a vidente, foram umas 40 pessoas. Todas rezavam, quando Nossa Senhora apareceu permitindo, às pessoas ali presentes, tocá-La. Fizeram uma fila e, uma de cada vez, se aproximava para tocar Nossa Senhora, conforme indicação da vidente Maria. As pessoas que tinham pecado, no local onde tocavam, deixavam uma mancha, como uma nódoa. No final, a roupa de Nossa Senhora parecia toda suja, cheia de manchas. Quando Nossa Senhora partiu, a vidente Maria, por causa disso, começou a chorar. Marinko, que estava com o grupo, gritou: Homens e mulheres, amanhã todos à confissão! Note-se que ninguém se lembrou daquelas que deixaram manchas na roupa de Nossa Senhora. Em muitas outras oportunidades, Nossa Senhora permitiu que A tocassem. Com os videntes, isso já aconteceu inúmeras vezes. Muitas vezes Ela os envolve em Seus braços. Eles também abraçam Nossa Senhora.” (Convertei-vos sem demora)

EUCARISTIA – diária.

Temos necessidade diária da Eucaristia adorada (em nossa capela) e Comungada (na Santa Missa). Temos consciência de que só comungando o Corpo do Senhor nos tornaremos hóstias vivas para o mundo.

ORAÇÃO DIÁRIA COM A PALAVRA DE DEUS – A Palavra de Deus deve direcionar nossa vida. Procuremos entrar em contato com essa Palavra nos primeiros momentos do dia para que pautemos nessa Palavra todo o nosso dia. Assim como suas mensagens a cada dia 25, as mensagens do dia 02 onde ela pede também para rezarmos pelos que não creem, seu pedido para meditarmos nas quintas-feiras o texto do Evangelho de Mt 6, 24-34, o hábito de ministrar a benção especial, enfim, são manifestações da riquíssima espiritualidade emanada de Maria em Medjugorje. Estando sob a direção de Maria, Rainha da Paz, é que ouvimos e atendemos o apelo que ela nos fez de adorarmos initerruptamente o Santíssimo Sacramento do altar.

SEMELHANTES A MARIA PARA SERMOS IGUAIS A JESUS

O fato de buscarmos ser como Maria, de modo algum contradiz o configurar-se a Cristo. Ninguém como Maria foi tão configurada a Jesus. Sob sua condução materna vamos também nós sendo inteiramente tomados pela Graça, transformados pela força do Espírito Santo e sendo gerados homens e mulheres novos configurados a Jesus. Ela estará sempre nos orientando a fazer tudo o que Ele nos disser (Jo 2,5). Portanto, sem receio algum podemos trilhar o caminho de assemelharmo-nos a Maria. Jesus se alegrará muito em ver reproduzida em nós as feições de Sua Mãe.

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ DE MEDJUGORJE EM 25 DE MARÇO DE 2019

“Queridos filhos!

Este é um tempo de graças. Assim como a natureza é renovada para uma nova vida, vocês estão sendo chamados à conversão. Decidam-se por DEUS. Filhinhos, vocês estão vazios e não tem alegria porque não tem DEUS. Por isso, rezem para que a oração de vocês se torne vida. Procurem DEUS que os criou na natureza, porque a natureza fala e luta pela vida, não pela morte. As guerras dominam os corações e os povos, porque não tem paz e não vêem, filhinhos, como irmãos aqueles que lhes estão próximos. Por isso, voltem-se para Deus e para a oração. 

Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo!”

O VASO NAS MÃOS DO OLEIRO

Palavra do Senhor a Jeremias: “Vem, desce até a casa do oleiro, que ali te farei ouvir minha Palavra”. Desci até a casa do oleiro e lá ele estava executando um trabalho na roda. O vaso que o oleiro fabricava de barro se estragou em sua mão. Ele fez um outro objeto conforme lhe pareceu mais conveniente. (Jer 18, 1-4).

É bonito ver o trabalho do oleiro. A paciência com que ele trabalha cada detalhe do vaso, a dedicação e a atenção. Todo oleiro sempre consegue visualizar o vaso que criará, ele não precisa já estar pronto. Cada vaso é sonhado, planejado para então ser executado.

Deus em sua imensa sabedoria nos compara com o vaso nas mãos do Grande Oleiro apaixonado pela obra de suas mãos. Ele mesmo é esse Oleiro que não quer perder nenhuma de suas obras, mesmo que esta esteja trincada, quebrada, feito cacos e até mesmo pó. Não importa se o barro já se tornou impuro, Deus retoma sua obra em suas mãos e a recria.

Para compreendermos melhor é necessário que conheçamos passo a passo a gestação de um vaso. Desde a escolha do seu barro até o êxtase do seu criador diante de sua obra:

1º. O oleiro escolhe o barro que será o seu vaso. Esse barro é extraído do seu local de origem e é estendido num pátio. Tira-se as impurezas, como raízes, galhos, pedras, pedaços de pau ou capins. Com uma enxada, formam-se regos para que seque bem. Depois são hidratados e separados em paralelepípedos que não endurecem. Então são levados para a roda para serem trabalhados.

2° O barro é colocado sobre a roda para modelar. Enquanto modela o vaso, rega-o várias vezes, para que o barro se torne maleável e facilite o trabalho. O oleiro procura fazer o vaso mais bonito, nem que para isso tenha que quebrá-lo várias vezes. Quantas vezes você deixou-se vencer, domar, amansar pelo Senhor? Foi o que aconteceu com o vaso do trecho bíblico citado. Quando o barro se estraga nas mãos do oleiro, ele não o joga fora. Deus nunca joga fora a obra de suas mãos!

Mas com os vasos que se quebraram, o que faz o oleiro?

Um vaso é feito para um propósito. Vaso quebrado não cumpre o seu papel. Um vaso quebrado não pode tornar-se novo por si só. O mais importante: É melhor quebrar-se nas mãos do oleiro, do que nas mãos do inimigo. O oleiro cria e recria. O inimigo usa, destrói e joga fora!

O processo usado com os vasos que se deformam ou quebram, são quase semelhantes ao de um vaso que está nas mãos do oleiro pela primeira vez, porém mais cheio de detalhes. Deus não faz reparos em vasos velhos. Ele faz um novo! Para isso, não dispensará etapas!

1º O vaso é totalmente quebrado, regado e colocado em repouso para criar liga (é o tempo do silêncio de Deus).

2º É prensado para retirar as impurezas. É nessa etapa que Deus faz nascer na alma a humildade.

3º O barro é colocado sobre a roda para ser modelado. O vaso não tem vontade própria e o oleiro é autônomo, dará ao vaso a forma que lhe parecer melhor.

4º Enquanto modela o vaso rega-o vez em quando com água. Para o homem, a Água do Espírito Santo!

5º – Com precisão rasga o barro abrindo espaço no seu interior para trabalhar o vaso conforme o sonho do seu coração. É preciso rasgar o coração diante de Deus, deixar que Ele nos abra ao meio e nos dê a sua medida. A profundidade que precisamos ter.

6º- Depois de modelado o vaso fica em repouso por alguns dias, preparando-se para enfrentar o calor do fogo que o tornará forte e consistente. O fogo tempera o vaso, leva-o ao seu limite de resistência, permeia cada fibra. Somente o vaso que suporta o calor do fogo está preparado para cumprir sua tarefa. Quanto mais vezes o vaso se quebra nas mãos do oleiro, mais puro será, porque passará mais vezes ainda pela água e pelo fogo. Será um vaso puríssimo, nobre! Os vasos que mais passaram pelas mãos do oleiro são os mais caros!

7º- Após ser retirado do fogo, o vaso é provado. Passa por um teste de resistência: O oleiro dá-lhe um peteleco. O som emitido é a prova. Se o som é chocho, voltará ao forno, porque ainda não está pronto, mas se ele “cantar”, é porque está pronto para seguir o seu destino. O Divino Oleiro enche-o com o óleo do seu Santo Espírito.

É um trabalho maravilhoso! É assim que Deus age conosco quando nos deixamos moldar por suas mãos. Desçamos até a Casa do Oleiro! O que isso significa para você?

O profeta desce até a casa do oleiro para aprender com ele. O vaso desce até a casa do oleiro porque se reconhece quebrado, trincado, precisando ser renovado. Descer: Trazer para baixo, diminuir-se, abaixar-se, humilhar-se!

Roguemos ao Senhor que neste tempo de reflexão, possamos rasgar o nosso coração diante de Deus, reconhecendo que só em suas mãos seremos vasos novos, nem que para isso Ele tenha que nos quebrar, molhar, rasgar, pôr no fogo e testar o nosso som dando-nos “petelecos” (pancadas com a ponta do dedo médio, firmada para dar golpes)!

Adelaide Santos

Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz

A fé vivenciada

Podemos dizer que aqueles que só “crêem” porque acreditam que existe um Deus que criou tudo, que ama a humanidade, que se fez carne e ressuscitou, mas que não aderem a Jesus, não permitem que essa fé lhes modifique a vida, lhes transforme o coração, não tem muita serventia. Dizer que tem fé e não praticá-la é o mesmo que não ter.

A fé verdadeira nos leva a uma conversão. Isto é, “eu creio e adiro a Jesus!”. Vivo o que Ele me ensina. Não se trata de adequar a fé àquilo que eu penso, à vida que eu levo ou àquilo que eu acho que é certo. É justamente o contrário, sou eu quem devo me adequar, convergir minha vida, decisões e mentalidade ao Cristo e seu Evangelho. São Tiago já nos alerta a não sermos meros ouvintes da Palavra, mas praticantes. Dizer que tem fé em Jesus e continuar com a mesma “vidinha” de antes, com os mesmos vícios, sem uma busca de transformação é, no mínimo, incoerência.

Precisamos de cristãos que pratiquem uma fé autêntica, que busquem, apesar de suas fraquezas e limites, ser sal da terra e luz no mundo. E isso nada tem a ver com uma prepotência ou pretensão de ser os “bonzinhos”, os “santinhos”. Tem a ver com coerência com aquilo que se crê. Não podemos ser cristãos de meias medidas, medíocres.

No mundo em que vivemos o testemunho de uma vivência coerente e autêntica de nossa fé fala mais e é muito mais convincente do que muitas palavras.

RESSURREIÇÃO, FORÇA QUE TRANSFORMA TUDO!

Ressurreição, vida nova, novos hábitos, nova mentalidade, nova criatura em Cristo. Dizer que se vive uma vida nova e manter hábitos ou costumes do homem velho é não entender os efeitos bem práticos da ressurreição em nossas vidas.

Vida nova é dar o perdão àquela pessoa que te feriu ou magoou. Ressurreição é arrepender-se do que disse ou do que fez e ter a liberdade e a coragem de pedir perdão. Ser nova criatura é dar um abraço no seu pai e, dizendo que o ama, quebrar a indiferença ou a distância que antes existia. É ter a santa teimosia de viver, nos tempos de hoje, a castidade. É viver na alegria de acolher os filhos e não fechar-se à vida. É não deixar-se contaminar com o hedonismo deste mundo, mas acreditar que não nascemos para o prazer e sim, para ser felizes e nossa felicidade está em Deus. É cultivar em nossas casas o hábito de rezarmos juntos e não nos deixarmos engolir pelo corre-corre da vida. É, na verdade, ter os cristãos fazendo um grande coro de vida num grito em uníssono que o Evangelho não é papel apenas, mas é vida em nosso dia-a-dia.

Deixemos que a força de Cristo entre em “nossos túmulos”, remova nossas pedras e que refulja a luz de Jesus que vence nossas trevas, que faz o grande milagre de transformar pecadores em santos, homens e mulheres acanhados em arautos do Evangelho. Ressurreição que expulsa a tristeza, os medos e nos faz adentrar na grande “aventura” cheia de alegria e desafios de ser cristãos, de amar a Deus e deixar-se transformar por Ele e de ser suas testemunhas aonde quer que estejamos.

Desejo que a força transformadora do Evangelho o envolva e o faça, de fato, uma nova criatura, com novos hábitos cotidianos que modifiquem, ainda que paulatinamente, não só você mesmo, mas as pessoas que se encontrarem com você e ambientes que você freqüenta.

Vida nova para você!

Caminhar sempre!

Se você olhar bem vai perceber que todos nós temos uma grande tendência a nos instalarmos, a nos repetirmos, a buscarmos algo que possamos fazer sempre sem mudar muito ou quase nada. Cito alguns exemplos insignificantes do nosso dia-a-dia, mas que podem nos dar uma noção daquilo que quero dizer.

Quando sentamos à mesa em nossas casas para alguma refeição, por exemplo, geralmente sentamos sempre no mesmo lugar. Se vamos à igreja costumamos nos sentar sempre no mesmo lugar ou ao menos do mesmo lado da igreja. Se vamos fazer um curso qualquer ou ouvir algumas palestras que dure alguns dias, no decorrer do curso, perceberemos que buscaremos os mesmos lugares. Enfim, tendemos a nos rotinizar. E basta sugerir alguma mudança pra vermos a resistência a ela. Mil justificativas, argumentos dos mais variados para continuar sem mudar. Na verdade, poderíamos dizer sem crescer, sem progredir. Sim, porque para crescermos é preciso mudar. É preciso ter a coragem de sair dos nossos esquemas, de nos lançarmos em algo novo ainda que nos pareça, à primeira vista, demasiadamente desafiador.

Mudar significa abrir novas possibilidades, novos caminhos, novos rumos. Talvez mudar não signifique necessariamente fazer ou viver outra coisa diferente do que vivemos até hoje – isso se o que vivemos seja algo bom – mas, fazer, ou melhor, viver de um jeito diferente, melhor, novo. Converter-se é um processo contínuo que não se restringe a sair de algo ruim para algo bom, mas é também sair de um bem e progredir para um bem ainda maior. Ou seja, mesmo fazendo coisas boas, vivendo perto de Deus necessitaremos estar sempre caminhando.

Alguém pode ingenuamente pode dizer que Deus nos aceita como somos. E é verdade! Porém, isso não significa que ele quer que permaneçamos sempre do mesmo jeito. Nossas fraquezas, limites e inconsistências não devem nos servir de desculpas para estagnarmos na caminhada, muito pelo contrário, devem servir de trampolim para nos fazer crescer e amadurecer até chegarmos à estatura de Cristo. Portanto, caminhemos com coragem e ânimo! Não tenhamos medo de mudar e abrir-nos ao novo diário que Deus tem para cada um de nós.