DONS DO ESPÍRITO SANTO

No SVES (Seminário de Vida no espírito Santo) recebemos uma formação sobre os DONS DO ESPÍRITO SANTO onde nos foi apresentado à riqueza espiritual dos dons que recebemos no nosso Batismo.

Perceba que com o passar das reuniões e dos dias, parece que o único Dom que se mantem presente é o DOM DE LÍNGUAS e como fazer para que os demais dons também estejam presentes nas nossas reuniões de grupo e na nossa caminhada espiritual?

Vamos recorrer a Paulo na sua Primeira Carta aos Coríntios:

No Capitulo 12, Paulo descreve os dons:

“Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito, a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito; a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.”
I Coríntios, 12 – Bíblia Católica

Observe que Paulo apesar de enumerar nove Dons, na prática só observamos um DOM ser manifestado nas reuniões dos grupos de oração: O DOM DE LÍNGUAS! E olhe lá!

A chave se encontra no versículo 31 do capítulo 12 da Primeira carta aos Coríntios:
” Aspirai os dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.”
Que caminho esse? Quais são esses dons superiores?

Nos capítulos seguintes Paulo nos aponta dois caminhos que abordaremos a partir de agora:

No Capítulo 13, Paulo nos apresenta o AMOR/CARIDADE, todo o sentido dos dons está em servir ao outro! De nada vale a busca pela santidade e conversão se não houver o AMOR AO PRÓXIMO!

Acesse o Capítulo 13 de 1Cor

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuís­se todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! .A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade.”

Vivemos em uma cultura EGOCENTRICA, nossas orações são sempre INDIVIDUAIS e quase nunca voltada para o outro!

Os grupos de Oração precisam dar um salto no exercício dos dons, como instrumento de santificação do irmão, para isso precisamos seguir a sequência da doutrina de São Paulo aos Coríntios. Vamos agora ao Capítulo 14, da Primeira Carta aos Coríntios:

“Empenhai-vos em procurar a caridade. Aspirai igualmente aos dons espirituais, mas sobretudo ao de profecia. Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito. Aquele, porém, que profetiza fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembleia. Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembleia receba edificação. Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria, se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? É o que se dá com os instrumentos inanimados de música, por exemplo a flauta ou a harpa: se não produzi­rem sons distintos, como se poderá reconhecer a música tocada? Se a trombeta só der sons confusos, quem se preparará para a batalha? Assim também vós: se vossa língua só profere palavras ininteligíveis, como se compreenderá o que dizeis? Sereis como quem fala ao vento. Há no mundo grande quantidade de línguas e todas são compreensíveis. Porém, se desconhecer o sentido das palavras, serei um estrangeiro para quem me fala e ele será também um estrangeiro para mim. Assim, uma vez que aspirais aos dons espirituais, procurai tê-los em abundância para a edificação da Igreja. Por isso, quem fala em línguas, peça na oração o dom de as interpretar. Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. Então, que fazer? Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento; cantarei com o espírito, mas cantarei também com o entendimento. De outra forma, se só renderes graças com o espírito, como dirá “Amém” a tuas ações de graças aquele que ocupar o lugar dos simples? Sem dúvida, as tuas ações de graças podem ser belas, mas o outro não é edificado. Graças a Deus que possuo o dom de línguas superior a todos vós. Mas prefiro falar na assembleia cinco palavras que compreendo, para instruir também os outros, a falar dez mil palavras em línguas. Irmãos, não sejais crianças quanto ao modo de julgar: na malícia, sim, sede crianças; mas quanto ao julgamento, sede homens. Na Lei está escrito: Será por gente de língua estrangeira e por lábios estrangeiros que falarei a este povo; e nem assim me ouvirão, diz o Senhor (Is 28,11s). Assim, as línguas são sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; enquanto as profecias são um sinal, não para os infiéis, mas para os fiéis. Se, pois, em uma assembleia da igreja inteira todos falarem em línguas, e se entrarem homens simples ou infiéis, não dirão que estais loucos? Se, porém, todos profetizarem, e entrar ali um infiel ou um homem simples, por todos é convencido, por todos é julgado; os segredos do seu coração tornam-se manifestos. Então, prostrado com a face em terra, adorará a Deus e proclamará que Deus está realmente entre vós. Em suma, que dizer, irmãos? Quando vos reunis, quem dentre vós tem um cântico, um ensinamento, uma revelação, um discurso em línguas, uma interpretação a fazer – que isso se faça de modo a edificar. Se há quem fala em línguas, não falem senão dois ou três, quando muito, e cada um por sua vez, e haja alguém que interprete. Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus. Quanto aos profetas, falem dois ou três, e os outros julguem. Se for feita uma revelação a algum dos assistentes, cale-se o primeiro. Todos, um após outro, podeis profetizar, para todos aprenderem e serem todos exortados. O espírito dos profetas deve estar-lhes submisso, porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz. Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas assembleias: não lhes é permitido falar, mas devem estar submissas, como também ordena a lei. Se querem aprender alguma coisa, perguntem-na em casa aos seus maridos, porque é inconveniente para uma mulher falar na assembleia. Porventura foi dentre vós que saiu a Palavra de Deus? Ou veio ela tão somente para vós? Se alguém se julga profeta ou agraciado com dons espirituais, reconheça que as coisas que vos escrevo são um mandamento do Senhor. Mas, se alguém quiser ignorá-lo, que o ignore! Assim, pois, irmãos, aspirai ao dom de profetizar; porém, não impeçais falar em línguas. Mas faça-se tudo com dignidade e ordem.”

Dom de línguas ou Dom de Profecia?

Dom de línguas é a porta dos outros Dons e os membros precisam sair da porta e entrar de cabeça nos demais Dons e São Paulo nos aponta a PROFECIA como o próximo DOM a ser perseguido nas nossas orações e no nosso crescimento espiritual.

O Dom de língua edifica a mim mesmo e os dons devem edificar os demais irmãos. Por isso, São Paulo nos diz: “… Mas prefiro falar na Assembléia cinco palavras que compreendo, para instruir também os outros, a falar 10 mil palavras em línguas.”

Qual o objetivo da PROFECIA (falar em nome de Deus)?
1. EDIFICAR
2. EXORTAR
3. CONSOLAR

A partir da voz de Deus, o interesse pelo NOVO e pelo Sobrenatural cresce em nossas vidas!

Mas como isso acontecerá se não tem que PROFETIZE?

E como profetizarão, se NÃO TEM QUEM AME?

Peçamos ao Espírito Santo o Dom do AMOR/CARIDADE e da PROFECIA para crescermos na experiência e conhecimento de Deus.

No próximo artigo vamos falar sobre o caminho do AMOR/CARIDADE para a vivência avançada dos Dons!

Que Deus lhe abençoe com a benção especial e materna da Gospa Maria Rainha da Paz!