Castidade nos dias de hoje

Um amor casto é um amor que se defende contra todas as forças internas e externas que o procuram destruir. É casta aquela pessoa que assumiu conscientemente a sua sexualidade e a integrou bem na sua personalidade. Castidade e continência não são o mesmo. Até uma pessoa que tem uma vida sexual ativa no matrimônio deve ser casta; ela comporta-se castamente quando a sua atividade corporal é expressão de um amor sério e fiel.
A castidade não deve ser confundida com beatice. Uma pessoa que vive castamente não é um joguete dos seus desejos, mas vive conscientemente a sua sexualidade pelo amor e como expressão desse amor. A falta de castidade enfraquece o amor e obscurece o seu sentido. A Igreja Católica defende o princípio “ecológico”, isto é, totalizante, da sexualidade: primeiro, contém o desejo sexual, que é algo bom e belo; segundo, o amor pessoal; terceiro, a vitalidade, ou seja, abertura aos filhos. E tal como a cerveja é feita de lúpulo, malte e água, que sabem bastante mal separados e bastante bem juntos, a Igreja Católica defende que aqueles três aspectos são indissociáveis. Quando, na verdade, um homem tem uma mulher para o prazer sexual, uma segunda para o romantismo e uma terceira para ter filhos, ele instrumentaliza todas as três e não ama realmente nenhuma.
Extraído do ‘youcat’ – Catecismo Jovem da Igreja Católica