EU JÁ ENCONTREI O MEU VALOR, E VOCÊ?

EU JÁ ENCONTREI O MEU VALOR, E VOCÊ?

Vivemos num tempo em que cada vez mais as relações tendem a ser superficiais, passageiras, de pouco valor, isso porque o  homem moderno é tendencioso ao isolamento e auto suficiência, é alimentado por um “amor  a si mesmo” exagerado e desvirtuado que  faz cada vez mais ele se distanciar  da verdade do amor que Jesus nos ensina nos Evangelhos. O “amor a mim mesmo” deve me levar à abertura e não ao fechamento, ao esvaziamento e não ao reter. Um amor que não se basta em si, mas que só é possível porque Deus me amou primeiro. Então a dinâmica seria a seguinte: Deus me ama > reconheço-me amado > sou capaz de amar.

Talvez tenhamos tantos problemas nas relações hoje em dia por que o homem moderno ainda não descobriu o amor de Deus, não descobriu o amor com que é amado, por isso, não sabe qual é o seu real valor. Vivem norteados por valores superficiais, baixos, e funcionam segundo aquilo que dá mais lucro no mercado. É uma pena que muitas pessoas ainda se identifiquem por aquilo que aparentam: cor dos olhos, cabelos, se é magra ou gorda, baixa ou alta, se atende aos padrões que ditam a moda vigente. Ou mesmo se identificam se são cultas, inteligentes, criativas, capazes de realizar tarefas complexas… Ou, quem sabe o contrário de tudo isso. E talvez não tenham a mínima noção do seu valor real, daquilo que é o centro do nosso ser, que é sempre positivo, que é sempre nobre, porém, entendendo que temos nossas limitações e nossas fraquezas, isso tudo porque a natureza humana é limitada, mas isso não diz quem eu sou de verdade. Eu preciso descobrir qual a minha verdadeira imagem, não aquilo que dizem de mim, não aquilo que até eu erroneamente penso de mim, fazendo com que eu me avalie de acordo com que a moda dita ou o que o “mercado” precise.

 E como fazer isso? Só uma autêntica experiência de Deus nos leva ao amor de nós mesmos. Quanto mais conhecemos a Deus, mais descobrimos que ele nos ama. Quanto mais nos aproximamos da fonte do amor, mais nos tornamos sempre mais dignos de amor. E aí, convencidos desse amor, somos convencidos do nosso valor, somos capazes de ter a justa estima de nós mesmos, agora não baseados em falsos parâmetros. Então, chegando a esse ponto, SOU CAPAZ DE AMAR O OUTRO, porque não vou mais olhá-lo de modo superficial, não vou medi-lo com medidas tão inconsistentes, não vou taxá-lo pelas suas qualidades e defeitos, mas o meu apreço por ele terá como fundamento esse valor verdadeiro que também sou capaz de reconhecer nele.

 Sendo assim, seremos capazes de sairmos dos relacionamentos frios, descompromissados, superficiais e nos lançarmos nas relações “de verdade”, sem medo do que eu sou e sem medo do que eu vou encontrar no outro ou do que ele pode tirar de mim. Nós nascemos pra dar de nós aos outros. Não deixemos que a insensibilidade do mundo atual nos roube isso, pois, há tanto do que conhecer das pessoas, há tanto em você que precisa enriquecer a outros, tantos valores a serem trocados e partilhados. Como é generoso nosso Deus que nos fez tão valiosos!

Eu já encontrei o meu valor, e você?

Zeneide de Aguiar

Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz

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Edson Filho

Consagrado da Comunidade Católica Rainha da Paz

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