Nosso Carisma é Adorar Jesus Eucarístico como Almas Esposas
e Evangelizar exercendo Maternidade Espiritual

A Comunidade Rainha da Paz nasceu em 28 de Fevereiro de 1989 com um pequeno grupo de 30 pessoas que oferecia à cidade de Sobral-CE um momento semanal de oração, louvor, adoração ao Santíssimo Sacramento e ensino. A este Grupo foi dado o nome de Rainha da Paz, que caracterizou-se por uma grande fecundidade, gerando vários outros grupos e ministérios.
A geração de vida e a fecundidade fez parte da experiência fundante da Comunidade Rainha da Paz. Sua fundadora, Tásia Maria Montenegro Santiago, vivia o convite de Deus para a abertura à maternidade biológica e a fecundidade, simbolizando o que seria o Carisma da Maternidade Espiritual e fecundidade na evangelização.
Em 1991 o grupo sente o chamado de Deus para fazer uma aliança. Era um esboço do que se chamou as primeiras regras. Nascia a Comunidade de Aliança. Unia-se a ela a presença silenciosa e atuante de sua co-fundadora Rosana Maria Feijão Andrade. Ela ensinaria como se manifesta a providência de Deus naquilo que Ele desejaria realizar na Obra Rainha da Paz.
Em 1992 nasce no coração de alguns membros o desejo de entregar de maneira total as suas vidas, vivendo comunitariamente numa mesma residência na Serra da Meruoca-CE. O chamado era de viver manhãs de oração e tardes e noites de apostolado. Nascia a Comunidade de Vida. Para o seu nascimento, foi-se evidenciando o papel fundamental de seu co-fundador Antonio Barbosa de Castro (Tony), que abandonando um futuro promissor como artista, pintor e talentoso iconógrafo, abraça a pobreza, castidade, obediência, a vida fraterna e contemplativa que a Comunidade de Vida propunha. A vivência do amor esponsal a Jesus Cristo é o prêmio de todas as renúncias pedidas pelo seguimento de Jesus.
Em nossa história, uma mensagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi de grande importância para nós:

 

 

Tau da Com. Rainha da PazFomos entendendo que Deus nos dava a adoração perpétua como missão a ser abraçada.
Em 1995 a Comunidade Rainha da Paz recebeu da Igreja, a permissão para adorar perpetuamente o Santíssimo Sacramento. Atualmente duas missões proporcionam a adoração ininterrupta ao Santíssimo Sacramento: na Sede, em Sobral-CE e em Acaraú-CE.

Abraçada como um dom, a adoração é uma missão que devemos responder. Sendo adoradores, geramos pessoas apaixonadas por Jesus Eucarístico. É nossa missão, proporcionar a intimidade da adoração ao Santíssimo Sacramento para a humanidade.
Desde o início da Comunidade, percebíamos que o Senhor exercia e ainda exerce, uma espécie de fascínio em nosso corações a ponto de olharmos para Ele não apenas como Pai, nem somente como nosso Salvador, mas a um grau tão grande de intimidade e de comunhão de alma, que nos impelia a uma espécie de experiência mística que nos arrastava após ele, nos deixando levar por um amor tão profundo e eterno, que somente n’Ele, encontrávamos verdadeiramente a essência mais profunda do nosso ser.

Essa relação íntima e mística, nos fazia ter com Deus uma relação semelhante à de um noivo que desposa sua noiva, do Amado e da amada, do Santo e do pecador, do Forte e o fraco.
Ser alma esposa é ser uma alma apaixonada, fascinada por Deus. Alma que quanto mais está unida ao Amado, mais anseia e deseja sua presença, mergulhando numa intimidade tal que a torna uma só com Ele, numa união de alma e pensamento tal que não deseje outra coisa fora do Amado. 

“Sendo adoradores, geramos pessoas apaixonadas por Jesus Eucarístico.”
(Tásia Montenegro, fundadora)

E assim como na união íntima dos esposos são gerados filhos, da nossa união íntima com o Senhor na Eucaristia brota a nossa evangelização com Maternidade Espiritual. Somos chamados a ser mães da humanidade. A Maternidade Espiritual dada a Maria, aos pés da cruz, é estendida também a nós.

Exercer Maternidade Espiritual é fazer nascer, cuidar, proteger, reviver a vida. O sentido da evangelização da Comunidade Rainha da Paz é gerar vida, gerar futuro, gerar esperança, devolver o rosto de filhos de Deus amados. Mesmo quando ao nosso redor a vida parece morta, devemos redescobrir o amor e a esperança. O amor materno evangelizador deve gerar o melhor do outro, ensinando a arte de viver e amar. O que nos leva a gerar vidas, é saber que se não nascemos para Jesus, não encontramos a paz, não encontramos vida, caminho e verdade.