SÃO JOÃO PAULO II BALUARTE DA COMUNIDADE RAINHA DA PAZ ARTÍFICE DA PAZ E MISSIONÁRIO INFATIGÁVEL

Para entender qual relação temos com São João Paulo II, é preciso entender o que é um baluarte. E baluarte, ao pé da letra, significa suporte, apoio, mas para nós o baluarte significa também defensor, protetor, intercessor, irmão e amigo. É um modelo de vida e santidade a ser conhecido e vivido sempre aos moldes da espiritualidade dos fundadores de nossa Comunidade.
O nome de São João Paulo II foi o último a ser incorporado como baluarte da Vocação. Por intermédio de Dom Aldo Di CilloPagotto SSS, reconhecemos este santo como alguém muito presente à Vocação Rainha da Paz: na aprovação ad experimentum dos nossos Estatutos (outubro de 2003), declara que nossa vocação “Ainda, inspira-se no artífice da paz universal, o nosso inestimável e Santo Padre, João Paulo II, que reúne na Unidade e na caridade, a Igreja Santa de Deus”, trecho que foi reafirmado por Dom Antônio FernandoSaburido OSB na aprovação definitiva dos Estatutos (junho de 2009). Nós, literalmente, o recebemos como um presente da primeira aprovação. Encontramos neste santo contemporâneo a nossa inspiração para sermos, a semelhança dele, Artífices da Paz e Missionários Infatigáveis (ECCRP 73b).
Como foi dito acima, faz-se necessário entender a relação dos fundadores com nossas vivencias espirituais e especialmente com os baluartes. Nossa fundadora testemunha relatando a sua ansiedade por conhecer João Paulo II em sua visita a Fortaleza em 09 de julho de 1980. Estava empenhada nos preparativos para ir ao Castelão, onde o Papa estaria com os fiéis em um momento de intensa fé; mas, estando grávida de oito meses, sua bolsa rompeu no dia 08 de julho, exigindo internamento imediato. Ela nos diz que “acompanhava na televisão o trajeto do Papa João Paulo II nos outros estados do Brasil e vibrava com sua presença, simpatia e acolhimento a todos os que a ele se dirigiam”.
Entrando no quarto onde estava, o médico que acompanhava seu caso lhe informou que teria que ser submetida ao parto cesáreo, por não poderem mais esperar as contrações. Diante disto, ela nos conta a intercessão de São João Paulo II sobre sua maternidade: “Sentia uma frustração que me levava às lágrimas! Então olhando para a televisão que mostrava o Papa João Paulo II eu fiz a seguinte oração: ‘Senhor, eu sei que uma pessoa só é considerada santa após a sua morte, mas este homem é um santo! Por isso, eu te peço: pelos méritos da santidade do Papa João Paulo II, me dê a graça de ter um parto normal e com saúde para o nosso filho’. Foi um parto difícil, pois eu não tinha passagem suficiente e o bebê veio laçado no pescoço pelo cordão umbilical. Houve uma intervenção de Deus, pelos méritos da santidade do Papa João Paulo II. Disso eu não tenho dúvida! Por essa intervenção nosso primeiro filho se chama João Paulo. O Papa João Paulo II é o seu padrinho espiritual. Foi a primeira experiência que eu tive com a santidade deste grande homem! Graças a ele foi possível eu me abrir à maternidade biológica e ter tido a graça de ter onze filhos, dos quais dois estão no céu (abortos espontâneos). Ouso dizer que Deus, em seus desígnios, já o tinha separado para ser o baluarte de nosso Carisma, desde a primeira experiência da maternidade biológica. Se o parto não tivesse sido normal, eu não poderia experimentar a graça da abertura à maternidade biológica que tanto nos ajudou a compreender maternidade espiritual que é característica fundamental de nosso Carisma.”
Esse testemunho fortalece em nós a convicção de ter São João Paulo II como nosso baluarte, buscar olhar para ele, estudando e vivendo sua vida de oração e especialmente o transbordar disso, promovendo a paz e a evangelização.
Ser artífice da paz significa empenhar-se na construção desta e executa-la com perfeição, com criatividade, e com habilidade; e ninguém pode duvidar que isto foi realizado por São João Paulo II. A paz deve brotar do interior do homem, de uma vida de intimidade com Deus. Esta paz interior, que é fruto da vida no Espírito, e coloca o homem em plena confiança em Deus, apesar de todas as circunstâncias exteriores, é a paz do homem consigo mesmo. Esta paz, por sua vez, transborda sobre a humanidade, na relação com todos os homens.
A paz pensada e vivida por João Paulo II não era, contudo, um pacifismo cínico, que “lava as mãos” diante das dores dos outros. Afirmava que esta construção é “Sair, pôr-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: não são movimentos apenas físicos, mas sobretudo da alma; são respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irmãos”.Entende a paz como fruto da oração, da conversão interior e da reconciliação/ perdão.
E fazendo justiça ao nome adotado no início de seu pontificado: era verdadeiramente “Paulo”, sempre em saída. Suas viagens apostólicas promoveram a abertura e a descentralização da Igreja, levando o Sumo Pontífice a partilhar das realidades culturais de muitas Igrejas locais, permitindo que milhares de pessoas que provavelmente nunca teriam condições de ir ao Vaticano pudessem ver e ouvir o Papa: “Desde o início do meu pontificado, decidi caminhar até aos confins da terra para manifestar esta solicitude missionária; e este contato direto com os povos, que ignoram Cristo, convenceu-me ainda mais da urgência de tal atividade” (João Paulo II – Encíclica Redemptorismissio).
O pontificado de São João Paulo II possuiu um caráter intensamente missionário. Prova disto são os números: “(…) fez 104 viagens pelo mundo, nas quais percorreu 1,2 milhão de quilômetros; visitou 697 cidades em 129 países, onde pronunciou 2.415 discursos; reuniu-se com 703 chefes de Estado e recebeu em audiência 228 primeiros-ministros; no total, 16,8 milhões de fiéis assistiram a suas 1.070 audiências públicas; publicou 14 encíclicas, 14 exortações apostólicas, 42 cartas apostólicas, 11 constituições apostólicas e 28 motu proprios (documentos sobre questões do governo da Igreja); escreveu quatro livros durante o pontificado; presidiu 139 cerimônias de beatificação e proclamou 1.338 beatos; presidiu 50 cerimônias de canonização com 482 santos; convocou nove consistórios para a nomeação de 232 cardeais; ordenou 321 bispos e 2.125 sacerdotes; celebrou seis reuniões plenárias do colégio cardinalício e sete sínodos de bispos, um deles extraordinário; administrou 1.378 batismos e 1.595 confirmações” (Disponível em: site da Juventude Missionária da Arquidiocese da Paraíba – Beato João Paulo II, o missionário da juventude. Acesso em 23 de outubro de 2018).
Sendo fiel a Deus e a sua missão até o fim, mostrava-se debilitado porém incansável em anunciar o amor e a misericórdia de Deus, ele enfrentava com lucidez a deterioração do seu corpo, convivendo com os sinais da aparente fragilidade física, de início com constrangimento, mas logo aceitando com serenidade as condições de seu novo estado. Reconhecia na doença, na dor e na debilitação física graças concedidas pela Providência de Deus para que pudesse viver o Evangelho e buscar a santidade. Como, ainda, resume bem o Papa Emérito Bento XVI: “Nos últimos anos, o Senhor foi a pouco e pouco privando-o de tudo, para que se lhe assemelhasse. A sua morte foi o cumprimento de um testemunho de fé que tocou o coração de tantos homens de boa vontade”.
Quis doar-se até o fim à humanidade: “Espero que até quando eu puder cumprir o serviço apostólico na Igreja, a Misericórdia de Deus me dê a força necessária para realizar a minha missão”. Seus últimos dias foram a manifestação em plenitude da forma como viveu toda a sua vida: no mais completo abandono nos braços do Pai.
A vida missionária de São João Paulo II foi amparada por uma densa espiritualidade. Sua evangelização era transbordamento de sua experiência com Deus. “Percebi (na época do Concílio) o fascínio humano que dele emanava, e da maneira como ele pregava, pude ver o quanto era profundamente unido a Deus” (Papa emérito Bento XVI).
Conhecendo os motivos pelo qual Deus nos chama a promover a paz e a evangelizar incansavelmente, tendo este baluarte que viveu esses aspectos de forma tão profunda e concreta, somos assim impulsionados a dar uma resposta também concreta ao apelo de Deus. Sejamos um artífice da paz e missionários infatigáveis.

Zilma Prado

Quaresma de São Miguel Arcanjo

Quaresma de São Miguel Arcanjo

Caríssimos,

Salve Maria!

Dia 15 de agosto, começará a Quaresma de S. Miguel. Abaixo temos os fatos que deu início a esta devoção, através de São Francisco de Assis. e, em seguida, as Orações Quaresmais a São Miguel.
Façamos todos juntos e obtenhamos as graças e proteção do céu.

Vale salientar que S. Pe. Pio recomendava e fazia esta tão abençoada prática.

Com minha bênção. Pe Marcelo Tenorio

* quaresma pode ser feita qualquer data do ano .

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Uma tradição franciscana, a Quaresma a São Miguel Arcanjo é um tempo especial de oração e penitência. Tem início, com a Festa da Assunção de Nossa Senhora 15 de agosto, e termina no dia 28 de setembro, véspera da festa aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael dia 29 de setembro.[www.arcanjomiguel.net]

São Francisco foi um santo que, na sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, com um espírito de oração e sacrifício muito grande. Para tanto, ele realizava, por ano, três quaresmas, além de outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus, pela qual tinha um doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo Apóstolos à festa daAssunção de Nossa Senhora. Foi de um modo muito especial que, na Quaresma deSão Miguel Arcanjo, Deus coroou Francisco de graças abundantes, dentre elas a de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu Filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão. Todas essas quaresmas eram realizadas no Monte Alverne. (Alverne: “verna” vem de “vernare”, verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”; gela.)

São Miguel, sobretudo, a quem cabe o papel de introduzir as almas no paraíso, era objetivo de uma devoção especial, em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo Miguel tem em exercício das almas, em salvá-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retirá-las de lá.

Esse era o principal motivo pelo qual Francisco realizava sua quaresma e isso nos é relatado na legenda Terusiana no número 93 de sua biografia, na qual o santo vai dizer no ano de 1224, ano em visita ao eremitério: “Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, Príncipe dos Anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate!
Reze a Quaresma de São Miguel Arcanjo
Inicio da Quaresma:

Não podemos esquecer estamos rezando a Quaresma de São Miguel, por isso, você pode providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa e também de São Padre Pio. Durante quarenta dias vamos nos unir numa rede de intercessão e clamar pelas nossas famílias e todas as nossas necessidades.[www.arcanjomiguel.net]

* Acender uma vela diante de uma imagem
ou estampa de São Miguel Arcanjo;
* Oferecer uma penitência;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.(SMA)
Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.[www.arcanjomiguel.net] Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.[www.arcanjomiguel.net] São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.[www.arcanjomiguel.net] São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo,
para que sejamos dignos de Suas promessas.(SMA)
Oração:

Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.[www.arcanjomiguel.net] Ao final, reza-se:

Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.[www.arcanjomiguel.net]

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.

R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração:

Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.[www.arcanjomiguel.net]

Consagração a São Miguel Arcanjo

Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.[www.arcanjomiguel.net]

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.
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IMPORTANTE:

Sugestão de oferecimento das dezenas de dias.

Primeira dezena de dias:
Em honra da Mãe de Deus , pelo triunfo de seu Coração Imaculado.Segunda dezena de dias: Pela conversão dos Pecadores
erceira dezena de dias: Pelas almas do Purgatório
Quarta dezena de dias: pela nossa conversão, mudança de vida e necessidade particular .É importante para cada dezena de dias a prática de uma penitencia.

Santa Clara , Nossa Baluarte Uma Vida Contemplativa e de Penitência.

Santa Clara , Nossa Baluarte

Uma Vida Contemplativa e de Penitência.

Nós da Comunidade Católica Rainha da Paz, herdamos de Santa Clara (nossa baluarte) a Vida Contemplativa e a Vida de Penitência.

Na festa de Santa Clara: “Eu, Clara… como também minhas irmãs comigo, conscientes de nossa elevada vocação e da missão de um tão grande pai, mas também da fraqueza que observávamos nos outros e temíamos em nós mesmas, depois da morte de nosso Pai São Francisco nosso apoio depois de Deus, nossa única consolação e refúgio, nos entregamos voluntariamente à nossa Senhora a Santa Pobreza, a fim de que, após minha morte, as irmãs tanto presentes quanto as futuras nunca se separem dela

(Do Testamento de Sta. Clara, provavelmente de 1247)

Conta-se que, no dia em que Clara nasceu, o céu de Assis envolveu-se numa claridade excepcionalmente luminosa, muito maior do que aquela das radiantes manhãs de verão na Úmbria.

Conta-se, também, que o céu de Assis reuniu as estrelas, a Lua e o Sol, numa brilhante configuração, no dia em que Clara conheceu Francisco. Clara viu, claramente, os traços de Cristo que, pouco a pouco, mas fortemente, iam se delineando no rosto apaixonado de Francisco. Francisco, o pobre, o amigo dos leprosos. Francisco viu, claramente, em Clara, aquela luz pura, diáfana, que não pode emanar de uma criatura por si só, a não ser que alimentada numa chama divina.

Certo é que Clara seguiu Francisco, que, por sua vez, amava Jesus, amava os mendigos, amava os doentes, amava a Igreja, amava os grandes silêncios das solitárias montanhas, queria proclamar o Evangelho ao universo, amava a Deus que lhe dera irmãos, amava, amava, amava…Certo é que Clara seguiu Francisco e de dama rica tornou-se dama pobre e nunca foi tão nobre quanto no paupérrimo convento de São Damião, e nunca sua vida foi tão clara e rica quanto naquele refúgio da pobreza absoluta, da entrega absoluta, do Deus absoluto. Certo é que Clara entendeu, perfeita e claramente, quem era Francisco, a profundidade do desejo de seu coração e a revolução que eles estavam criando num mundo que valorizava tanto o poder, as aparências, os belos discursos, que não se envergonhava da opulência dos ricos e da miséria dos pobres, que se contentava com uma fé de boas intenções e de hipócritas ações. Assim era o mundo há 800 anos. Parece que não mudou muito… >Certo é que a vida de Clara iluminava a dos outros, revelando, em múltiplos e singulares episódios, a clareza com que ela via a presença de Deus em tudo. Aos temidos sarracenos que ameaçavam invadir Assis e destruir o convento das pobres damas, ela apresentou o ostensório com a hóstia consagrada. Não gritou, não ameaçou: estava segura da proteção do Pai. E os inimigos foram embora. Quando o papa Gregório IX visitou o pequeno convento de São Damião, entendeu suas inspiradas palavras manhã adentro e, quando se deram conta, passava da hora do almoço. Mas as pobres damas só tinham pão seco recebido em esmola para comer.

E o ofereceram ao papa que se maravilhou. Antes, porém, de partilhar aquele pão, ele pediu que Clara o abençoasse. Em sua humildade, ela se recusou, mas o papa insistiu e Clara, reverentemente, traçou, no ar, um largo sinal da cruz. E todos que estavam naquele pobre refeitório viram que, sobre a casca do pão seco, sulcara-se uma cruz.

Conta-se que, no dia em que Clara morreu, a noite de Assis clareou-se de infinitas estrelas: havia choro e júbilo, um sentimento de perda e uma atmosfera de santidade. Certo é que Clara, apesar de muito doente, só morreu depois de obter do papa o privilégio da Santa Pobreza, e que voltou aos palácios do Divino Esposo, louvando a Deus por ter-lhe dado a vida. Que Clara de Assis nos ajude a viver clara, serena e confiantemente, sempre, na presença de Deus. Santa Clara de Assis, rogai por nós!