O desafio da maternidade nos dias de hoje

Um dia escutei Deus me dizer o seguinte: “Tásia, a maternidade é um serviço prestado a humanidade. O seu útero foi criado para servir. Os filhos não são para a realização dos pais, apenas, mas primeiramente para a realização da vontade de Deus e para a glória de Deus. Sempre que solicitada você deve estar aberta à maternidade.” Essa voz me fez viver a feliz aventura de ser mãe 9 vezes.
Depois, muito depois, quando fui estudar a minha fé, aprendi que os sacramentos da nossa Igreja Católica eram classificados em três: os sacramentos de iniciação, os sacramentos de cura e os sacramentos de serviço. Fiquei surpreendida em descobrir que o Sacramento do Matrimônio é classificado como sacramento de serviço! E por consequência a maternidade não era apenas um sonho a ser realizado por uma mulher ou por um casal, a maternidade é um serviço prestado a Deus e à humanidade.
Hoje como é lamentável ver os casais se fechando à maternidade. Considerando- a como uma realização pessoal ou como um grande problema a ser evitado. E o resultado são casais que buscam suas realizações em tantos caminhos que não os conduzem à felicidade! Levam antes à tristeza, ao individualismo, à depressão, à solidão. Para aquelas que desejam viver o desafio da maternidade, apresento o conselho de quem encontrou muita felicidade na maternidade: deixe-se ser alcançada pelo Amor de Deus. Deixe-se ser alcançada pelo que ensina a sua Palavra! Deixe-se ser alcançada pelos sábios ensinamentos de uma respeitável instituição milenar, que é a Igreja Católica e faça a experiência de viver em plenitude a felicidade que traz a maternidade.
O desafio da maternidade nos dias de hoje não tem mistério! Conheça Jesus Cristo! Deixe-se ser amada por Ele! Renuncie ao que seja o contrário do que Ele lhe ensina na sua Palavra. Peça a Ele a força de seu Espírito Santo! E receba a plenitude da felicidade que só se alcança na medida em que nos entregamos para dar vida aos outros.
Um feliz e abençoado dia das mães para todas nós!

Maternidade, serviço prestado a Deus

Desde o começo, sentia que tinha vocação para ter muitos filhos, mas não entendia direito. Hoje eu sinto que era algo que Deus queria que eu vivesse. Era como se fosse o meu papel aqui no mundo e eu preciso vivê-lo.
Uma das primeiras coisas que Deus foi ensinando, foi quando Ele me propôs que eu não ligasse as trompas no terceiro filho. Não sabia no que ia dar; mas resolvi acreditar em Deus porque Ele vinha muito forte a mim e me convencia. Aos poucos Ele ia me explicando porque estava me conduzindo por esse caminho. Hoje descobri algo que Deus me ensinou: a maternidade é um serviço; assim como toda natureza é um serviço, a maternidade é um serviço que prestamos a Deus, que o útero não nos pertence, mas a Deus. E este útero nos é solicitado quando Ele quer e não quando nós queremos.
Uma das coisas que lamento muito é ver que as mulheres do mundo de hoje planejam os filhos quando bem entendem, quando elas e o marido desejam, totalmente independentes de Deus. Muitas vezes até, planejam e têm filhos sozinhas…
Os filhos são uma bênção de Deus que a gente experimenta na convivência familiar de conversar, de rezar juntos, de repartir as dificuldades, de um compreender o outro, de um ajudar o outro.
Eu creio que todos os filhos que tive foram planos de Deus que se realizaram na minha vida.Deus vai me ensinando a ser Mãe e a conhecer a particularidade de cada filho.
Para cada pessoa que vem ao mundo Deus tem um plano, e nós precisamos descobri-lo. Descobri o meu aos 28 anos, mais ou menos, e eu peço a Deus que me leve até o fim, que eu ajude o mundo a ver que tudo Deus criou é perfeito, não dá problema, mas quando interferimos na natureza no que Deus criou, colhemos os problemas.
É importante que cada um de nós descubra sua vocação, aquilo que Deus nos chama. Quando nós descobrimos, quando nós começamos a fazer aquilo que Deus criou para nós desde toda a eternidade, aí encontramos a felicidade e fica-se rindo o tempo todo porque sabe que, mesmo com toda dificuldade, Deus está conosco.

Tásia Maria Montenegro- Consagrada da Comunidade Rainha da Paz

O Amor nunca morre

Através dos fatos e das adversidades da vida, o amor entre dois esposos é chamado a transformar-se e a se renovar. Tornar-se-á mais concreto, mais autêntico. Não envelhecerá, mas amadurecerá, isto é, tornar-se-á mais adulto. Diversamente das outras realidades vivas, o amor do homem e da mulher não caminha para a morte. Porque o amor do homem é parte do amor de Deus, que éo Eterno. Os cristãos empregam uma palavra para significar que a relação de amor entre dois esposos está destinada a não morrer: é “indissolúvel”. Mas não se deve pensar num laço imposto de fora, por uma lei. Consideramos que Deus, que chamou os esposos ao amor, os chama a viver um amor que não morre, porque cresce cada vez mais e se renova. Concretamente, isto significa que o amor matrimonial é chamado a superar todas as dificuldades presentes e futuras.Um amor mais forte que as dificuldades. Um amor que tem a própria força de Deus. Além disso, significa que a absoluta indissolubilidade do matrimônio -mesmo quando, em casos humanamente desesperados, parece sem sentido – mantém, todavia, o sentido profundo de participação no amor de Cristo até a crucifixão.

“É maior felicidade dar que receber” (cf. At 20,35)

Assim como Cristo não abandonou a humanidade nem a Igreja quando o pregavam na cruz, também todo matrimônio contraído “no Senhor” conserva a indissolubilidade da ligação entre Cristo e a Igreja, também quando se tornou uma crucifixão. A presença de Cristo no matrimônio dos que creem não exclui, pois a incompatibilidade de caracteres, erros na escolha matrimonial, dificuldades com os filhos, nervosismo, doenças, tédio…, mas significa que, para os que creem, o Terceiro, isto é, Cristo, está sempre presente; Jesus Cristo dá força, conforto, esperança, enquanto observa que é sempre melhor dar que receber. Quem se enche deste espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta esperança nas horas difíceis.

MÉTODO DE OVULAÇÃO BILLINGS EA SACRALIDADE DA TRANSMISSÃO DA VIDA

 

  1. A POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DA VIDA NA UNIÃO CONJUGAL 

 

        A união conjugal tem, segundo o CIC (Catecismo da Igreja Católica), duas finalidades, como estádisposto no §2369 – “Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriativo, o atosexual conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para aaltíssima vocação do homem para a paternidade”. O aspecto procriativo diz respeito à multiplicaçãoda espécie. O aspecto unitivo se refere à expressão de amor e prazer que o ato encerra, nas palavrasde Pio XII, CIC § 2362: “O próprio Criador estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) osesposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo,os esposos devem saber manterem-se nos limites de uma moderação justa.”Quando se fala em união conjugal, pressupõe-se que para ser moralmente lícita deve ser concretizada dentro de um Matrimônio, porque somente através desse Sacramento o corpo daesposa passa a pertencer ao esposo, e vice-versa, até que a morte os separe. Antes disso, os corposdos solteiros pertencem somente a Deus. E, por outro lado, quando se comenta sobre as duasfinalidades da união conjugal, não se deve agir como se elas fossem independentes uma da outra.Guilherme Gibbons e Dionísio Santamaría no livro “Integridade na Transmissão da Vida” observamque “o ato sexual matrimonial para ser legítimo e bom deve estar aberto à possibilidade datransmissão da vida”.Explicam os autores citados que essa asserção não deve levar à falsa idéia de que a mulher tem deter filhos ininterruptamente, posto que isso é impossível até na esfera biológica. Fisicamente, amulher só estará aberta à transmissão da vida durante seu período de fertilidade, que dura de 3 a 8dias em um ciclo menstrual. No entretanto, é o ato sexual que deve estar aberto à transmissão da vida sempre 

que for realizado e não a mulher fisicamente. Isso significa que as relações devemsempre ser consumadas com o depósito dos espermatozóides dentro da vagina da esposa e, claro,sem usar nunca métodos de anticoncepção artificial.Logo, um casal, unido em matrimônio há 30 anos e que tem 5 filhos, supondo-se que nunca fizeramuso de nenhum meio anticonceptivo, estiveram abertos fisicamente à possibilidade de transmissãoda vida somente cinco vezes e, nas outras vezes, estiveram sempre abertos à possibilidade datransmissão da vida desde que o ato sexual tenha sido consumado. 

 

  1. PATERNIDADE E MATERNIDADE RESPONSÁVELversus ANTICONCEPÇÃO 

 

A doutrina da Santa Igreja estimula a paternidade e maternidade responsável e prevê no §2368 doCIC – “Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justagenerosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral”.O cerne da doutrina de vida cristã no que toca à questão do espaçamento gestacional dos filhos está consolidado no parágrafo anterior. O cuidado da Igreja ao realizar essas pontuações está em manter o casal em sintonia com a finalidade do Matrimônio de abertura incondicional à transmissão da vida. Dessa forma, um exame de consciência deve ser realizado pelos esposos no que se refere às razões justas para regular a procriação, de modo que, se estas razões não estiverem presentes, o casal deve gerar um novo indivíduo para sociedade que deve ser a regra de um casamento e não a exceção. Os motivos justos para espaçar uma gestação podem ser divididos em cinco categorias (cf. PeLuísCarlos Lodi da Cruz em “Natal: a Salvação veio de uma gravidez não planejada”, citando DomRafael Llano Cifuentes): 

 

  1. Perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe; 

 

  1. Perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias; 

 

  1. Razões econômicas e sociais: são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjugesnão podem suportar a carga econômica de um novo filho, a falta de moradia adequada ou asua reduzida dimensão, etc; 

 

  1. Motivos sérios, razoáveis: uma mulher casada ganha uma bolsa de estudos na Europa paratornar-se melhor capacitada para ajudar a Igreja, a sociedade, enfim, para fazer o bem e não poderia, por conta disso, durante esse período, conceber uma criança. Outro exemplo: umhomem casado vai com a esposa morar nos EEUU durante o tempo em que precisa concluir um mestrado; mas, por ter poucas condições de sustento e ainda longe da família, procuraespaçar a gestação; 

 

  1. Razões psicológicas: estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez. Observe que se uma mulher, por capricho, não quer mais ter filhos, mesmo o casal tendo condições de receber uma nova criança em seu lar, não há motivos para espaçar uma gestação. No entretanto, se ela passa a chantagear o marido, dizendo a ele que sairá de casa se tiver em outra criança, ele, o marido, tem motivos para que haja espaçamento da gestação. Pode acontecer também da mulher ter motivos para espaçar a gestação por conta dos caprichos do esposo que pode chantageá-la do mesmo modo. Para regular o espaçamento gestacional, o casal deve se guiar pelos critérios objetivos da moralidade.  

 

Na Encíclica Evangelium Vitae (cf. n.14), escrita pelo Sumo Pontífice João Paulo II, o Papa da Vida, expõe-se claramente os modos que devem ser terminantemente evitados durante a regulação dos nascimentos: 

 

  1. “É absolutamente de se excluir, como via legítima para a regulação dos nascimentos, a interrupção direta do processo gerativo já iniciado [pílulas do dia seguinte ou pílulas do aborto do dia seguinte] e, sobretudo, o aborto querido diretamente e procurado [químico ou cirúrgico], mesmo por razões terapêuticas;