Reescolher o essencial

Nossa vida é cheia de situações que nos levam a fazer escolhas diariamente. Porém, a dúvida sempre bate à nossa porta: o que fazer para escolher certo?

Nossas escolhas revelam a que está preso o nosso coração, portanto, precisamos rezar bastante para que em nossas escolhas diárias, predomine sempre a vontade de Deus.

Certa vez, num momento de escuridão e dor na minha caminhada, sem saber aonde ir, deparei-me com um santo de nossos tempos, embora o mesmo “ainda” não tenha sido nem beatificado, tampouco canonizado;  mas que já o considero santo e à ele sempre recorro em minhas orações; trata-se do Cardeal François X. N. Van Thuan. Naquela ocasião ele me dizia:

“Durante a minha longa tribulação de nove anos de isolamento, em uma cela sem janelas, às vezes com a luz elétrica ligada durante muitos dias e noites, às vezes na escuridão, sentia-me sufocado pelo calor e pela umidade, a um passo da loucura. Eu era ainda um jovem bispo, com oito anos de experiência pastoral. Não conseguia dormir, atormentava-se a ideia de ter de abandonar a diocese, de abandonar inúmeras obras que havia iniciado por Deus. Experimentava uma espécie de revolta em todo o meu ser.

Uma noite, do profundo do meu coração escuto Alguém dizer: ‘Por que se atormenta desse modo? Você deve fazer uma distinção entre Deus e as obras de Deus. Tudo aquilo que você faz e deseja continuar fazendo – visitas pastorais, formação de seminaristas, religiosos, religiosas, leigos, jovens, construção de escolas, de casas para estudantes, missões de evangelização dos não-cristãos… -, tudo são obras excelentes, obras de Deus, mas não são Deus! Se Deus está querendo que você abandone tudo isso, faça-o imediatamente e tenha confiança nele! Deus fará tudo infinitamente melhor do que você. Ele haverá de confiar suas obras a outras pessoas que são muito mais capazes do que você. Você escolheu somente a Deus, não as suas obras!’”

Essas palavras atravessavam o coração lembrando-me que ainda hoje, é preciso fazer essa reescolha sempre: Deus! Sempre que sinto minha fraqueza humana querendo roubar-me a paz lembro-se dessas palavras e então percebo que é preciso renovar minha reescolha pelo essencial: Deus e não as obras de Deus.

Se você deseja ter sempre uma paz infinita em seu coração, escolha Deus a cada dia, pois nesta escolha está a base da vida cristã e a mais autêntica resposta ao mundo de hoje.

Tenham um dia abençoado!

Antonio Barbosa de Castro (Tony)

Co-fundador da Comunidade Católica Rainha da Paz

SIM COM CARA DE NÃO

“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: – Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha. Respondeu ele: -Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: – Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?

Quantas pessoas, tocadas pelo arrependimento depois do ‘não’ dado a Deus, retornam com ‘sim’ generoso. Quantos ‘nãos’ que se tornaram ‘sins’ e tiveram a coragem de voltar atrás… Por outro lado, quantos ‘sins’ que não se mantiveram firmes e que desistiram… Qual tem sido a resposta que você tem dado a Deus?

Se foi um ‘não’ a princípio, não se preocupe. Ainda dá para mudar! Mesmo que depois do ‘não’ você tenha se distanciado e ido para longe. Mesmo que o seu ‘não’ tenha se repetido mais de uma vez, ainda há como transformá-lo em um ‘sim’. Às vezes, acontece de pensarmos que, por estarmos nos caminhos do Senhor, ou seja, engajados na Igreja, não damos mais ‘não’ a Deus. Ledo engano! Quantos ‘nãos’ camuflados por um aparente ‘sim’. Cheios de uma empolgação momentânea e que não resistem ao crivo do tempo e das vicissitudes da vida.

Por vezes o ‘não’ faz-nos provar da dor que é não fazer a vontade do Pai, que é distanciar-se dela. Então é lindo ver muitos que fazem como Pedro quando Jesus perguntava se ele O amava. “Jesus tu sabes tudo! Conheces o meu coração! Sabes quantas vezes já te dei ‘não’… Mas estou disposto a dizer meu ‘sim’ e renová-lo a cada dia! Sabes que sou fraco, mas sabes também que é sincero o meu desejo de dar-Te minha vida!”.

Esta atitude é a de um ‘sim’ que tem tudo para resistir às provas, tempestades e tribulações. Que o nosso ‘sim’ seja, de fato, SIM!

2° Congresso de Cura e Libertação em Forquilha-CE

O Congresso de Cura e Libertação que neste ano esta em sua segunda edição, acontecerá no Ginásio Polo Esportivo Real Madrid nos dias 31/Agosto e 01 e 02 de Setembro, com o tema “Eu vos batizei com a Água ,mas ele, porém vos batizará no Espirito Santo” três dias de muito fogo do Espírito Santo e muita unção, para toda família, Com o Pregador IRMÃO TROVÃO, fundador da comunidade católica Combatentes na Fé.

Adquira já a sua pulseira para os 3 dias do congresso:
Em Sobral na Lojinha da Comunidade
Em Forquilha na Loja Mega Casa Prado
Valor da Pulseira: R$ 15,00 reais
Realização: Comunidade Católica Rainha da Paz – Forquilha

PROGRAMAÇÃO:

Sexta-Feira: (dia 31/08)
19:30 – Terço
20:00 – Louvor
20:30 – Pregação Irmão Trovão

Sábado (dia 01/09)
15:00 – Terço
15:30 – Louvor
16:00 – Pregação Irmão Trovão
17:00 – Intervalo
17:30 – Louvor
18:00- Pregação Irmão Trovão
19:00 – Adoração
19:30- Missa

Domingo ( dia 02/09)
08:00 – Terço
08:30 – Louvor
09:00 – Pregação Irmão Trovão
10:00 – Intervalo
10:15 – pregação Irmão Trovão
11:30 – Adoração

Local do Evento:

Viajantes que esquecem sua meta   

Li uma história em que um escritor famoso viajava num trem quando o fiscal lhe pede a passagem. O escritor a procura nos bolsos, mas não o encontra. O fiscal vendo a aflição do homem diz-lhe que está tudo bem, reconhecendo o célebre escritor. “Está bem para você, jovem, – replica o escritor – mas, para mim, como faço agora para saber para onde estou sendo levado?”. A situação do escritor é a mesma que muitos de nós experimentamos. Passamos pelos dias, desinteressados de nos preocupar com o fim último e o porquê da nossa existência. Em nossos dias, perguntamos como: “Que sentido nos faz continuar a correr?”, “O que realmente merece ser tratado como prioridade?”, “Para mim que valor tem a morte?”, estão cada vez mais distantes dos nossos pensamentos. 


Poderíamos dizer que cada vez mais as pessoas são, hoje, “como viajantes que esquecem sua meta”. Se nasce porque  se nasce, se sorri porque se sorri, se chora porque se chora, se morre porque se morre. E tudo acaba ali, em um viver inconcebível e superficial. “Ninguém está mais perdido do que aquele que não sabe onde se encontra: não sabe de onde vem nem para onde vai” (Sta. Faustina) 

 

Você sabe onde se encontra? Sabe de onde vem? Para onde vai? Que representa a morte para você? A morte não é o fim. É só passagem, a porta para uma experiência muito mais intensa com o Amor de Deus. Gosto da seguinte comparação: o bebê quando está na barriga da mãe considera este o melhor lugar para estar. Passar pela estreita porta do nascimento lhe causa dor. Ele chora, mas depois que está nos braços da mãe amamentado por ela e contemplando o seu rosto, seu último pensamento seria o de retornar à barriga da mãe. Assim também nós consideramos esta vida o melhor lugar para estar. Como essa vida é maravilhosa! Que maravilha esse mundo que Deus criou! Passar pela porta estreita da morte nos causa dor. Choramos. Choram os que nos amam. Mas depois que estivermos nos braços de Deus, vivendo com plenitude a amizade iniciada nesta vida, contemplando o Seu rosto, nosso último pensamento será o de retornar para a vida terrena. A experiência com o Amor de Deus nesta vida é o segredo para perdermos o medo da morte. Peça agora a graça de viver essa amizade com Deus. Ele te ama. Deseja que você O encontre. 

 

A amizade iniciada nesta vida cheia de limitações será plena na vida eterna. A voz de Deus será ouvida claramente. O seu rosto será visto plenamente. Poderemos dizer: “Sua voz é cheia de doçura, tudo nele é encanto. Assim é o meu Amado, assim é o meu Amigo.” (Ct 5,16) 

 

Tásia Maria Montenegro Santiago 

Fundadora da Comunidade Católica Rainha da Paz 

Ele não é nosso inimigo. Ele é Deus que se revestiu de nossa humanidade.

Por que saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor?

Era com essa pergunta que o Senhor nos interpelava no retiro da Comunidade de Vida em Julho de 2018. Uma pergunte que nos atingiu até os ossos, nos levando a uma profunda reflexão.

Muitas vezes, esquecemos quem somos e para que fomos criados. O pecado roubou de nós, a visão daquele que por amor nos criou e por amor nos quis para ele. Ele nunca foi uma ameaça para nós, pelo contrário, com sua providência nos cercou de cuidados e conheceu nossa necessidade mais verdadeiras e profundas, como um Deus amoroso. Ele sempre quis nos conduzir como um pai que tem sobre seu colo uma criança indefesa e necessitada de todo carinho e cuidado. O seu desejo muito mais do que ser amado, era o de nos amar, pois ele não carece de amor, ao contrário, é a própria fonte do amor. Deseja sim, que confiemos nele e nos deixemos amar por ele. Essa resposta a esse amor se manifesta no reconhecimento de sua infinita bondade e na adesão pela fé a esse amor que tudo pode.

Porém, o opositor do amor, por inveja do amor com que era amado, envenenou-nos, fazendo-nos querer nos separar do Amor, passando da confiança para a desconfiança a ponto de nos esconder-nos daquele que quis de dar a conhecer a nós em cada detalhe de sua criação.

Esse afastamento e desconfiança nos fez olhar para o Amor como um inimigo, enquanto o verdadeiro inimigo ficava oculto. Nos fez cada vez mais nos armar contra nosso Benfeitor fazendo dele nosso malfeitor.

Como se não bastasse, nos amar, nos sustentar e tudo providenciar para nós, não suportando nos ver mergulhados na mentira e engano. Veio a nós como a Verdade. Essa Verdade apontava para a nossa verdade mais profunda e essencial: somos filhos do Amor. Nascemos dele e para ele existimos. Essa verdade não pode ser calada, e mesmo em silêncio, nos fala Daquele que nos ama eternamente e apaixonadamente. No entanto temos ido a ele com nossas desconfianças é medo, armados até os dentes contra a Verdade, por medo de nos descobrirmos em nossa primeira vocação: sermos amados e alvos do Amor. Por que vamos a ele armados? Ele não é nosso inimigo. Ele é Deus que se revestiu de nossa humanidade, para se aproximar de nós e tocar a belíssima música de nossa verdade. Olhemos para Ele e deixemo-nos olhar por Ele. Ele nos ama e está disposto a sacrificar Sua vida por nós. Aproximemos-nos sim dEle, desarmados, com confiança, e deixemos que seu amor nos devolva ao Amor. Deus nos abençoe.

Tony Castro

DEUS É SEMPRE DEUS

No texto do livro dos Atos dos Apóstolos no capítulo 16, 25-34, narra o episódio onde Paulo e Silas, depois de terem sido presos e açoitados com varas, foram levados à cela mais escura e ainda com os pés presos. Já imaginou coisa semelhante com você? Depois de ter anunciado o Evangelho, de ter feito o bem a uma pessoa tendo expulsado dela um demônio, justamente por causa disso, ser preso e açoitado… O que passaria em nossa cabeça estando lá na prisão?  

Talvez, elencássemos todos os motivos do mundo para esbravejar, para murmurar, para repensar se valia a pena continuar anunciando o Evangelho. Queremos ser sempre bem 27acolhidos, reconhecidos, aceitos e bem quistos nos lugares e com as pessoas às quais anunciamos o Evangelho. Porém, o Evangelho nem sempre será bem acolhido pelas pessoas. Encontraremos muita resistência ao falarmos de Jesus. E foi o que aconteceu com Paulo e Silas. No entanto, eles não perderam o ânimo. Por certo, tinham o coração inteiramente inflamado de amor por Jesus a ponto de ver nessa situação não um motivo para desistir, mas de provar o seu amor por Ele e unir-se mais estreitamente Àquele que amavam. 

Paulo e Silas tinham o coração tamanho amor que encontraram motivos para louvar ao Senhor. E não perderam tempo. À meia-noite começaram a entoar um grande e poderoso louvor. Oh! Como é agradável e forte o louvor que um coração eleva no meio do sofrimento! Esse louvor é capaz de quebrar as cadeias, de abrir as prisões, de libertar os cativos. Por isso, mesmo quando tudo estiver absurdamente ao contrário do que você imaginava, faça como os apóstolos que, com o coração apaixonado por Cristo, entoaram louvores. 

Foi tal o poder do louvor que eles e os outros prisioneiros foram libertos e puderam sair da prisão. Porém, é importantíssimo que se diga, ainda que não tivesse acontecido nada disso. Ainda que as correntes que prendiam os apóstolos não tivessem sido abertas, ainda que eles permanecessem presos, ainda assim, Deus é Deus. O Senhor continua sendo Deus ainda que o milagre não aconteça. Eles não louvaram para serem libertos das prisões. Eles louvavam reconhecendo o amor de Deus mesmo naquela situação, louvavam por se assemelharem ao Cristo em seus sofrimentos. Era um louvor desinteressado dos milagres. Era uma expressão de amor de seus corações.  

Portanto, meus irmãos, mesmo em situações adversas aprendamos o louvor. E ainda, mesmo que nada mude, Deus é digno do nosso louvor.  

Ressurreição, força que transforma tudo!

Ressurreição, vida nova, novos hábitos, nova mentalidade, nova criatura em Cristo. Dizer que se vive uma vida nova e manter hábitos ou costumes do homem velho é não entender os efeitos bem práticos da ressurreição em nossas vidas.

Vida nova é dar o perdão àquela pessoa que te feriu ou magoou. Ressurreição é arrepender-se do que disse ou do que fez e ter a liberdade e a coragem de pedir perdão. Ser nova criatura é dar um abraço no seu pai e, dizendo que o ama, quebrar a indiferença ou a distância que antes existia. É ter a santa teimosia de viver, nos tempos de hoje, a castidade. É viver na alegria de acolher os filhos e não fechar-se à vida. É não deixar-se contaminar com o hedonismo deste mundo, mas acreditar que não nascemos para o prazer e sim, para ser felizes e nossa felicidade está em Deus. É cultivar em nossas casas o hábito de rezarmos juntos e não nos deixarmos engolir pelo corre-corre da vida. É, na verdade, ter os cristãos fazendo um grande coro de vida num grito em uníssono que o Evangelho não é papel apenas, mas é vida em nosso dia-a-dia.

Deixemos que a força de Cristo entre em “nossos túmulos”, remova nossas pedras e que refulja a luz de Jesus que vence nossas trevas, que faz o grande milagre de transformar pecadores em santos, homens e mulheres acanhados em arautos do Evangelho. Ressurreição que expulsa a tristeza, os medos e nos faz adentrar na grande “aventura” cheia de alegria e desafios de ser cristãos, de amar a Deus e deixar-se transformar por Ele e de ser suas testemunhas aonde quer que estejamos.

Desejo que a força transformadora do Evangelho o envolva e o faça, de fato, uma nova criatura, com novos hábitos cotidianos que modifiquem, ainda que paulatinamente, não só você mesmo, mas as pessoas que se encontrarem com você e ambientes que você frequenta.

Vida nova para você!

 

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Corramos para anunciar: Cristo Ressuscitou

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu verdadeiro significado. Para além dos chocolates e presentes, qual o verdadeiro sentido da Páscoa?

A Páscoa Cristã é a celebração da Ressurreição de Jesus Cristo. Para entender a celebração da Páscoa é necessário ter presente que a Páscoa Cristã tem íntima ligação com a páscoa hebraica, que é a celebração da libertação dos hebreus, quando eram escravos no Egito. O palavra hebraica para Páscoa é Pesach e significa “passar além”, “ultrapassar” e deriva da narração da décima praga contada pelo livro do Êxodo 12, quando o Senhor viu o sangue do cordeiro nas portas dos hebreus e “passou além”, poupando-os da morte dos primogênitos. Depois disso, Moisés diz ao povo: “Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da casa da escravidão”(cf.: Ex 13). A partir desse momento a festa da Páscoa é celebrada.

Com o Cristianismo, qual o significado da Páscoa para nós?

Assim como o Todo poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quis nos libertar da escravidão do pecado e da morte, e pra isso, enviou seu Filho, o Cristo, nossa Páscoa, que foi sacrificado por nós ,para que não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna. Celebrar a Páscoa é celebrar a liberdade conquistada por Cristo, na Cruz, para todos nós.

E na Cruz, a morte é vencida. A vida ganha força, e com Cristo posso tomar posse da certeza que nenhum resquício sequer de morte tem poder sobre mim, posso anunciar para o mundo, especialmente em tempos de “cultura de morte” que a vida já é vencedora, que a vida de Cristo é tão forte que nem a morte pode Lhe deter. É Páscoa todos os dias, posso festejar a Ressurreição que me foi concedida gratuitamente, e como diz São João Paulo II “o mistério da Ressurreição permanece no próprio coração de cada morte humana” .

E na Cruz, o pecado é enfraquecido. Páscoa também é celebrar o grande mistério da Reconciliação, Cristo reconcilia o homem de uma vez por toda com Deus, é também São João Paulo II que nos diz “E o Mistério Pascoal da Reconciliação permanece na profundidade do mundo humano, e de lá ninguém o arrancará.” Ninguém, nada! Nem o seu maior e pior pecado, nem os piores pecados de todos os pecadores do mundo todo poderiam apagar essa graça que é a reconciliação do homem com Deus por meio do sacrifício salvífico de Cristo.  Esse ato extremo de amor do Cristo por nós foi tão grandioso que alcançou os homens de todos os tempos.

O que nos foi concedido por Deus, por meio de Cristo, é tão maravilhoso que tolos seríamos se nos prendêssemos ainda aos apelos comerciais dos chocolates e coelhinhos.

Corramos para anunciar: Cristo Ressuscitou, verdadeiramente! Cristo venceu a morte e o pecado!

Isso sim é uma Feliz Páscoa!

Celebremos então a liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz para todos nós!

Hoje festejamos a Ressurreição! Hoje festejamos a Reconciliação.

O mistério da Ressurreição permanece no próprio coração de cada morte humana. O mistério da Ressurreição permanece no coração das multidões, no coração de multidões inumeráveis: das Nações, das diversas línguas, raças, culturas e religiões. O Mistério Pascal da Reconciliação permanece na profundidade do mundo humano. E de lá ninguém o arrancará! 

 

Zeneide de Aguiar – Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz

 

 

 

 

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia?

Se tornou hábito chamar o Sábado Santo de Sábado de Aleluia, mas não é tão correto o chamá-lo assim, o certo é chamá-lo mesmo de Sábado Santo ou Sábado do Silêncio, pois durante o dia, Cristo ainda está morto no túmulo, então por isso não se deve cantar aleluia.

Durante o dia, as igrejas permanecem fechadas e não há celebração de sacramento algum. E alguns lugares a igreja permanece aberta, com a imagem de Nosso Senhor Morto exposta para a veneração dos fiéis e em alguns outros lugares por tradição histórica, durante o dia é rezado o “Ofício de Trevas”, e este ofício não é a Santa Missa. E também durante o sábado, os altares continuam desnudos como na sexta feira santa e as sacras imagens continuam envoltas em um paramento roxo (onde é tradição fazer isto). Também não pode adorar o Santíssimo Sacramento durante este dia.

Ao pôr do sol do sábado santo, é celebrada a Vigília Pascal da Ressurreição Senhor. Esta Vigília pode começar a ser celebrada a partir das 18:00 horas, mas o horário pode variar de local para local e esta pode-se iniciar até as 23:00 horas, mas ela nunca pode começar antes do sol se pôr. Ela é dividida em 04 partes principais. A benção do Fogo novo: Onde o círio pascal é abençoado e aceso e em seguida é cantado o “Exulte”, proclamando a ressurreição de Cristo. A rica Liturgia da Palavra: Composta de 09 leituras do AT e 01 leitura do NT e o Santo Evangelho (entre uma leitura e outra, é cantado um Salmo Responsorial). A Liturgia Batismal: Nesta liturgia é água do batismo é abençoada e as promessas do batismo são renovadas; se tiver alguma pessoa a ser batizada, ela é batizada naquele momento e se por acaso não houver, somente há a aspersão da água sobre a assembleia presente. A última parte é a Liturgia Eucarística, ou seja, a Santa Missa em si.

Onde é tradição, se realiza ainda na madrugada logo após a Vigília, a Procissão da Ressurreição com o Santíssimo Sacramento. Em alguns lugares, por tradição histórica também, a Procissão da Ressurreição é realizada no Domingo de Páscoa pela manhã e em algumas cidades, esta procissão segue o mesmo estilo da Procissão de Corpus Christi, com a ornamentação das ruas. A cor litúrgica da Vigília Pascal, é o branco ou dourado, lembrando a gloriosa ressurreição de Cristo. Santo Agostinho lembra, que a Vigília Pascal é a mãe de todas as outras vigílias. Lembrando que, a Vigília Pascal tem que se iniciar sempre após o pôr do sol do sábado, nunca antes e tem que terminar antes do amanhecer do Domingo de Páscoa.

Jeová Junior

Consagrado da Comunidade Católica Rainha da Paz

“Eu darei a minha vida por Ti!”

Foi essa frase que Pedro disse tão cheio de segurança para Jesus. Achava que nunca iria deixá-Lo e iria segui-Lo em qualquer circunstância. Não tinha se deparado ainda tão claramente com suas inconsistências e fraquezas. Neste momento, nunca passaria pelo coração de Pedro uma frase como: “Eu não O conheço!”. Por três vezes ele negou Jesus. Então eu pergunto: “E nós? Será que também não negamos o Senhor ainda hoje?”.

Negar Jesus hoje não significa dizer tão explicitamente como Pedro um “eu não O conheço”. Na verdade, são os inúmeros ‘nãos’ ditos implicitamente, ou mesmo discretamente. E o pior, constantemente. Para Pedro, dizer um ‘sim’ a Jesus naquela situação era comprometer-se inevitavelmente. Era, talvez, ter a mesma sorte que Jesus. E aquela situação era bem diferente da ocasião da entrada em Jerusalém, onde se podiam ouvir os ‘hosanas’, os gritos de ‘bendito o que vem em nome do Senhor’, a aclamação do povo… Nessas circunstâncias é bem mais fácil dizer que conhece Jesus.

Não negar Jesus hoje é ter a coragem de comprometer-se com Ele. Num tempo em que o Evangelho, as coisas sagradas e mesmo a Igreja, Corpo Místico de Cristo, é posta de lado, nós precisamos dizer com nossas palavras e nossa vida: “Eu O conheço e estou com Ele, sim!”. Essa coragem e força não são meros bons propósitos ou simples boa vontade – embora sejam necessários -, mas são fruto de quem sabe que já negou o Senhor e que recebeu misericórdia para um recomeçar. Essa decisão é fruto de um derramamento do Espírito que faz como no dia de Pentecostes: transforma homens medrosos em verdadeiros arautos do Evangelho, com coragem de não só proclamar o Evangelho, mas de gastar-se numa verdadeira doação de vida por amor e comprometimento com Jesus.

Quantas vezes já negamos o Senhor? Na verdade, isso não importa muito! O que importa realmente é que Ele nos dá uma nova chance hoje de não negá-Lo. Ele nos dá a força necessária para enfrentarmos todos os obstáculos e, profundamente conhecedor de nossas fraquezas, continuarmos firmes numa decisão decidida de ir até o fim com Jesus.

Tupy Ponte – Consagrado da Comunidade Católica Rainha da Paz