MENSAGEM DA RAINHA DA PAZ EM 25 DE JUNHO DE 2019

“Queridos filhos! Agradeço a Deus por cada um de vocês. De maneira especial, filhinhos, Eu lhes agradeço por terem respondido ao meu chamado. Eu os preparo para novos tempos, de modo que vocês fiquem firmes na fé e perseverantes na oração, de maneira que o Espírito Santo aja através de vocês e renove a face da terra. Eu rezo com vocês pela paz, que é o dom mais precioso, ainda que Satanás queira a guerra e o ódio. Vocês, filhinhos, sejam as minhas mãos estendidas e caminhem orgulhosos com Deus. Obrigada por terem respondido ao meu chamado.”

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

“Pedi e vos será dado, procurai e encontrareis, batei e a porta vos será aberta.” (Mateus 7,7)

A Oração é a intenção comprometida com o reconhecimento de que somente Deus é capaz de nos prover em todas as nossas necessidades do corpo e da alma. É a através dela que exercitamos a esperança de alcançarmos a santidade que a todos nós foi concebida através do sacramento do batismo.
Através da leitura orante da Bíblia, podemos encontrar com muita clareza diversas passagens indicando a essencialidade da oração: “É preciso rezar sempre e nunca descuidar” (Lc 18, 1). “Vigiai e orai para não cairdes em tentação” (Mt 25, 41). Dentre tantas que possamos encontrar na Bíblia, Deus sempre nos revela a importância de perseverar e manter-se em oração.
Orar deve ser sempre a primeira ação, com permanência, assim como a última disposição em cada acontecimento diário em nossas vidas. Sem a graça de Deus, sequer podemos pensar em fazer algo, ainda que seja o bem! “Sem Mim nada podereis fazer” (Jo 15,5). Quanto mais se reza, despertamos o amor por Deus e passamos a compreender que esse amor se completa nas pessoas que de nós se aproximam. É como experimentar de um alimento que nos causa insuportável vontade de fazer com que os outros também possam saboreá-lo.
As orações nos movem a enxergar o que nos afasta de Deus, nos leva a reconhecer o caminho para a nossa salvação, revela-nos a verdade desconhecida ou ignorada de nossas almas e nos aproxima do único que pode nos dar a vida! Nossas almas são sustentadas pela oração. “É o princípio, o progresso e o complemento de todas as virtudes”. (São Carlos Borromeu).
As tentações e todas as formas de maldade a que nos quer submeter o inimigo de Deus e nosso (o diabo) são afastadas e retiradas de nosso convívio, se através da oração nos recomendamos em tudo a Deus. Na oração do Pai Nosso e na Ave Maria, encerramos cada uma delas com o pedido de que estejamos livres das tentações e do mal, no (Pai Nosso), assim como da morte (Ave Maria). Diante dessas circunstâncias, se verdadeiramente desejamos abominar o que nos causa a perdição de nossas almas, clamando ao Pai Eterno e a Virgem Maria, o mal não subsistirá!
Recorrer ao auxílio e proteção de Deus em todas as situações, antes, durante e depois, entregues a sua divina vontade e sabedoria, nos trará a certeza de receber o que nos for justo ao juízo de Deus, ou negado por Ele por sua justiça para nosso maior bem e salvação.
A fraqueza do Pai é a oração sincera e amorosa do filho que clama e suspira por sua misericórdia e compaixão. Ele que sofreu todas as dores do mundo sabe exatamente o que é não poder lutar e salvar a si mesmo, pois há entre nós poderes que superam nossa condição humana. Ele não consegue resistir a oração dos que justamente reconhecem a sua divindade e paternidade, porque tem sede e saudade eterna desta dependência amorosa. Ele espera com toda a paixão que recorramos a Ele, sem limites, setenta vezes sete!
Seja no amor, na dor, na glória, no sucumbir, e em todas as nossas necessidades; seja mais ainda quando uns pelos outros recorremos a Ele, assim como prova de que demonstramos a vivência desta prova maior de seu amor (amar uns aos outros), Ele está ávido para atender as nossas súplicas. Somos Dele, criados e sustentados por sua graça, honra, glória e misericórdia. Cabe somente a Ele nos manter e fortalecer como membros vivos do Seu Corpo e Espírito, conduzidos por Seu Filho Jesus Cristo que nos rege e ilumina em sua direção; ainda sobre a proteção daquela que é toda oração e forma de santidade, Maria Santíssima a Rainha da Paz, ocupar nosso lugar no céu, promessa do Filho que nos deixou aos cuidados do Espírito Santo a aguardar sua volta! Nunca pare de rezar!
LARLEY PRADO PASSOS

TESTEMUNHO DE RAIANE LINHARES

Meu nome é Raiane, tenho 28 anos, sou Pré Discipula 1 da Comunide Rainha da Paz, minha familia sempre foi catolica, fui criada com meus avós maternos e eles sempre me ensinaram os valores cristãos, lembro que todos os dias minha vó rezava o rosario, e no ultimo terço dela 6 hrs da noite , eu tinha que rezar com ela, as veses eu me escondia dela pra nao rezar mais ela me achava, minha Vó sempre foi muito catolica devota de nossa senhora e Santa Clara, a qual eu tambem me tornei muito devota de Santa Clara sem saber o nome da santa, so mesmo porque via minha vó rezar aos pés dela todos os dias, na adolescencia participei de grupo de oraçao no sertao que eu morava em Aracatiaçu .
Com o passar dos anos meus avós faleceram, ai fui perdendo a essencia da oraçao na minha vida, nao rezava mais, decidi trabalhar muito cedo fiz muitas escolhas erradas, e fui cada vez mais me afastando de Deus, porém aquela essencia existia dentro de mim. (Sempre via a mão de Deus agindo em mim) , mais eu nao conseguia me voltar pra Deus, muitas veses me senti só sem ninguem, mesmo estando rodeada de pessoas, mesmo tendo tudo que eu queria , me sentia uma pessoa vazia. Assim que cheguei aqui em Sobral para morar, recebi varios convites para participar de grupos de oraçao na comunidade , porem nunca ia. Certo dia vi uma postagem de um amigo no instagram convidando para o grupo Renascidos pelo espirito santo, e resolvi ir, dia 06/ 07/ 2017, me senti super acolhida por todos, isso foi o que me fez voltar mais veses, e ai comecei a participar do grupo todas as quinta – feira, e eu via que o grupo nao era suficiente pra mim, eu queria mais, e ai comecei ir a missa todos os dias, e sempre meu coraçao pedia mais, daí comecei a ir pra capela no horario do meu almoço, até então eu nao sabia que Santa Clara era baluarte da comunidade, um dia eu fiquei observando aquela imagem e perguntei a uma pessoa quem era aquela santa, pra minha surpresa era Santa Clara, e lembrei no mesmo instante da ´minha vó, me senti tão amada naquele dia, eu vi como eu era protegida por nossa senhora, por ter me levado para os braços dela, mesmo sendo tao pecadora, ela nao me abandonava.
A minha primeira esperiência com Deus foi em uma quinta – feira no grupo Renascidos, em um momento de louvor, lembro que eu ja nao aguentava mais lutar, eu queria muito e quero fazer a vontade de Deus, porém a vida que eu tinha eu teria que deixar pra tráz, largar tudo, e recomeçar, mais eu sempre me esquivava, tinha medo, e todos os dias eu pedia forças ao senhor para fazer a vontade dele, mais nao era e nem foi facil, porém todos os dias o senhor me conquistava mais e mais, eu lembro que eu ia pra capela rezar e falava pro senhor que nao ia fazer a vontade dele que ia desistir, mais quando eu saia de la, eu saia mais forte ainda e levantava, todos os dias ao ir para a cappela, eu tinha uma nova experiencia com o senhor, pois ele me ganhava mais e mais, eu conseguia explicar, era uma paixao tao grande que eu queria estar lá toda hora, os momentos livres eu estava lá adorando, e eu decidi sair daquela vida velha, e acolher o novo do senhor na minha vida, o tempo foi passando e eu fui percebendo que era uma vida nova que o senhor estava me dando a graça de te-la.
No final de 2017 soube do vocacional que iria ter na comunidade, e eu quis saber o que era, e eu via como a mao de DEUS me mostrando o caminho que eu deveria percorrer, pois o desejo do meu coraçao era sempre mais, pra mim era pouco o que eu fazia para Deus, ele me tirou de um abismo tão alto, que o que eu fizesse era pouco, pelo tamanho do amor dele por mim, e com o passar do tempo no vocacional, eu fui vendo que o senhor vinha me moldando com algumas vivencia do carisma Rainha da Paz e eu fui me abrindo a vontade dele, hoje eu sou verdadeiramente renascida pelo espirito santo como diz o nome do meu grupo de oraçao. Pelas graças do senhor eu fui renascida e hoje sou uma nova pessoa, VIVA, FELIZ E TEMENTE A DEUS.
Hoje eu louvo e bendiggo a DEUS por esse carisma que assim como me resgatou, resgata muitas pessoas ´´O senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome´´essa frase define toda a minha vida, hoje estou no pre discipulado I com a graça do meu senhor para fazer a vontade dele, até o céu.

Um diálogo do céu.

Carolina não encontra o amor de Deus, ela anda pelas ruas de sua cidade meio perdida e sem sentido. Mas como viver sem o amor de Deus? Carolina adora caminhar sem compromisso refletindo sobre a vida, mas onde está o sentido de tudo? A cada esquina que ela dobra de sua pequena cidade do interior a paisagem tenta surpreendê-la com um verde mais vivo, com um vento mais agradável, e o crepúsculo da tarde parece suspirar: Ah! O amor de Deus… Ela quase pode sentir uma paz, mas logo seus pensamentos lhe distraem. Ela anda tão distraída e interessada no extraordinário e no sobrenatural, que esqueceu que o amor de Deus é simples, se dá de forma natural e ordinariamente nos detalhes da criação.

Certo dia Carolina sentou-se na praça central de sua cidade e um senhor de idade, de olhar sereno, pediu-lhe permissão para sentar-se ao seu lado. Ele trazia em suas mãos um livro que despertou a curiosidade da jovem.

– Senhor, que livro é esse?

– Se chama Um diálogo do céu.

– E como funciona esse diálogo?

– A cada questionamento que você tiver alguém do céu deixou uma resposta. Quer tentar?

A menina se encheu de esperanças e balançou a cabeça num gesto positivo e olhar ansioso. “Será verdade?”, pensou. Carolina começa:

– Onde encontro o amor de Deus?

O senhor abre uma página do livro e logo lê o primeiro recado:

“Tarde Vos amei, 
ó Beleza tão antiga e tão nova, 
tarde Vos amei! 
Eis que habitáveis dentro de mim, 
e eu, lá fora, a procurar-Vos! 
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. 
Estáveis comigo e eu não estava Convosco!”.
Santo Agostinho.

A jovem menina fez um grande silêncio, e imediatamente veio na sua mente a imagem do verde iluminado pela cor amarelada do crepúsculo. E diante da ideia “habitáveis dentro de mim”, Carolina se volta pela primeira vez para o seu interior. Pensou consigo: “Deus habita em mim?”.

– Mas como encontrar a felicidade que eu desejo? Qual o sentido da vida?

“Renuncie aos desejos, e encontrarás o que o seu coração deseja.”. São João da Cruz.

“Confie as sua fraquezas à Divina Providência.”. Padre Pio.

“O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado.”. São João da Cruz.

“Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. Quem tem a Deus, nada lhe falta. Só Deus basta.”. Santa Tereza Dávila.

Carolina voltou para sua casa ruminando tudo o que tinha ouvido daquele senhor, as palavras pareciam ter um poder de convencimento, força e a propriedade de quem viveu essa verdade. Na tarde seguinte, Carolina tomou uma importante decisão: “Chega de resistir, chega de procurar pelo meu conceito de Deus e do Seu amor, pois Deus não muda, Ele está dentro de mim. A vida simplesmente acontece, e a Divina Providência trata de me dar a força para viver o hoje como suas alegrias e sofrimentos diários. A felicidade é uma escolha, sou eu quem escolho ser feliz, sou eu quem escolho dar ou não sentido pra minha vida.”.

Naquela tarde ela pôde experimentar a paz e a tranquilidade de quem se abandona ao amor de Deus, sem exigências nem burocracias, apenas a confiança, o abandono da criatura nas mãos do Criador em meio à criação, abandono de uma filha que se reconhece amada na sua identidade.

Pare de procurar fora, confie e se abandone ao amor de Deus. Faça a sua escolha pela verdadeira F E L I C I D A D E.

A Essência do namoro

Quando você vai comprar um sapato ou um vestido, não leva para casa o primeiro que experimenta, é claro.   Você escolhe, escolhe… até gostar da cor, do modelo, do preço, e servir bem nos seus pés ou no seu corpo. Se você escolhe com tanto cuidado um simples sapato, uma calça, quanto mais cuidado você precisa ter ao “escolher” a pessoa que deve viver ao seu lado para sempre, construir uma vida a dois com você, e dando vida a novas pessoas.

Talvez você possa um dia mudar de casa, mudar de profissão, mudar de cidade, mas não acontece o mesmo no casamento. É claro que você não vai escolher a futura esposa, ou o futuro marido, como se escolhe um sapato. Já dizia o poeta que “com gente é diferente”. Mas, no fundo será também uma criteriosa escolha.

A preparação para o seu casamento começa no namoro, quando você conhece o outro e verifica se há afinidade dele com você e com os seus valores. Se o seu namoro for sério, seu casamento não será um tiro no escuro, e nem uma roleta da sorte. O seu casamento vai começar num namoro. Por isso, não brinque com ele, não faça dele apenas um passatempo, ou uma aventura; você estaria brincando com a sua vida e com a vida do outro. Só comece a namorar quando você souber “porque” vai namorar. Mais importante do que a idade para começar a namorar, 15 anos, 17 anos, 25 anos, é a sua maturidade. A idade em que você deve começar a namorar é aquela na qual você já pensa no casamento, com seriedade, mesmo que ele esteja ainda longe.

Para que você possa fazer bem uma escolha, é preciso que saiba antes o que você quer. Sem isto a escolha fica difícil. Que tipo de rapaz você quer? Que qualidades a sua namorada deve ter? O que você espera dele ou dela? Esta premissa é fundamental. Se você não sabe o que quer, acaba levando qualquer um… Os valores do seu namorado devem ser os mesmos valores seus, senão, não haverá encontro de almas. Se você é religiosa e quer viver segundo a Lei de Deus, como namorar um rapaz que não quer nada disso? É preciso ser coerente com você.

Não renuncie os seus autênticos valores na escolha do outro. Se é lícito você tentar adequar-se às exigências do outro, por outro lado, não é lícito você matar os seus valores essenciais para não perdê-lo. Não sacrifique o que você é para conquistar alguém. Busque sempre as leis de Deus e faça que Ele venha primeiro.

Rafael Rodrigues Carneiro – Pré-Discípulo 2

TESTEMUNHO DE LUIS GUILHERME FERREIRA

Meu nome é Guilherme, sou Pré Discípulo 1 da Comunidade Rainha da Paz. Minha chegada na comunidade se deu a mais de dois anos atrás, através de vários convites feitos por minha prima que eu relutava a não aceitar. Até que uma dia eu decidi ir. Ao chegar me deparei com algo que para mim foi uma surpresa: Jovens alegres, que louvavam, dançavam, e rezavam de uma maneira que eu olhava e via o Amor, a sinceridade em seus corações, e isso foi me entusiasmando cada vez mais. Cada sexta-feira que eu voltava lá Deus tinha algo novo para me falar, e fui me apaixonando cada vez mais. Foi quando vi que o jeito daquelas pessoas tinha algo em comum com o meu, que elas também tinham algo que não era forçado, mais algo espontâneo que vinha do coração de Deus. Um ano depois entrei no vocacional onde Deus descortinou o Carisma para que eu encontrasse nele o meu motivo de viver. Hoje louvo e bendigo a Deus por que, pela sua graça, hoje como Nossa Senhora eu posso exclamar: “O Senhor fez em mim maravilhas e Santo é o Seu Nome”. Eu tomei um grande carinho por um jovem que está em processo de beatificação, o venerável Carlo Acutis, que diz: “Encontre Deus e encontrarás o sentido de sua vida”.

Com quem namorar?

Normalmente é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda de certa forma a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que vive os valores que você preza.

Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Sinta primeiro, através de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com esta pessoa que você deve namorar. É o primeiro filtro, que tem a grande vantagem de não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.

Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura dos pais, logo as famílias são também envolvidas, e isto faz o namoro se tornar mais compromissado.

Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rápido porque você logo se decepcionou com o outro. Isto poderia ter sido evitado se antes vocês tivessem sido bons amigos.

Infelizmente a nossa sociedade trocou a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca como hoje as cidades estão tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc…

Investe-se ao máximo naquilo que é a mais inferior dimensão do ser humano – embora importante -o corpo.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu coração bom, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

Se você comprar uma pedra preciosa só pelo seu brilho, talvez você acabe adquirindo uma “jóia” falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”.

Se você se frustrar no plano físico, poderá ainda se realizar nos níveis superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.

Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem propagandas dos “shampoos”; mas isto não é o mais importante, porque acaba.

A vida é curta – mesmo que você jovem não perceba – e, por isso, não podemos gastá-la com aquilo que acaba com o tempo. O grande segredo de um início de namoro santo se dá pelo dialogo e pelas graças de Deus.

Portanto, saiba discernir, de olhos abertos; e não se deixe cegar pela paixão da sensibilidade ou da carne. O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Rafael Rodrigues Carneiro – Pré-Discípulo 2

Amar plenamente a Deus (Estados de Vida)

Quando falamos de amar a Deus encontramos o resumo que o próprio Jesus faz quando questionado por um mestre da Lei: “Mestre, o que devo fazer para possuir a vida eterna?” (Lc 10,25).“Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.” (Dt 6,4-5)Este mandamento seguido do amor ao próximo resume o que precisamos fazer para irmos em santidade ao encontro do Senhor no nosso último dia, irmos para o céu. E quem é que não quer ir para o céu? Quem não quer viver eternamente? Quem não quer viver para sempre junto ao Sumo Bem? Até mesmo ateus, pagãos, apóstatas e todos nós seres humanos pecadores, se soubéssemos verdadeiramente que Deus, como diz a Palavra, é o único Senhor, que criou todas as coisas, que nos ama com amor eterno e só Ele, em seu Filho Jesus Cristo, tem palavras de vida eterna; todo ser humano buscaria incessantemente amar a Deus, de todo o coração, de toda a alma e com todas as forças. Em outras palavras, todos nós buscaríamos a santidade.

Então por que nós, cristãos, católicos, batizados, cheios da graça santificante advinda dos sacramentos, muitas vezes não amamos a Deus? Por que muitas vezes agimos como se não o conhecêssemos? É exatamente porque não o conhecemos. Só se ama quem se conhece. Como podemos conhecer a Deus se não o buscamos?

São João vai dizer na sua primeira carta: “Aquele que diz conhecer a Deus e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele” (1Jo 2,4). Acontece que guardar os mandamentos não se resume aquilo que diz cada Mandamento ao pé da letra. Quem nos ensina a interpretação da Lei e da Palavra de Jesus revelada no Evangelho é a Tradição e o Magistério da Igreja. Quantos de nós católicos já lemos a Bíblia toda? Quantos de nós temos uma vida de oração diária com a leitura da Palavra de Deus? Quantos de nós conhecemos sequer uma parte do Catecismo da Igreja Católica? Precisamos buscar a Deus na oração e nos estudos da Palavra, dos documentos da Igreja e da vida dos Santos.

É num desses documentos da Igreja que o Papa Paulo VI, no Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen Gentium, nos ensina algo muito valioso para os nossos tempos sobre a santidade.

“Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com edificação do próximo; aparece dum modo especial na prática dos conselhos chamados evangélicos. A prática destes conselhos, abraçada sob a moção do Espírito Santo por muitos cristãos, quer privadamente quer nas condições ou estados aprovados pela Igreja, leva e deve levar ao mundo um admirável testemunho e exemplo desta santidade.”

Estas palavras nos falam da vocação universal à santidade. Todos nós seres humanos somos chamados a alcançar essa perfeição da caridade. Amar plenamente a Deus. Mas poderíamos agora perguntar: “Como se fará isso?” (Lc1, 34b). O Espírito Santo é criativo e suscita na Igreja diversas formas de viver a santidade, contudo cada uma delas tem o seu modo de manifestar essa santidade segundo o seu ESTADO DE VIDA.

Os Estados de Vida são formas de viver nesta terra que determinam como será a resposta de cada indivíduo ao chamado comum à santidade. São eles o Matrimônio, o Celibato e o Sacerdócio. Estas formas de vida estão presentes na vida da Igreja, no clero comum, nas congregações, institutos religiosos e em cada família, Igreja Doméstica, ao redor do mundo. Mas é interessante notar que, pela primeira vez na história da Igreja surge um movimento que traz em sua composição a presença, em vida fraterna e comunitária, dos três estados de vida convivendo e partilhando de uma mesma vocação específica; são as Novas Comunidades. Nós Comunidade Católica Rainha da Paz partilhamos desse novo de Deus para o mundo e por isso traremos aqui não só o que é cada estado de vida, mas também aquilo que nosso carisma vivencia na comunhão de três realidades tão belas e santas de nossa Igreja.Cada estado de vida é santo e tem sua importância essencial na vida cristã. Cada um deve escolher o seu estado de vida segundo seu próprio desejo, sua oração e sua história de vida.

Primeiramente tratemos do Estado de Vida Matrimonial. “O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole.” (Catecismo da Igreja Católica, 1601). Hoje em dia este estado de vida é o mais escolhido em meio aos cristãos, contudo há uma crise no matrimônio, pois muitos não buscam o verdadeiro sentido deste sacramento, não buscamna graça de Deus a capacidade para vivê-lo e, como que engolidos pelo mundo, muitos acabam negligenciando a santidade a que são chamados a viver neste estado e até desistindo dele. É muito comum até mesmo entre católicos pensamentos e conversas que rebaixam a condição matrimonial a um mal, a uma usurpação da liberdade e da felicidade do homem moderno que foge de tudo o que é compromisso duradouro.

“A experiência de Deus no matrimônio na Comunidade Rainha da Paz acontece quando o esposo ou a esposa vive uma profunda experiência com Jesus Cristo e transborda essa experiência na doação ao seu cônjuge, na abertura à vida, na doação aos filhos e no acolhimento aos pobres e aos necessitados” (Documento da 3ª Assembleia Geral da Comunidade Rainha da Paz).

O que temos visto e testemunhamos com grande alegria são dezenas de famílias transformadas pela graça da vida no matrimônio; sejam nos membros internos e externos da vocação Rainha da Paz; sejam nos casais participantes dos nossos grupos de oração. Casais que têm uma vida de oração de intimidade com Deus, uma vida sacramental cotidiana, uma vida de castidade na negação ao adultério, aos métodos anticoncepcionais artificiais e abortivos e na educação de seus filhos e no serviço a Deus na radicalidade e liberdade do Evangelho.

Em seguida temos o estado celibatário, ou da virgindade consagrada. Aqueles homens e mulheres que, como disse o próprio Jesus, se tornaram “eunucos por causa do Reino de Deus” (Mt 19,12).“Forma eminente de se entregarem mais facilmente a Deus com um coração indiviso”(CIC 2349).

Hoje em dia parece-me que o estado de vida celibatário é pouquíssimo escolhido e isso é uma pena, pois o celibato é um grande sinal de santidade. Aquele que o escolhe abraça uma forma de viver totalmente generosa, livre e frutífera. O homem e a mulher que se decidem pela vida celibatária tem a oportunidade de gerar muitas vidas para Deus numa disponibilidade integral para a vivência da evangelização, especialmente por parte daqueles que se dispõe a serem missionários voluntariamente na Igreja, que é o caso da Comunidade de Vida na Comunidade Rainha da Paz.“O celibato é uma oferta agradável a Deus que gera fecundidade para a Comunidade” (Documento da 3ª Assembleia Geral da Comunidade Rainha da Paz). Isso sem contar o fato de que antecipam em suas vidas uma realidade futura e celeste, pois “os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido” (Lc 20, 35). “O celibatário é, no interior da Comunidade (Rainha da Paz), uma seta que aponta aquilo que todos irão viver no céu (…)um sinal de adesão incondicional aos conselhos evangélicos” (Documento da 3ª Assembleia Geral da Comunidade Rainha da Paz).

Por fim temos para os homens que livremente decidiram viver essa tão bela graça e missão do celibato a vocação ao estado de vida do serviço sacramental, o Sacerdócio. “A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico” (CIC 1536). Assim como o Matrimônio esse Estado de Vida se concretiza por meio de um sacramento.

É por meio do Sacerdote que os cristãos recebem a graça de Deus nos sacramentos, de modo especial na Eucaristia. Sem Sacerdotes não há Eucaristia. Em Medjugorje, nas aparições da Rainha da Paz, ela sempre pede que rezemos pelos sacerdotes, pois nas mãos destes santos homens está o futuro da humanidade.

“A experiência de Deus no sacerdócio na Comunidade Rainha da Paz é serviço à Igreja e ao carisma. O sacerdote faz Cristo presente no meio de nós. É movido por sua intimidade com o Senhor que o capacita a viver as renúncias do seu estado de vida. Vive uma entrega total a Deus pelo sacerdócio e abraça a Vicência dos conselhos evangélicos segundo o carisma Rainha da Paz. O sacerdote na comunidade Rainha da Paz é um irmão entre os irmãos, que não usa seu ministério em busca de privilégios. Seu ministério gera vida reconciliada no interior da comunidade” (Documento da 3ª Assembleia Geral da Comunidade Rainha da Paz).

O mundo inteiro necessita grave e urgentemente de Matrimônios, Celibatários e Sacerdotes santos. Os ataques, tentações, perseguições e pecados têm feito com que muitos sofram e se percam neste mundo em que vivemos. “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus” (Rom 8, 18-19). Por isso irmãos e irmãs em Cristo Jesus, busquemos na oração discernir e viver o nosso estado de vida, para que, nos dons do Espírito Santo sejamos testemunhas da Ressureição de Cristo e possamos gerar vidas para Deus e formar discípulos e missionários para o Reino de Deus.

Deus o abençoe com a Benção Especial e Materna de Nossa Senhora Rainha da Paz

Guilherme Oliveira Bertoldo

Consagrado da Comunidade Católica Rainha da Paz

POUCOS OS QUE PEGAM CORDA…

Alguns dias antes de partir para a missão em que estou atualmente na Ilha do Mosqueiro, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Pará, estávamos falando sobre vocação, chamado e outras coisas sobre o assunto, principalmente, sobre o chamado à comunidade de vida, coração da Obra Rainha da Paz e seguimento mais exigente no Carisma. De repente surgiu a citação das palavras de Jesus quando diz “Muitos são os chamados…” e imediatamente uma jovem respondeu: “e poucos os que pegam corda!” Essa afirmação causou um certo impacto em meu coração. Porque Jesus completou essa afirmação dizendo: “…e poucos são os escolhidos!”
Será que ser escolhido é pegar corda? Fiquei a meditar algum tempo sobre isso, e me deparei com uma nuvem de testemunhas que sob o ponto de vista daquela jovem, “pegaram corda”, pelo simples fato de terem sido escolhidas e por terem se deixado escolher pelo Senhor. Dentre essas testemunhas encontrei São Pedro, Francisco e Clara de Assis, Teresa de Ávila, Teresinha do Menino Jesus, João Paulo II, Maria Vianey, Pio de Pietrelcina, Agostinho, Catarina de Sena, Giana Mola, Teresa de Calcutá, Chiara Lubich, Bento XVI e uma multidão de homens e mulheres que escutaram um apelo dentro do seu coração para consagrarem suas vidas em favor da Igreja e em favor da salvação dos homens.
Benditas almas que escutando o chamado de Deus, não pegaram corda, mas amorosamente e decididamente disseram sim à sua vocação e eleição, mergulhando num mistério tal que foge ao entendimento e compreensão dos “sábios e inteligentes e é revelado somente aos pequeninos”. Louvo a Deus por todos os meus irmãos e filhos da Comunidade Católica Rainha da Paz, que diante do chamamento de Jesus souberam dizer sim a Ele, responsavelmente e decididamente, não pegando corda, mas na escuta da oração e adoração, puderam perceber que são capazes de corresponder ao chamado daquele que os atrai para si: Jesus Cristo!