Arquivar fevereiro 2019

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ DE MEDJUGORJE EM 25 DE FEVEREIRO DE 2019

“Queridos filhos!

Hoje, EU estou chamando vocês a uma nova vida. Não é importante quão velhos vocês são, abram seus corações para JESUS que os transformará neste tempo de graça, e, como a natureza, vocês nascerão para uma vida nova no Amor de DEUS, e vocês abrirão seus corações ao CÉU e às coisas do CÉU. EU ainda estou com vocês, porque DEUS Me permitiu por amor a vocês.

Obrigada por terem correspondido ao meu apelo!”

JUVENTUDE ÓRFÃ

“Aquela chama fraquinha virou uma sarça ardente dentro do meu peito. Foi o amor de Deus que mudou meu jeito de pensar, que me deu coragem de dizer “sim” a Ele.”

Estas palavras são do jovem Márcio Adriano que participou do Rumo Certo em Acaraú-CE , que aconteceu entre os dias 26 à 29 de Janeiro de 2012, na Praia do Preá. Na ocasião 70 jovens de diversas localidades tiveram uma experiência única de amor, acolhimento e perdão de Deus.

Diante dos inúmeros frutos gerados através desse evento, percebemos como nossa juventude precisa cada vez mais ser saciada da sua sede de sentido para viver. Como os jovens, de qualquer parte do mundo, devido as mudanças físicas e psicológicas que vivem, necessitam de Alguém que lhes dê segurança, que lhes incentive confiança, que lhes dê carinho, amor e compreensão. Quem, então, senão Deus?

O homem essencialmente é um ser de questionamentos. Assim sendo, esses questionamentos explodem com maior intensidade durante a juventude, vão sendo formadas as opiniões e conceitos. Os jovens, portanto, devido a fase que passam, necessitam de um encontro intenso com este Deus que é real, que é Verdade. Encontro este que marcará suas vidas para sempre. Afinal, grande parcela dos homens e mulheres de hoje que servem a Deus, tiveram sua experiência na juventude. E esta experiência é base para a solidificação de sua fé.

A juventude precisa ser evangelizada. Precisa conhecer a Deus que lhes dará um sentido para viver. Aliás, Ele mesmo lhes será o sentido. E a urgência dessa evangelização baseia-se no fato de que a juventude é um dos principais, senão o principal alvo, da enxurrada de concepções vãs. A juventude está na mira do mundo e o mundo não sossega. Quantos jovens, neste exato momento em que você está lendo esse texto estão usando drogas pela primeira vez? Quantos estão perdendo a virgindade? Quantos estão cometendo crimes? Quantos estão recebendo voz de prisão? Quantos estão tentando suicídio? Quantos estão se envolvendo em acidentes por causa do álcool? Quantos estão nos hospitais devido à overdose de remédios para depressão, ou devido a alguma doença sexualmente transmissível? Quantos? Jovens estes que deviam estar em casa com suas famílias, com seus amigos. Jovens estes que deviam estar na Igreja, nos grupos de oração, nos movimentos da Igreja…

Precisamos, ainda, ser para os jovens mães espirituais. Mais que palavras, os jovens precisam dos cuidados de uma mãe. É próprio do ser mãe prover alimento, cuidar, dar carinho até que o filho possa se virar sozinho. E ainda assim, a mãe continua a ocupar-se do filho. Ser mãe é para a vida inteira e é disso que os jovens precisam: de pessoas dispostas a evangeliza-las continuamente, de levar Deus constantemente.

Enfim, evangelizar a juventude é gratificante! Compara-se a alegria de uma mãe ver seu filho dando os primeiros passos, balbuciando as primeiras palavras.  É gratificante ver esses jovens participando da missa, fazendo vigílias, com o terço na mão. Portanto sejamos mães. A juventude espera por nós!

Claudiam Lima

Consagrado da Comunidade Católica Rainha da Paz

IR AO ENCONTRO DA OVELHA PERDIDA

Ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel. (Mt 10,6). Esta passagem é que move o agir da Pastoral Carcerária que vai ao encontro dos que estão perdidos e esquecidos pela sociedade que ainda não compreendeu que “não se é ruim por que se quer”, como diz Frei Ignácio Larrañaga. Pastoral Carcerária é acreditar num Deus misericordioso que não nos julga.  “Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos.” (Mt 7,2)

A Pastoral Carcerária leva o Evangelho de Jesus Cristo às pessoas privadas de liberdade e zela para que os direitos humanos e dignidade humana sejam garantidos no sistema prisional. “Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes.” (Mt 9,12)

Em Sobral-Ce a Pastoral Carcerária trabalha juntamente com o Projeto São Dimas da Comunidade Católica Rainha da Paz. Além do engajamento destes membros, o espírito de solidariedade social também parte de alguns estudantes de Direito que contribuem para a alegria dos desprovidos de liberdade levando notícias de seus processos que são distribuídas nas varas do fórum e ao mesmo tempo os acadêmicos exercitam o aprendizado recebido. Não se esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo. A professora aposentada Socorro Tomás que ensina dança às presidiárias e o cirurgião vascular Dayan Siebra que dá palestra de coach na cadeia, também são provas que ao servir o maior beneficiado é quem serve com inteligência. E servir com inteligência é muito mais do que dar o peixe ou ensinar a pescar; é ensinar a pensar, a resolver problemas próprios e coletivos, a trabalhar em conjunto, a construir o futuro.

Nossa sociedade ainda não entendeu que: “O amor-próprio é cego e suicida: prefere a satisfação da vingança ao alívio do perdão. Mas loucura é odiar: é como armazenar veneno nas próprias entranhas. O rancoroso vive uma eterna agonia” (Frei Ignácio Larrañaga)

A maior parte dos casos de crimes é consequência da falta de Deus e esta falta leva a procurar uma alegria imediata, passageira, viciosa e destruidora: as drogas. “Ah se compreendêssemos! Não seria necessário perdoar. A compreensão é muito fácil de praticar do que o perdão, que exige exercícios contínuos e constantes, assim como tratar de uma ferida profunda que necessita de muitos curativos, para sarar.” Frei Ignácio Larrañaga.

Talvez, agora que você chegou até aqui nesta leitura, esteja refletindo a coragem destes voluntários, os beneficios do servir, a cura do perdão, a compreensão do outro, sobre a droga que está acabando com a vida de seu conhecido ou da pessoa que você ama, e acabe surgindo dentro de você, o MEDO. Medo é sofrimento. A bíblia também tem resposta pra este sentimento: No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no
amor.
(I São João 4,18)

É depois de tudo isso que quero levar você a refletir no sistema carcerário do Brasil, cadeias superlotadas; morosidade da justiça; tratamento desumano; ociosidade dos presos; a reincidência no crime; tratamento diferenciado com os colarinhos brancos e com isso a sociedade ficando presa dentro de suas próprias casas com altos muros, cerca elétrica, vigilantes, cães de guarda e mesmo assim perpetua o medo. Como sai caro o não compreender o outro! Como sai caro não ter politicas públicas! A eleição de nossos representantes está bem próxima. Depende de nós se queremos continuar assim, sofrendo.

Lembrai-vos dos encarcerados, como se vós mesmos estivésseis presos com eles. E dos maltratados, como se habitásseis no mesmo corpo com eles. (Hebreus 13,3)

Silvana Carneiro

(Coordenadora da Pastoral Carcerária de Sobral-CE)

Testemunho de Dariana Sousa

Bendito seja o Senhor Deus em seu infinito amor, que em um ato de profunda misericórdia me deu o carisma Rainha da Paz, como uma ponte que me conduz a santidade. Moro em um distrito de Sobral, Pedra de Fogo, um interior, cerca de 35 km de Sobral, onde a bondade do Senhor não se limitou em alcançar-me, e arrastar por inteiro o meu coração. Conheci a comunidade em 2011, através de uma semana missionária, onde membros da comunidade foram servir, foi onde também tive minha primeira experiência com Deus. Algo naqueles missionários roubava a minha atenção, era o Cristo que existia neles e que me movia a também experimentar do que eles viviam. O senhor teve pressa em mim, em 2012 fiz vocacional, tinha 14 anos, nesse mesmo ano fiz experiência na comunidade de vida, onde tive mais uma experiência com o amor de Deus e também onde provei do coração da comunidade e onde tive certeza da minha vocação. Segui todo o processo de consagração, até o Discipulado I, sempre com a incerteza de como chegaria na comunidade, pois não tinha uma facilidade de transporte de Pedra de Fogo até Sobral, mas sempre lutando para estar onde o Senhor quer que eu esteja. No meu Discipulado I entrei na Comunidade de Vida, onde tive que recomeçar todo o meu processo vocacional, e me tornei pré-discípula I, fui para a missão na Ilha de Mosqueiro, em Belém-PA, passei 9 meses lá, depois fui enviada para Missão de Olinda-PE, onde vivi como Pré-discípula II, por problemas de saúde tive que sair, mas tudo sempre foi Providência de Deus. Hoje me encontro no Discipulado II, na comunidade de Aliança, iniciando uma evangelização em um interior chamado Aprazível, juntamente com a Missão Jaibaras, onde existe um grupo de crescimento, projetos da comunidade, e também frutos da vocação Rainha da Paz que aderiram ao Carisma. Com um coração seduzido por Deus, que se molda a acolher o hoje da Sua vontade, quero me entregar mais a cada dia, tendo a certeza de que serei imensamente feliz.

MARIA DARIANA SOUSA NASCIMENTO

DISCIPULA II

O AMOR NUNCA MORRE

Através dos fatos e das adversidades da vida, o amor entre dois esposos é chamado a transformar-se e a se renovar. Tornar-se-á mais concreto, mais autêntico. Não envelhecerá, mas amadurecerá, isto é, tornar-se-á mais adulto. Diversamente das outras realidades vivas, o amor do homem e da mulher não caminha para a morte. Porque o amor do homem é parte do amor de Deus, que é o Eterno. Os cristãos empregam uma palavra para significar que a relação de amor entre dois esposos está destinada a não morrer: é “indissolúvel”. Mas não se deve pensar num laço imposto de fora, por uma lei. Consideramos que Deus, que chamou os esposos ao amor, os chama a viver um amor que não morre, porque cresce cada vez mais e se renova. Concretamente, isto significa que o amor matrimonial é chamado a superar todas as dificuldades presentes e futuras. Um amor mais forte que as dificuldades. Um amor que tem a própria força de Deus. Além disso, significa que a absoluta indissolubilidade do matrimônio – mesmo quando, em casos humanamente desesperados, parece sem sentido – mantém, todavia, o sentido profundo de participação no amor de Cristo até a crucifixão.

“É maior felicidade dar que receber” (cf. At 20,35)

Assim como Cristo não abandonou a humanidade nem a Igreja quando o pregavam na cruz, também todo matrimônio contraído “no Senhor” conserva a indissolubilidade da ligação entre Cristo e a Igreja, também quando se tornou uma crucifixão. A presença de Cristo no matrimônio dos que creem não exclui, pois a incompatibilidade de caracteres, erros na escolha matrimonial, dificuldades com os filhos, nervosismo, doenças, tédio…, mas significa que, para os que creem, o Terceiro, isto é, Cristo, está sempre presente; Jesus Cristo dá força, conforto, esperança, enquanto observa que é sempre melhor dar que receber. Quem se enche deste espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta esperança nas horas difíceis.

O VASO NAS MÃOS DO OLEIRO

Palavra do Senhor a Jeremias: “Vem, desce até a casa do oleiro, que ali te farei ouvir minha Palavra”. Desci até a casa do oleiro e lá ele estava executando um trabalho na roda. O vaso que o oleiro fabricava de barro se estragou em sua mão. Ele fez um outro objeto conforme lhe pareceu mais conveniente. (Jer 18, 1-4).

É bonito ver o trabalho do oleiro. A paciência com que ele trabalha cada detalhe do vaso, a dedicação e a atenção. Todo oleiro sempre consegue visualizar o vaso que criará, ele não precisa já estar pronto. Cada vaso é sonhado, planejado para então ser executado.

Deus em sua imensa sabedoria nos compara com o vaso nas mãos do Grande Oleiro apaixonado pela obra de suas mãos. Ele mesmo é esse Oleiro que não quer perder nenhuma de suas obras, mesmo que esta esteja trincada, quebrada, feito cacos e até mesmo pó. Não importa se o barro já se tornou impuro, Deus retoma sua obra em suas mãos e a recria.

Para compreendermos melhor é necessário que conheçamos passo a passo a gestação de um vaso. Desde a escolha do seu barro até o êxtase do seu criador diante de sua obra:

1º. O oleiro escolhe o barro que será o seu vaso. Esse barro é extraído do seu local de origem e é estendido num pátio. Tira-se as impurezas, como raízes, galhos, pedras, pedaços de pau ou capins. Com uma enxada, formam-se regos para que seque bem. Depois são hidratados e separados em paralelepípedos que não endurecem. Então são levados para a roda para serem trabalhados.

2° O barro é colocado sobre a roda para modelar. Enquanto modela o vaso, rega-o várias vezes, para que o barro se torne maleável e facilite o trabalho. O oleiro procura fazer o vaso mais bonito, nem que para isso tenha que quebrá-lo várias vezes. Quantas vezes você deixou-se vencer, domar, amansar pelo Senhor? Foi o que aconteceu com o vaso do trecho bíblico citado. Quando o barro se estraga nas mãos do oleiro, ele não o joga fora. Deus nunca joga fora a obra de suas mãos!

Mas com os vasos que se quebraram, o que faz o oleiro?

Um vaso é feito para um propósito. Vaso quebrado não cumpre o seu papel. Um vaso quebrado não pode tornar-se novo por si só. O mais importante: É melhor quebrar-se nas mãos do oleiro, do que nas mãos do inimigo. O oleiro cria e recria. O inimigo usa, destrói e joga fora!

O processo usado com os vasos que se deformam ou quebram, são quase semelhantes ao de um vaso que está nas mãos do oleiro pela primeira vez, porém mais cheio de detalhes. Deus não faz reparos em vasos velhos. Ele faz um novo! Para isso, não dispensará etapas!

1º O vaso é totalmente quebrado, regado e colocado em repouso para criar liga (é o tempo do silêncio de Deus).

2º É prensado para retirar as impurezas. É nessa etapa que Deus faz nascer na alma a humildade.

3º O barro é colocado sobre a roda para ser modelado. O vaso não tem vontade própria e o oleiro é autônomo, dará ao vaso a forma que lhe parecer melhor.

4º Enquanto modela o vaso rega-o vez em quando com água. Para o homem, a Água do Espírito Santo!

5º – Com precisão rasga o barro abrindo espaço no seu interior para trabalhar o vaso conforme o sonho do seu coração. É preciso rasgar o coração diante de Deus, deixar que Ele nos abra ao meio e nos dê a sua medida. A profundidade que precisamos ter.

6º- Depois de modelado o vaso fica em repouso por alguns dias, preparando-se para enfrentar o calor do fogo que o tornará forte e consistente. O fogo tempera o vaso, leva-o ao seu limite de resistência, permeia cada fibra. Somente o vaso que suporta o calor do fogo está preparado para cumprir sua tarefa. Quanto mais vezes o vaso se quebra nas mãos do oleiro, mais puro será, porque passará mais vezes ainda pela água e pelo fogo. Será um vaso puríssimo, nobre! Os vasos que mais passaram pelas mãos do oleiro são os mais caros!

7º- Após ser retirado do fogo, o vaso é provado. Passa por um teste de resistência: O oleiro dá-lhe um peteleco. O som emitido é a prova. Se o som é chocho, voltará ao forno, porque ainda não está pronto, mas se ele “cantar”, é porque está pronto para seguir o seu destino. O Divino Oleiro enche-o com o óleo do seu Santo Espírito.

É um trabalho maravilhoso! É assim que Deus age conosco quando nos deixamos moldar por suas mãos. Desçamos até a Casa do Oleiro! O que isso significa para você?

O profeta desce até a casa do oleiro para aprender com ele. O vaso desce até a casa do oleiro porque se reconhece quebrado, trincado, precisando ser renovado. Descer: Trazer para baixo, diminuir-se, abaixar-se, humilhar-se!

Roguemos ao Senhor que neste tempo de reflexão, possamos rasgar o nosso coração diante de Deus, reconhecendo que só em suas mãos seremos vasos novos, nem que para isso Ele tenha que nos quebrar, molhar, rasgar, pôr no fogo e testar o nosso som dando-nos “petelecos” (pancadas com a ponta do dedo médio, firmada para dar golpes)!

Adelaide Santos

Consagrada da Comunidade Católica Rainha da Paz