Deserto, tempo de decisão

Na busca do ser humano a Deus, ele experimenta muitas consolações. São momentos de graças onde vemos a Mão de Deus agir em nosso favor. Se o Senhor passa por nós, logo percebemos o Seu perfume e como a amada vamos ao Seu encontro e nos deleitamos em Sua presença amorosa (Cân 5,5). São as consolações sensíveis. Mas deve haver um cuidado da alma. Muitas se unem a Deus apenas por causa dessas consolações e não pela vontade de agradar a Deus. Enganam-se pensando que amarão mais a Deus encontrando mais e mais gosto nas consolações. Quando chega então o período onde Deus parece esconder-se e junto com Ele todas as consolações, tempo da busca e decisão, a alma tende a abandoná-lo.Chamamos de períodos de deserto ou aridez espiritual esses momentos onde se passa por profunda tristeza e desolação.
Nas noites escuras da alma, não temos vontade alguma de rezar, participar da Santa Missa, não conseguimos amar o outro, não sentimos mais nada e a impressão que temos é Deus nos abandonou e que a nossa fé acabou. Parece que o Céu sumiu!
E por que Deus permite que a alma atravesse tão terrível escuridão? Para que aprendamos a buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus.O que nos impede a verdadeira união com Deus é o apego às nossas inclinações desordenadas. Por isso, quando Jesus quer atrair uma alma ao Seu perfeito amor, procura desprendê-la de todos os apegos aos bens criados.Quando caminhamos às escuras, progredimos mais na fé e no amor a Deus. O Senhor nos quer fortes e para nos treinar na batalha o faz pela provação e pela aridez espiritual. É assim que Ele arranca as ervas daninhas do jardim das nossas almas.
É um defeito de nossa humanidade, procurar em tudo a própria satisfação. Não encontrando o prazer desejado, abandona logo a tarefa ou as reduz a cada dia, até finalmente abandonar tudo de vez! Esta desgraça acontece a muitas almas. Chamadas por Deus ao Seu amor começam a marchar no caminho da perfeição e avançam enquanto duram as consolações espirituais. Mas depois, quando elas acabam, abandonam tudo e voltam à vida antiga. É preciso persuadir-nos de que o amor de Deus e a perfeição não consistem em sentir consolações espirituais, mas em vencer o amor-próprio e fazer a vontade de Deus. É Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés.
Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual! Nessas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé. “Deus é digno de nosso amor, tanto quando nos consola como quando nos faz sofrer”, já nos diz São Francisco de Sales.
A “noite escura da alma” pode durar um tempo indeterminado. Santa Teresa de Àvila a viveu por mais de 20 anos. Teresinha do Menino Jesus também passou por essa etapa espiritual e sustentou-a na certeza que o seu Sol (Cristo), por entre as nuvens, estava a brilhar.
O deserto tem sua importância. Um lugar de aparente escassez pode ser também um lugar de liberdade. “O povo que escapou da morte achou favor no deserto”. Mas como? Foram repetidas as vezes em que os hebreus se queixaram das dificuldades no caminho que percorreram no deserto do Sinai e quiseram retornar à escravidão egípcia, mesmo quando não fazia sentido voltar para a angústia do Egito. Porém, mesmo com a perda sentida no deserto, temos que entender que existe vida após a perda. A liberdade do deserto significa estar sujeito a abraçar a Deus sem garantias.O caminho da escravidão para a liberdade passa pelo deserto. E isso quer dizer que há um tempo de preparo e de reflexão na vida para que possamos entender os verdadeiros valores.
Atravessar o deserto não é fácil. É preciso, porém, que se acredite que há vida depois dele.No deserto, vive-se um tempo de descoberta, de mudança que envolve montar e levantar acampamento, armar e desarmar tenda, levar as cargas… Tempo de aprendizado. No deserto você não vê as grandes conquistas humanas, mas contempla a providência de Deus mais claramente, e assim, podemos Vê-lo face a face… O tempo no deserto pode ser marcado por um período de limitações, muitas vezes de escassez, mas não nos esqueçamos que é Deus quem nos conduz para o deserto para nos falar o que é importante com intimidade.
A nossa conquista não está no deserto, mas na restauração que vem depois do deserto. Por isso, o caminho para um novo tempo de alegria e felicidade passa pelo deserto. Nele aprendemos a viver com gratidão e humildade. Nele aprendemos a sermos verdadeiros.
Como fazer para vencer esse estado de espírito no qual Deus parece está longe e nos falta a fé?
1. Primeiro, verifique se a situação não é tibieza, ou seja, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual. Mesmo diante destes momentos difíceis, devemos procurar saber o que está causando em nós esta aridez espiritual. Verificar se não há pecados graves na alma que possam estar afugentando a graça de Deus. Podem também ser provações que o Senhor coloca para nosso crescimento.
2. Decidir-se corrigir-se buscando a confissão, Eucaristia e oração.
3. Não medir o amor de Deus por nós pelas consolações que sentimos.
4. Silêncio, abandono e confiança são fundamentais. “Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá.” (Diário de Santa Faustina)O Esposo há de voltar logo… Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir. Quanto mais a noite fica escura, tanto mais perto nos aproximamos da aurora.
5. Não esqueça: Fé não é um sentimento nem sentimentalismo, mas adesão com a mente a Deus e às suas verdades e determinações. Não busque sentir fé ou devoção, mas viva-as. Vá à Missa, ao grupo de oração, ao terço com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Você terá mais méritos diante de Deus.
6. Se possível, busque o auxílio de um diretor espiritual.
7. Não é tão fácil dominar e disciplinar os sentidos interiores: vontade, inteligência, imaginação. Aliás, Santa Teresa chama esta – a imaginação – de “louca da casa” que, como tal, tem a força de levar-nos longe do que é essencial. Muitas vezes a alma está muito unida a Deus nas moradas mais elevadas, ao passo que a imaginação se encontra nos arrabaldes do castelo, padecendo com mil animais ferozes e peçonhentos e perecendo com esse padecer. Assim, nem a imaginação deve nos perturbar, nem devemos deixar a oração, que é o que deseja o demônio.” (4M 1,8-9). Busque o auxílio de um bom livro! “Eu não teria conseguido perseverar na oração nos dezoito anos em que acometeram tamanhos sofrimentos e aridez, visto não poder fazer oração discursiva, sem as leituras. Por todo esse tempo, eu não me atrevia a começar a orar sem livro, exceto quando acabava de comungar; minha alma temia tanto orar sem livro que era como se tivesse de enfrentar um exército.” (V 4,9). “É muito útil usar um bom livro, mesmo para recolher o pensamento e vir a rezar bem vocalmente; assim, vai-se acostumando pouco a pouco a alma, com carinhos e artifícios, para não amedrontá-la.” (C 26,10). Leia a Palavra de Deus.
8. Santidade não é um estágio ou um efeito mágico que deixa o fiel longe das realidades exteriores. Ela é forjada no campo de batalha, no suor e no sangue, sendo provados no fogo. Seja fiel a oração apesar dos tormentos,aridez e tentações. Deixe-se corrigir pelo Senhor.
Decidamo-nos por Deus a cada dia. Amor é decisão! Não deixemos de fazer nossa oração pessoal. Temos que lutar contra o desânimo, contra a frieza do nosso coração. Busquemos o Sacramento da Confissão para nos fortalecermos em Deus e assim possamos receber a Santa Eucaristia que é o alimento principal da nossa alma. É Ela quem nos dará forças para passarmos por este deserto. Acreditemos, Deus prova o nosso amor, mas ao final de tudo Ele estará a nossa espera com um prêmio redobrado! Avante! Não tenhamos medo, mesmo não sentindo Deus, Ele nunca nos abandona e caminha conosco.

Mir!

Mensagem da Rainha da Paz em 25 de Dezembro de 2018

Queridos filhos! EU estou levando para vocês o MEU FILHO JESUS que é o REI DA PAZ. ELE lhes dá a paz e que ela possa ser não somente para vocês, mas, filhinhos, levem-na para os outros em alegria e humildade. EU estou com vocês e estou rezando por vocês neste tempo de graça que DEUS deseja dar a vocês. A MINHA Presença é um sinal de amor aqui enquanto EU estou com vocês para protegê-los e levá-los para a eternidade. Obrigada por terem respondido ao MEU Chamado.

Mensagem de Nossa Senhora no dia 25 de dezembro de 2018- Vidente Marjia Pavlovic.

Subir a montanha para estar mais perto de Deus

Do “deserto” das tentações ao “monte” das transfigurações para fazer a experiência da intimidade com Deus: O Papa explica assim os itinerários espirituais propostos pela liturgia do segundo domingo da quaresma.

Durante a visita realizada na manhã de 4 de março a paroquia Romana de San Giovanni Battista de La Salle, o Pontífice recorda aos fiéis que “o caminho para alcançar a glória, a estrada do amor luminoso que vence a escuridão, passa pela doação total de si, por meio do escândalo da cruz”. É por isso – explica – que o caminho da Quaresma conduz até o Gólgota, “monte do supremo sacrifício” no qual “contém a maior força de transformação do homem e da história”.

Para a comunidade de Torino – que o acolhe como uma grande família e chamam-no carinhosamente de “papai” – A Bento XVI é confiada a tarefa de trazer a boa nova de Cristo “aonde os irmãos vivem, trabalham, estudam ou simplesmente passam um momento de lazer. Missão urgente e desafiadora a luz do próximo Ano da fé, que chama a um empenho comunitário para “superar aquele ‘analfabetismo religioso’ que é um dos maiores problemas dos nossos tempos”.

O Papa também fez um convide à descoberta do Domingo como “dia de Deus e da comunidade” de viver na das celebrações eucarísticas e nas disponibilidades “de acolher cada pessoa em suas dificuldades”.

Estes temas foram destacados por Bento XVI no Angelu´s recitado na Praça de São Pedro.

Voltando ao significado da Transfiguração de Cristo, o Pontífice insiste que “Deus é luz e Jesus quer dar aos seus amigos a mais íntima experiência desta luz, que habita n’Ele”.

Além disso, todo homem precisa de uma “luz interior para superar as provações da vida” e chegar a contemplar o rosto de Jesus ”pleno de amor e de verdade”. Está aí o convite – reafirmado em particular saudação aos fiéis da França – para não terem vergonha de serem cristãos, oferecendo todos os dias ao Senhor um momento de oração, mostrando bondade e caridade para com os necessitados e renunciando a tudo o que os afasta de Deus e do próximo.

Castidade nos dias de hoje

Um amor casto é um amor que se defende contra todas as forças internas e externas que o procuram destruir. É casta aquela pessoa que assumiu conscientemente a sua sexualidade e a integrou bem na sua personalidade. Castidade e continência não são o mesmo. Até uma pessoa que tem uma vida sexual ativa no matrimônio deve ser casta; ela comporta-se castamente quando a sua atividade corporal é expressão de um amor sério e fiel.
A castidade não deve ser confundida com beatice. Uma pessoa que vive castamente não é um joguete dos seus desejos, mas vive conscientemente a sua sexualidade pelo amor e como expressão desse amor. A falta de castidade enfraquece o amor e obscurece o seu sentido. A Igreja Católica defende o princípio “ecológico”, isto é, totalizante, da sexualidade: primeiro, contém o desejo sexual, que é algo bom e belo; segundo, o amor pessoal; terceiro, a vitalidade, ou seja, abertura aos filhos. E tal como a cerveja é feita de lúpulo, malte e água, que sabem bastante mal separados e bastante bem juntos, a Igreja Católica defende que aqueles três aspectos são indissociáveis. Quando, na verdade, um homem tem uma mulher para o prazer sexual, uma segunda para o romantismo e uma terceira para ter filhos, ele instrumentaliza todas as três e não ama realmente nenhuma.
Extraído do ‘youcat’ – Catecismo Jovem da Igreja Católica

Bazar Solidário

Todos os anos por ocasião do advento a Comunidade Rainha da Paz, em vista de intensificar a vivência da penitência nesse tempo propício, conduz seus membros a viverem um despojamento através da renúncia e oferta de uma peça de roupa de seu guarda-roupa. Essas ofertas são colhidas e com todas elas é realizado um Bazar Solidário. Os fundos adquiridos são direcionados para as obras sociais e missionárias da Comunidade Rainha da Paz. Convidamos a todos a vivermos também esse tempo de graça preparando nosso coração para o Natal do Senhor através do despojamento e da caridade. Contribua com nosso bazar através de doações e também nos visitando e adquirindo algumas peças de roupa em nosso Bazar. Seja assim, um Benfeitor de nossas Obras Sociais e Missionárias!
O Bazar acontecerá na sede da Comunidade Rainha da Paz a partir das 19:00.

Fé para uma vida nova

“Nós vimos o Senhor!” Mas ele lhes respondeu: “Se eu não vir em suas mãos a marca dos cravos, se eu não enfiar o meu dedo no lugar dos cravos e não enfiar a minha mão no seu lado, não acreditarei.” (Jo 20,25).
Temos aqui a narrativa do encontro de Tomé com os outros discípulos que tinham encontrado com o Senhor Ressuscitado. Tomé não estava com eles, e ao ouvir seus amigos contar-lhes que tinham visto Jesus, não acreditou neles.
Provavelmente Tomé viveu com Jesus por três anos, viu seus milagres, ouviu suas pregações, mas estava confuso depois de tudo o que tinha visto. Jesus tinha morrido de morte vergonhosa diante de todos! Tomé estava sem esperança, sem perspectiva. Sentia-se só, derrotado, sem fé.
Já paramos para pensar sobre o que há de comum entre nós e Tomé? Tudo parece tão fácil quando decidimos seguir a Jesus. Nos primeiros anos, temos ânimo, força, alegria… Mas depois o nosso desejo de Deus parece enfraquecer. Os acontecimentos, as circunstancias nos ferem e as feridas marcam nossa história. Parece que tudo vai embora. Todo o nosso vigor, ficamos fracos na fé, sem ânimo, vazios e derrotados. Feridos os nossos pés já não suportam caminhar.
Os espinhos do mundo também haviam ferido Tomé marcando-o com a incredulidade. E nós? O que nos afasta do Cristo Ressuscitado? Quais são as nossas chagas que precisamos colocar diante de Cristo para que Ele as toque com suas mãos sagradas? São decepções? Mágoas? Medos? Vícios? Apegos? Mas é por isso mesmo que precisamos de Deus! Esse Deus que carregou com honra nossas dores. Apresente a Ele suas chagas e deixe que as Chagas do Senhor venha curar as suas.
Jesus não nos condena por nossa pouca fé, mas pede-nos que apresentemos a Ele nossas mãos com sinais de fracassos, nossos pés cansados. Jesus se compadece das suas dores. Como Cristo fez com Tomé, deseja fazer conosco: Introduzir nossa mão no seu lado, para sentirmos o seu coração pulsando, embora transpassado. Sim, que sejamos introduzidos por inteiro no coração de Cristo Vivo! Cristo nos acolhe em suas chagas para curar as nossas chagas. E a sua chaga mais íntima, a do Seu coração, é lá que Jesus quer nos introduzir. Depois que Tomé entrou na chaga do coração de Cristo, nada mais o separaria de Deus. Todos as suas fragilidades, ao invés de o afastarem de Deus, o atraíam mais ainda para junto do Senhor, pois só em Deus ele encontrava a Misericórdia de que tanto necessitava. Foi quando sentiu a força da ressurreição que Tomé exclamou explodindo de paz e felicidade: ”Meu Senhor e meu Deus!”- O incrédulo tornou-se um homem de fé! Deus conhecia suas misérias e ele conhecia a misericórdia do Senhor!
Jesus não é indiferente a nós e ao nosso sofrimento. Mas ele vem a nós como o ressuscitado que passou pela Cruz. As chagas de Cristo não nos acusam, mas nos mostram até onde ele foi por amor a nós. Ele nos ama apesar dos nossos pecados. Qual o filho que recebe mais atenção do pai? Não será o enfermo?
Deus nos chama a ter a mesma experiência que Tomé. Ele deseja tocar-nos em seu amor curador. Jesus vitorioso, vencedor do mal, da enfermidade, da dor da depressão venceu e nos comunica sua vitória. Que façamos da oração do salmista a nossa: “Estendeu a mão e agarrou-me, arrancou-me das águas profundas e livrou-me de inimigos poderosos… tirou-me e pôs-me ao largo, libertou-me porque me quer bem.” (Sl 18, 17-20).
Acreditemos Deus tudo pode mudar! E esse mesmo Deus está conosco e caminha ressuscitado, vivo, em nosso meio! Abramos bem o nosso coração, não desistamos de acreditar. A fé move céu, terra e o braço direito de Deus!

O Amor nunca morre

Através dos fatos e das adversidades da vida, o amor entre dois esposos é chamado a transformar-se e a se renovar. Tornar-se-á mais concreto, mais autêntico. Não envelhecerá, mas amadurecerá, isto é, tornar-se-á mais adulto. Diversamente das outras realidades vivas, o amor do homem e da mulher não caminha para a morte. Porque o amor do homem é parte do amor de Deus, que éo Eterno. Os cristãos empregam uma palavra para significar que a relação de amor entre dois esposos está destinada a não morrer: é “indissolúvel”. Mas não se deve pensar num laço imposto de fora, por uma lei. Consideramos que Deus, que chamou os esposos ao amor, os chama a viver um amor que não morre, porque cresce cada vez mais e se renova. Concretamente, isto significa que o amor matrimonial é chamado a superar todas as dificuldades presentes e futuras.Um amor mais forte que as dificuldades. Um amor que tem a própria força de Deus. Além disso, significa que a absoluta indissolubilidade do matrimônio -mesmo quando, em casos humanamente desesperados, parece sem sentido – mantém, todavia, o sentido profundo de participação no amor de Cristo até a crucifixão.

“É maior felicidade dar que receber” (cf. At 20,35)

Assim como Cristo não abandonou a humanidade nem a Igreja quando o pregavam na cruz, também todo matrimônio contraído “no Senhor” conserva a indissolubilidade da ligação entre Cristo e a Igreja, também quando se tornou uma crucifixão. A presença de Cristo no matrimônio dos que creem não exclui, pois a incompatibilidade de caracteres, erros na escolha matrimonial, dificuldades com os filhos, nervosismo, doenças, tédio…, mas significa que, para os que creem, o Terceiro, isto é, Cristo, está sempre presente; Jesus Cristo dá força, conforto, esperança, enquanto observa que é sempre melhor dar que receber. Quem se enche deste espírito nos dias felizes, poderá continuar a viver desta esperança nas horas difíceis.

Advento

Neste sábado, dia 01/12 entramos no tempo do Advento!

Ainda não é Natal!
É um tempo para se preparar para o Natal!
Para isso devemos viver bem o Advento!

Ao contrário do mundo que prepara o Natal somente com luzes e apelos ao consumo, o Natal cristão deve ser preparado com:

A oração

A leitura atenta da Palavra de Deus

A penitência

Atenção aos pobres.

Despojamento.

Jesus disse: “Fazei penitência pois o Reino de Deus está próximo”.

Pois veja bem: se prepara o Natal num espírito de oração e penitência!

No Advento, nos colocamos na perspectiva alegre já realizada em Cristo: a vinda gloriosa do Senhor.

É tempo de esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente e sobriamente para a vinda do Senhor.

O tempo do Advento deve ser celebrado com sobriedade e discreta alegria.

Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem.

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador.

Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

Advento é tempo propício à conversão para “preparar o caminho do Senhor”, por meio da oração e um profundo mergulho na Palavra. Daí a necessidade de fazermos uma avaliação do que significa e de como vivenciamos o tempo do Advento em nossa vida.

Um símbolo que nos ajuda a vivenciar melhor este tempo é a coroa do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A cada domingo uma vela é acesa até serem acesas as 4 velas no 4° domingo.

A luz indica quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem.

A forma circular da coroa do Advento é sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar.

Os ramos verdes da coroa do Advento são verdes como os galhos do Pinheiro que permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter a fé e a esperança apesar das tribulações da vida.

A fita vermelha e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.

As bolas da coroa do Advento simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.

As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento.

Com tão rico simbolismo convido você a, neste ano, antes de arrumar a árvore de Natal, arrumar a sua Coroa do Advento e ao acender cada vela em cada semana do Advento aguarde com discreta alegria regada de oração e penitência a chegada do Rei que vem!

Um Santo Advento para um Feliz Natal!

Tásia Maria Montenegro
Fundadora da Comunidade Católica Rainha da Paz