Juventude Órfã

“Aquela chama fraquinha virou uma sarça ardente dentro do meu peito. Foi o amor de Deus que mudou meu jeito de pensar, que me deu coragem de dizer “sim” a Ele.”
Estas palavras são do jovem Márcio Adriano que participou do Rumo Certo Beach 2012, que aconteceu entre os dias 26 à 29 de Janeiro, na Praia do Preá. Na ocasião 70 jovens de diversas localidades tiveram uma experiência única de amor, acolhimento e perdão de Deus.
Diante dos inúmeros frutos gerados através desse evento, percebemos como nossa juventude precisa cada vez mais ser saciada da sua sede de sentido para viver. Como os jovens, de qualquer parte do mundo, devido as mudanças físicas e psicológicas que vivem, necessitam de Alguém que lhes dê segurança, que lhes incentive confiança, que lhes dê carinho, amor e compreensão. Quem, então, senão Deus?
O homem essencialmente é um ser de questionamentos. Assim sendo, esses questionamentos explodem com maior intensidade durante a juventude, vão sendo formadas as opiniões e conceitos. Os jovens, portanto, devido a fase que passam, necessitam de um encontro intenso com este Deus que é real, que é Verdade.Encontro este que marcará suas vidas para sempre. Afinal, grande parcela dos homens e mulheres de hoje que servem a Deus, tiveram sua experiência na juventude. E esta experiência é base para a solidificação de sua fé.
A juventude precisa ser evangelizada. Precisa conhecer a Deus que lhes dará um sentido para viver. Aliás, Ele mesmo lhes será o sentido. E a urgência dessa evangelização baseia-se no fato de que a juventude é um dos principais, senão o principal alvo, da enxurrada de concepções vãs. A juventude está na mira do mundo e o mundo não sossega. Quantos jovens, neste exato momento em que você está lendo esse texto estão usando drogas pela primeira vez? Quantos estão perdendo a virgindade? Quantos estão cometendo crimes? Quantos estão recebendo voz de prisão? Quantos estão tentando suicídio? Quantos estão se envolvendo em acidentes por causa do álcool? Quantos estão nos hospitais devido à overdose de remédios para depressão, ou devido a alguma doença sexualmente transmissível? Quantos? Jovens estes que deviam estar em casa com suas famílias, com seus amigos. Jovens estes que deviam estar na Igreja, nos grupos de oração, nos movimentos da Igreja…
Precisamos, ainda, ser para os jovens mães espirituais. Mais que palavras, os jovens precisam dos cuidados de uma mãe. É próprio do ser mãe prover alimento, cuidar, dar carinho até que o filho possa se virar sozinho. E ainda assim, a mãe continua a ocupar-se do filho. Ser mãe é para a vida inteira e é disso que os jovens precisam: de pessoas dispostas a evangeliza-las continuamente, de levar Deus constantemente.
Enfim, evangelizar a juventude é gratificante! Compara-se a alegria de uma mãe ver seu filho dando os primeiros passos, balbuciando as primeiras palavras. É gratificante ver esses jovens participando da missa, fazendo vigílias, com o terço na mão. Portanto sejamos mães. A juventude espera por nós!

Mensagem da Rainha da Paz em 25 de Novembro de 2018

“Queridos Filhos ! Este tempo é tempo de graça e de oração, tempo de espera e doação. Deus se dá a vocês porque  ELE os ama acima de qualquer coisa. Por isso, filhinhos, abram os seus corações e as suas famílias a fim de que esta espera torne-se oração e amor e sobretudo doação. EU estou com vocês, filhinhos e os aconselho a não renunciarem ao bem porque os frutos se veem, se sentem, chegam até longe. Por isso o inimigo está furioso e usa tudo para distanciá-los da oração. Obrigada por terem respondido ao MEU chamado.”

Gravidez inesperada, gravidez não planejada, o que fazer?

Como este dia é especial para mim! Dia da encarnação do Verbo. Dia em que relembro o recebimento de onze testes de gravidez. Uns com alegria! Outros com espanto! Outros com lágrimas! Outros com medo! Mas pela graça de Deus, acolhidos, aceitos, amados!

Maria nos ensina que “gravidez inesperada” precisa ser acompanhada de um “sim cheio” de amor efetivo (de atos) mais que afetivo (de sentimento).

Maria nos ensina que “gravidez não planejada” precisa ser acolhida com a firmeza da obediência a Deus,da convicção de que é uma honra que Deus nos dá, sermos participantes com Ele da criação da humanidade.

Maria nos ensina que, até “gravidez de mãe solteira” como a dela foi, mesmo que por uns momentos, precisa ser gravidez aceita por amor à vida que já esta dentro da mãe. Precisa ser aceita porque Deus tem um projeto para aquele que está em nosso útero.

Hoje, peço a Deus, pela intercessão de Maria Santíssima, por todas as todas as mães que recebem notícias de que estão grávidas, sejam em qualquer circunstância. Que, passada a surpresa inicial, percorram um caminho de abrir-se à maternidade com a certeza de que não estão sós, mas que as acompanhará a força do Espírito anto e a providência de Deus, como acompanhou Maria.

Quem sabe, se este filho que hoje é motivo de surpresa e até perturbação, não será a sua salvação como foi o bebê jesus a salvação de Maria e a nossa salvação…

“filhos são bênçãos de Deus, sempre, em qualquer circunstância…”

Tásia Maria Montenegro – Consagrada da Comunidade Rainha da Paz

Eu já encontrei o meu valor, e você?

Vivemos num tempo em que cada vez mais as relações tendem a ser superficiais, passageiras, de pouco valor, isso porque o homem moderno é tendencioso ao isolamento e auto suficiência, é alimentado por um “amor a si mesmo” exagerado e desvirtuado que faz cada vez mais ele se distanciar da verdade do amor que Jesus nos ensina nos Evangelhos. O “amor a mim mesmo” deve me levar à abertura e não ao fechamento, ao esvaziamento e não ao reter. Um amor que não se basta em si, mas que só é possível porque Deus me amou primeiro. Então a dinâmica seria a seguinte: Deus me ama reconheço-me amado sou capaz de amar.
Talvez tenhamos tantos problemas nas relações hoje em dia por que o homem moderno ainda não descobriu o amor de Deus, não descobriu o amor com que é amado, por isso, não sabe qual é o seu real valor. Vivem norteados por valores superficiais, baixos, e funcionam segundo aquilo que dá mais lucro no mercado. É uma pena que muitas pessoas ainda se identifiquem por aquilo que aparentam: cor dos olhos, cabelos, se é magra ou gorda, baixa ou alta, se atende aos padrões que ditam a moda vigente. Ou mesmo se identificam se são cultas, inteligentes, criativas, capazes de realizar tarefas complexas…Ou, quem sabe o contrário de tudo isso. E talvez não tenham a mínima noção do seu valor real, daquilo que é o centro do nosso ser, que é sempre positivo, que é sempre nobre, porém, entendendo que temos nossas limitações e nossas fraquezas, isso tudo porque a natureza humana é limitada, mas isso não diz quem eu sou de verdade. Eu preciso descobrir qual a minha verdadeira imagem, não aquilo que dizem de mim, não aquilo que até eu erroneamente penso de mim, fazendo com que eu me avalie de acordo com que a moda dita ou o que o “mercado” precise.
E como fazer isso? Só uma autêntica experiência de Deus nos leva ao amor de nós mesmos. Quanto mais conhecemos a Deus, mais descobrimos que ele nos ama. Quanto mais nos aproximamos da fonte do amor, mais nos tornamos sempre mais dignos de amor.E aí, convencidos desse amor, somos convencidos do nosso valor, somos capazes de ter a justa estima de nós mesmos, agora não baseados em falsos parâmetros. Então, chegando a esse ponto, SOU CAPAZ DE AMAR O OUTRO, porque não vou mais olhá-lo de modo superficial, não vou medi-lo com medidas tão inconsistentes, não vou taxá-lo pelas suas qualidades e defeitos, mas o meu apreço por ele terá como fundamento esse valor verdadeiro que também sou capaz de reconhecer nele.
Sendo assim, seremos capazes de sairmos dos relacionamentos frios, descompromissados, superficiais e nos lançarmos nas relações “de verdade”, sem medo do que eu sou e sem medo do que eu vou encontrar no outro ou do que ele pode tirar de mim. Nós nascemos pra dar de nós aos outros. Não deixemos que a insensibilidade do mundo atual nos roube isso, pois, há tanto do que conhecer das pessoas, há tanto em você que precisa enriquecer a outros, tantos valores a serem trocados e partilhados. Como é generoso nosso Deus que nos fez tão valiosos!
Eu já encontrei o meu valor, e você?
Zeneide de Aguiar (Consagrada da Com. Rainha da Paz – Missão France)

A fé vivenciada

Podemos dizer que aqueles que só “crêem” porque acreditam que existe um Deus que criou tudo, que ama a humanidade, que se fez carne e ressuscitou, mas que não aderem a Jesus, não permitem que essa fé lhes modifique a vida, lhes transforme o coração, não tem muita serventia. Dizer que tem fé e não praticá-la é o mesmo que não ter.
A fé verdadeira nos leva a uma conversão. Isto é, “eu creio e adiro a Jesus!”. Vivo o que Ele me ensina. Não se trata de adequar a fé àquilo que eu penso, à vida que eu levo ou àquilo que eu acho que é certo. É justamente o contrário, sou eu quem devo me adequar, convergir minha vida, decisões e mentalidade ao Cristo e seu Evangelho. São Tiago já nos alerta a não sermos meros ouvintes da Palavra, mas praticantes. Dizer que tem fé em Jesus e continuar com a mesma “vidinha” de antes, com os mesmos vícios, sem uma busca de transformação é, no mínimo, incoerência.
Precisamos de cristãos que pratiquem uma fé autêntica, que busquem, apesar de suas fraquezas e limites, ser sal da terra e luz no mundo. E isso nada tem a ver com uma prepotência ou pretensão de ser os “bonzinhos”,os “santinhos”. Tem a ver com coerência com aquilo que se crê. Não podemos ser cristãos de meias medidas, medíocres.
No mundo em que vivemos o testemunho de uma vivência coerente e autêntica de nossa fé fala mais e é muito mais convincente do que muitas palavras.